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Apple, Mozilla e Google bloqueiam certificados vulneráveis em seus navegadores

21 October 2026 at 16:54

A Apple bloqueou recentemente oito certificados vulneráveis que eram utilizados pelo Safari para determinar se uma página da web era legítima ou não — recurso que existe para proteger usuários de cópias baratas de sites feitas para golpes.

De acordo com informações do BleepingComputer, essas chaves privadas foram revogadas pela autoridade certificadora indiana eMudhra após pesquisadores descobrirem que eram tão fracas que qualquer pessoa poderia utilizá-las para forjar um certificado de uma página legítima.

Além do Safari, navegadores populares como o Mozilla Firefox e o Google Chrome também se baseavam nesses certificados para proteger usuários. Em um relatório, inclusive, a Mozilla explicou que todos os oito certificados utilizavam chaves privadas P-384 (geradas em abril de 2025), as quais tinham valores menores que 256 — o que permitia a qualquer pessoa recuperá-las testando apenas 256 possibilidades.

Descoberta primeiro por um pesquisador identificado apenas como Wayne, em 17 de outubro, a vulnerabilidade foi demonstrada no GitHub por outro pesquisador chamado Flüpke, o qual mostrou que uma chave privada para o certificado “EM OV TLS CA – G3C” da eMudhra contava com um valor de apenas 4.

Em uma resposta à Mozilla, desenvolvedora do Firefox, a eMudhra disse que identificou um erro em um script usado para gerar certificados que fazia com que um segundo conjunto de chaves mais fracas fosse gerado — as quais eram, então, selecionadas erroneamente como as chaves definitivas por terem rótulos parecidos com os das chaves corretas.

A autoridade também colocou panos quentes na situação ao afirmar que a maioria dos certificados nunca foi usada em produção e que não encontrou evidências de que o problema tenha afetado usuários finais.

Além do Safari, o Firefox e o Chrome também já revogaram esses certificados.

Macs ainda podem estar vulneráveis

Ainda de acordo com o veículo, Dennis Jackson, engenheiro de criptografia da Mozilla, alertou que o utilitário embutido /usr/bin/curl do macOS poderá continuar confiando nesses certificados vulneráveis, pois o seu bundle de certificados não verifica se os certificados foram revogados.

Isso quer dizer que, caso o Mac já tenha aceitado algum desses certificados, ele continuará confiando nele até que haja uma correção — algo que só poderá ser feito em uma futura atualização de segurança.

Apple explica como bloqueia rastreadores que capturam emails de usuários no WebKit

20 October 2026 at 15:50

Após causar um reboliço no setor de publicidade ao quebrar determinados serviços de entrega de anúncios com a versão 27 de seus sistemas operacionais, a Apple finalmente explicou as mudanças que realizou em um post no blog do WebKit.

A empresa afirma estar combatendo um método que ela classificou como “resolução de identidade”, em que empresas de publicidade de terceiros capturam o endereço de email dos usuários em sites quando eles fazem login ou assinam uma newsletter.

Bloqueio de Resolução de Identidade

Esse endereço pode ser usado para montar um perfil e direcionar anúncios online — uma evolução do rastreamento por cookies, cujo uso por terceiros já é bloqueado pelo Safari há seis anos.

Bloqueio de Resolução de Identidade

Com o lançamento recente dos novos sistemas, a Apple passou a bloquear, no nível do domínio, as solicitações de rede destinadas à infraestrutura dessas companhias — o que impede o envio do endereço de email dos usuários aos servidores delas.

Bloqueio de Resolução de Identidade

De acordo com o Business Insider, essa abordagem da Maçã vem agitando o mercado porque pode dificultar bastante o trabalho de anunciantes que dependem desses identificadores para segmentar campanhas e medir resultados.

Com isso, os anunciantes terão menor capacidade de alcançar públicos específicos na web e medir a eficácia de suas campanhas. Em consequência, os anunciantes poderão migrar para plataformas como Google e Meta, que já possuem perfis detalhados de seus usuários.

Extensão Privacy Badger, que bloqueia rastreadores, chega ao Safari

20 October 2026 at 14:24

Embora o Safari conte com um recurso nativo para impedir o rastreamento entre sites, ele ainda pode permitir que rastreadores de terceiros sejam carregados — embora prometa restringir a sua capacidade de efetivamente rastrear os usuários.

Quem quer um bloqueio completo desse tipo de mecanismo deve recorrer a uma alternativa de terceiros, como a Privacy Badger, uma das extensões do gênero mais populares na web atualmente e que acaba de chegar ao navegador da Maçã.

Desenvolvida pela Electronic Frontier Foundation (EFF), a extensão é completamente gratuita e promete bloquear rastreadores de anúncios para impedir que empresas monitorem e efetivamente rastreiem a atividade do usuário entre sites.

No Safari, a Privacy Badger vai além dos recursos de privacidade integrados do navegador para fornecer proteção adicional contra rastreamento online. Em seu modo de navegação padrão, o Safari limita as informações que os rastreadores podem acessar, mas ainda permite que eles carreguem. O Privacy Badger impede que os rastreadores online carreguem em primeiro lugar, impedindo-os de rastrear você usando técnicas que ignoram as proteções do Safari.

Já disponível em navegadores como Google Chrome e Firefox, a extensão funciona de maneira bem inteligente e pode aprender automaticamente a bloquear rastreadores que se escondem na web, tornando a navegação mais privada e segura.

Ele suporta, inclusive, o bloqueio de widgets que podem conter rastreadores — como posts de redes sociais incorporados, seções de comentários e players de vídeo —, substituindo-os por um placeholder com botões que permitem uma ativação manual.

A Privacy Badger está disponível exclusivamente para a versão do Safari para macOS. Nessa página, você encontra os links diretos tanto para a App Store quanto para as lojas de extensões dos outros navegadores compatíveis.

via MacRumors

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