The scams are getting a bit meta. The Federal Trade Commission (FTC) has issued a warning about a new scam currently making the rounds. But this time, the con artists aren’t impersonating a politician or celebrity to trick consumers.They’re claiming that they are the ones sounding the alarm at the FTC.
Real FTC officials explained the general scheme in an alert released on October 22. Scammers call a target to tell them that bad actors in another country have registered a separate phone using their name and number for nefarious purposes. The imposter may even “transfer” you to a fake police officer to file a report. Fake badge numbers and IDs are also offered to make it all sound legitimate, and skeptics may even be directed to verify everything by searching for the police department’s phone number online (also fake). Failure to comply allegedly results in the loss of your personal phone number.
Those who follow through with the instructions provide scammers with their state-issued ID and other personal info for the bogus police report, but it’s not over yet. Some time later, targets will receive another call informing them that they will soon be arrested for those nonexistent crimes committed using their phone number. The solution? Transfer money for a security deposit.
“None of this is true—it’s all a scam,” assured the FTC.
To prevent unnecessary headaches, the FTC listed a few ironclad rules. Actual FTC employees will never contact you about sending money, or transfer you to someone else requesting funds. The FTC will never threaten to disconnect your phone number, or ask you to keep your conversations secret from others. Finally, they will never text a photo of the supposed employee ID as a way to verify their identity to you.
Unfortunately, combatting scammers is a bit like playing a neverending game of Whack-a-Mole. While the FTC has a list of common ways to spot government imposters, they encourage everyone to report the latest con jobs to ReportFraud.ftc.gov.
A Uber anunciou nesta quinta-feira (22) a expansão do modo Electric para mais 11 cidades brasileiras. A modalidade traz corridas apenas com carros 100% elétricos e foca na sustentabilidade.
O Electric chega aos municípios de Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Salvador (BA) e São José dos Campos (SP).
Ao pedir uma viagem na Uber em uma cidade compatível, basta navegar na lista de opções até encontrar o modo Electric, também sinalizado com uma folha verde. Depois, o app conecta o pedido com motoristas disponíveis.
O valor da corrida pode variar de acordo com a disponibilidade de veículos e horários de pico. Em teste feito pelo Canaltech, uma viagem simples pela modalidade Electric tinha valor acima do modo UberX (considerado o mais barato) e similar ao do nível Comfort.
A Polícia Federal e a Polícia Civil do Estado de São Paulo trabalham de forma conjunta na apuração do desaparecimento de uma carga de RTX 5090 avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. De acordo com a investigação, três funcionários do próprio aeroporto são investigados por participação direta no esquema de desvio do material, que já está à venda na internet.
O crime aconteceu na tarde do dia 21 de setembro e só foi registrado três dias depois na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). Segundo a Polícia Civil, a carga era composta por um pallet que pesava 423 kg. O pior dessa situação é que o material chegou a receber uma etiqueta de liberação, algo que sinaliza que a carga estava apta para seguir para a próxima etapa do processo de liberação de uma carga no aeroporto.
Imagens de câmeras já estão com a polícia
Quando o caso surgiu, muitos indagaram sobre as imagens das câmeras de segurança, já que um aeroporto é repleto delas. A polícia teve acesso às imagens e elas mostram, de fato, uma movimentação irregular no terminal de cargas do aeroporto de Guarulhos. Elas mostravam dois homens, funcionários de uma empresa terceirizada, operando empilhadeiras para mover a carga, tudo feito sem autorização. Essas pessoas levaram a carga para a área de liberação.
Uma terceira pessoa liberou a carga no sistema do terminal de carga, algo que liberou o caminho para o desvio das GeForce RTX 5090 da Zotac. As câmeras de segurança ainda capturaram o momento em que as caixas são colocadas em um caminhão, que deixa o local sem nenhum impedimento.
Para fechar a etapa atual dessa investigação, a polícia encontrou anúncios de vendas das RTX 5090, e essa certeza de que se tratavam das placas desviadas veio depois que foram identificadas as etiquetas de liberação nas caixas. A investigação segue e iremos trazer o desfecho dela quando acontecer.
A Samsung liberou a One UI 9 para a linha Galaxy S23 no Brasil a partir da última segunda-feira (19). A nova atualização traz o Android 17 para os celulares lançados em 2023.
O pacote de instalação pesa cerca de 4 GB e traz novidades para personalizar o Painel Rápido, gerenciar a Bixby na tela inicial e adaptar o papel de parede da tela de bloqueio ao widget de relógio.
A One UI 9 foi lançada originalmente nas linhas Galaxy Z Flip 8 e Z Fold 8, que já chegaram ao mercado com a interface instalada. A atualização desembarcou no Brasil no final de setembro com a linha Galaxy S26 e semanalmente a Samsung libera o download para mais celulares compatíveis.
Despedida a caminho
A One UI 9 pode ser a última grande atualização para a linha Galaxy S23 caso a Samsung repita a mesma estratégia do ano passado. O celular foi lançado com suporte a quatro anos de atualizações de software e cinco anos de atualizações de segurança.
Teoricamente, o modelo teria suporte a updates até 2027, mas já recebeu quatro versões diferentes do Android (do 14 ao 17) e pode deixar de receber a eventual One UI 9.5 no começo do ano que vem. No ano passado, o Galaxy S22 atingiu quatro anos de suporte, ganhou apenas a One UI 8.0 e não migrou para a versão 8.5.
Vale lembrar que a Samsung aumentou o ciclo de atualizações para sete anos nos flagships da empresa em 2024, com o lançamento da linha Galaxy S24. Todos os celulares da família S lançados posteriormente já contam com o suporte estendido.
A Insta360 anunciou, nesta quinta-feira (22), o lançamento de um novo microfone sem fio que permite personalizar a aparência do acessório com logotipos, emojis, paisagens e até fotos de animais de estimação. O Insta360 Mic traz um display E-Ink com "estilo Kindle" no transmissor, que pode aparecer nos vídeos de criadores de conteúdo e funcionar como parte da identidade visual de cada produção.
A novidade integra a linha de microfones da fabricante como uma opção intermediária entre o Mic Air, modelo de entrada, e o Mic Pro, voltado a uma categoria mais avançada.
Além da personalização visual, o equipamento conta com gravação interna de áudio, redução de ruído por inteligência artificial (IA) e bateria com autonomia anunciada de até 34 horas com o estojo de carregamento.
Display personalizável e gravação em 32 bits float
A tela E-Ink permite enviar imagens para o transmissor, incluindo a identidade visual de um canal ou outros elementos escolhidos pelo usuário. De acordo com a empresa, a imagem pode ser trocada conforme o tipo de conteúdo produzido.
Outro recurso é o espaço para cartão microSD, que permite gravar o áudio diretamente no transmissor. Com o cartão instalado, o aparelho também oferece gravação em 32 bits float, formato com ampla faixa dinâmica que ajuda a preservar detalhes em situações nas quais o som é captado em volumes muito altos ou baixos.
O armazenamento interno é opcional e, sem cartão, o microfone continua funcionando por Bluetooth ou por meio do receptor incluído, sem exigir a gestão de arquivos gravados no próprio transmissor.
O equipamento também conta com um chip dedicado ao processamento de áudio por IA para reduzir ruídos de fundo. Há dois modos de ganho automático: o Auto, que busca evitar distorções por excesso de volume, e o Dynamic, que suaviza as variações de intensidade da voz.
AInda há a possibilidade de alterar as características do timbre de voz captado ao selecionar perfis como Regular, Rich e Bright.
Bateria de até 34 horas e conexão com câmeras
Cada microfone tem autonomia anunciada de até 13 horas por carga. Com o estojo de carregamento, o total chega a 34 horas, segundo a fabricante.
O receptor conecta até quatro transmissores simultaneamente e aceita unidades das linhas Mic e Mic Pro. A configuração pode ser usada para captar conversas com várias pessoas, como em entrevistas e podcasts.
O acessório também se conecta por Bluetooth a câmeras compatíveis da Insta360, incluindo X6, X5, Luna Ultra, Luna Pro, GO Ultra e Ace Pro 2. Nos modelos X6 e Luna, é possível conectar dois transmissores ao mesmo tempo.
Para celulares, câmeras DSLR e modelos mirrorless, o receptor utiliza um adaptador USB-C ou um cabo de 3,5 mm.
O Insta360 Mic começou a ser vendido na loja oficial da marca, na Amazon e em revendedores autorizados pelo preço inicial de US$ 99,99 (cerca de R$ 504,95 na cotação atual).
Outro lançamento recente do segmento de microfones portáteis foi o DJI Mic Mini 2S, que pesa apenas 12 g e tem 14 GB de memória.
O Sealion 06 da BYD já chegou ao Brasil — mas ainda de forma discreta, já que o modelo foi visto por aí ainda camuflado. Três unidades do compacto médio da chinesa já foram flagradas no Espírito Santo para iniciar testes de rodagem e homologação no Brasil, e vão servir para a avaliação de componentes mecânicos e de desempenho em movimento.
Flagrado em cegonhas de transporte, o modelo foi enviado da China para avaliação de componentes mecânicos e representa o primeiro passo para a sua futura introdução no mercado nacional em um segmento posicionado acima do Song Plus.
Isso significa que a fabricante chinesa prevê a coexistência dos dois utilitários no portfólio brasileiro: como o Song Plus vai ser montado em Camaçari (BA) para manter volume de vendas e fugir de alíquotas de importação, o Sealion 06 atuará em uma faixa superior de preço, preenchendo o espaço entre o SUV atual e o modelo Atto 8.
Como é o BYD Sealion 06
Na configuração híbrida plug-in DM-i, o modelo estreia a quinta geração da tecnologia PHEVda marca. O SUV oferece opções de bateria de 18,3 kWh e 26,6 kWh, esta última capaz de entregar até 170 km de alcance puramente elétrico no ciclo chinês com suporte a recarga rápida em corrente contínua. A variante 100% elétrica adota a plataforma e-Platform 3.0 Evo com tração traseira e arquiteturas de 400V ou 800V, que entregam de 231 cv a 245 cv e autonomia de até 605 km.
Construído sob a linguagem visual da família Ocean, que é idêntica à do Dolphin e do Seal, o Sealion 06 traz faróis de LED divididos e grade frontal com aletas ativas. Com 4,81 metros de comprimento e 2,82 metros de entre-eixos, o utilitário cresceu 6 cm entre os eixos para ampliar o espaço na segunda fileira, além de adotar assoalho plano e maior rigidez torcional.
Quem importa um celular da linha Sony Xperia para usar em um país onde o modelo não é vendido oficialmente pode perder um dos principais recursos de conectividade. Donos de aparelhos da fabricante japonesa relatam que o 5G deixou de funcionar após uma atualização de software, e um ajuste que antes contornava a limitação já não resolve o problema.
As reclamações vêm de usuários de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália e, segundo informações divulgadas pelo Android Authority, os relatos começaram há pelo menos cinco meses. A atualização de firmware distribuída em junho de 2026 é apontada como possível origem da falha.
Antes da atualização, usuários conseguiam ativar o 5G ao alternar a função Dual SIM Dual Standby (DSDS) e reiniciar o aparelho. Acontece que esse procedimento deixou de funcionar, o que complica a vida de quem depende de uma versão importada para acessar a rede móvel.
O problema parece atingir modelos importados a partir do Xperia 1 V. Ainda não está claro, no entanto, se aparelhos vendidos oficialmente nesses mercados também foram afetados.
Atualização derruba solução antiga
Grande parte das reclamações foram publicadas em fóruns do Reddit, onde o usuário identificado como MurderousLemur relatou que seu Xperia 1 VI, modelo XC-EC72, também perdeu o acesso à rede.
“Parece que meu aparelho recebeu a atualização que mata o 5G há algumas semanas. Só percebi a falta de serviço nesta semana, quando voltei da Europa. O truque de ativar e desativar o DSDS já não funciona”, escreveu na plataforma.
Algumas pessoas destacaram que conseguiram contornar esse problema ao seguir uma alternativa que exige mudar o chip de slot, desativar uma das entradas e instalar arquivos de modem de um firmware japonês específico.
Mas trata-se de um procedimento técnico, com risco de inutilizar o telefone caso seja executado de forma errada, sendo contraindicado para quem não tem experiência com esse tipo de modificação.
A Sony ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema para revelar o que, de fato, aconteceu com a rede móvel dos seus dispositivos. Enquanto não são revelados mais detalhes sobre o assunto, a fabricante japonesa afirma que o top de linha Xperia 1 VIII segue vendendo “igual água” mesmo após aumento no preço.
Depois dos vazamentos de benchmark que anteciparam os primeiros detalhes técnicos da nova geração, a Xiaomi oficializou a data de lançamento da linha Redmi Book 2027. A fabricante chinesa confirmou que apresentará os seus novos notebooks no dia 27 de outubro, trazendo opções equipadas com os processadores Intel Wildcat Lake.
Os rumores recentes já haviam apontado a existência do Redmi Book 16, identificado em testes do Geekbench com o processador Intel Core 5 320 e a presença marcante de memória RAM expansível via slots SODIMM. Agora, os materiais promocionais da marca revelam que a família também contará com um modelo de 14 polegadas, expandindo as opções para quem busca um portátil ainda mais compacto focado em produtividade diária e autonomia de bateria.
Chassi reformulado e bateria generosa
A nova geração da linha Redmi Book chega com mudanças estéticas e estruturais importantes, incluindo um chassi remodelado e novas opções de cores. Um dos principais destaques destacados nos teasers é a presença de uma bateria de 72 Wh no modelo de 14 polegadas, um avanço significativo para a categoria que, combinado com a eficiência energética dos processadores Wildcat Lake, promete entregar longa duração longe da tomada.
Apesar da proposta de um design fino e leve, a Xiaomi não abriu mão das conexões físicas essenciais. As imagens de divulgação mostram que o Redmi Book 14 preserva duas portas USB-A, duas portas USB-C, uma saída HDMI para monitores externos e a tradicional conexão P2 de 3,5 mm para fones de ouvido.
A apresentação oficial no mercado chinês revelará as especificações completas de tela, configurações de memória e preços para cada variante. Muitos notebooks estão chegando equipados com os processadores Intel Wildcat Lake e se você quiser saber mais sobre eles, dá uma olhada no nosso artigo.
Uma equipe de pesquisadores utilizou quase 2 mil agentes de inteligência artificial (IA) da OpenAI para analisar dados de milhões de células cerebrais e identificar, em 32 minutos, possíveis pistas sobre doenças neurodegenerativas. Entre as descobertas está uma ligação entre o metabolismo do colesterol e a síndrome de Perry, condição rara que provoca sintomas semelhantes aos do Parkinson.
O experimento foi conduzido pela OpenAI em parceria com a empresa de biotecnologia PerturbAI e o instituto de pesquisa Scripps Research. Os resultados foram apresentados na quarta-feira (21).
Segundo os pesquisadores, uma análise equivalente, realizada por humanos de forma sequencial, poderia levar de alguns meses a um ano. A estimativa considera o tempo necessário para examinar alterações genéticas e consultar estudos científicos.
A pesquisa utilizou o GPT-Rosalind, modelo de IA da OpenAI especializado em biologia e desenvolvimento de medicamentos. Apesar dos resultados, as hipóteses identificadas ainda precisam ser verificadas em novos experimentos.
O que a IA descobriu sobre a doença?
Uma das principais descobertas envolve o gene DCTN1, associado à síndrome de Perry, doença neurodegenerativa que pode provocar tremores, lentidão de movimentos e rigidez muscular, sintomas também encontrados em pacientes com Parkinson.
Ao analisar experimentos realizados com células cerebrais de camundongos, os agentes identificaram que a interrupção do funcionamento desse gene aumentava a atividade de outros genes responsáveis pela produção de colesterol.
A IA relacionou o resultado a pesquisas anteriores que apontavam problemas no transporte de colesterol dentro das células. Uma possível explicação é que, diante dessas dificuldades, as células passem a produzir mais colesterol para compensar o desequilíbrio.
A hipótese levantada pelos agentes é que alterações na distribuição dessa substância possam contribuir para a degeneração dos neurônios.
Os pesquisadores querem investigar se restaurar o transporte adequado de colesterol poderia ajudar a proteger essas células. Ainda não há comprovação de que essa estratégia funcione como tratamento.
O sistema também encontrou diferenças inesperadas entre os genes Tsc1 e Tsc2, associados à esclerose tuberosa, condição genética que pode afetar o cérebro e outros órgãos.
Embora os dois genes atuem juntos na regulação do crescimento celular, a alteração do Tsc2 provocou mudanças na atividade de dezenas de genes ligados à comunicação entre neurônios do cerebelo, região responsável pela coordenação dos movimentos.
Já a alteração do Tsc1 teve efeitos muito menores nas mesmas células, o que pode ajudar pesquisadores a entender por que determinadas mutações estão associadas a manifestações neurológicas diferentes.
Como os agentes de IA fizeram isso em 32 minutos?
Para realizar o experimento, os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados de aproximadamente 8 milhões de células cerebrais de camundongos, obtidos em estudos que investigaram os efeitos da alteração de milhares de genes.
Essas informações já haviam sido coletadas anteriormente. O trabalho da IA consistiu em interpretar os resultados e relacioná-los ao conhecimento científico disponível.
A equipe dividiu o trabalho entre milhares de agentes baseados no GPT-Rosalind. Cada um ficou responsável por investigar uma alteração genética específica, analisar seus efeitos nas células e buscar estudos que ajudassem a explicar os resultados.
Posteriormente, os relatórios foram reunidos em um banco de informações que relaciona genes, respostas celulares, publicações científicas e possíveis mecanismos biológicos.
A estratégia também apresentou resultados superiores aos de um único agente encarregado de examinar todo o material.
Na maior carga de trabalho testada, um agente individual citou apenas 11 referências científicas. O sistema distribuído reuniu mais de 700 referências, permitindo examinar uma quantidade maior de possíveis explicações.
Em outra avaliação, especialistas humanos receberam relatórios produzidos pelas duas abordagens, sem saber qual havia elaborado cada documento.
Os profissionais preferiram os resultados dos agentes distribuídos em 75% das comparações, considerando a qualidade das interpretações apresentadas.
IA pode acelerar a descoberta de tratamentos?
O experimento indica que a inteligência artificial pode ajudar cientistas a aproveitar informações que já foram coletadas, mas ainda não passaram por uma análise aprofundada.
Segundo a OpenAI, experimentos modernos conseguem produzir dados sobre milhões de células e milhares de alterações genéticas. Entretanto, interpretar todos esses resultados exige consultar uma grande quantidade de pesquisas anteriores.
Nesse cenário, os agentes podem ajudar a identificar relações pouco exploradas e selecionar hipóteses que merecem novos testes.
Há, porém, limitações importantes. O estudo, disponibilizado em 16 de outubro na plataforma bioRxiv, ainda não passou por revisão independente de outros cientistas. Além disso, os dados utilizados foram obtidos de camundongos.
As possíveis relações identificadas entre alterações genéticas, colesterol e doenças neurodegenerativas precisam ser confirmadas experimentalmente antes de qualquer aplicação médica.
O trabalho também não demonstrou uma cura para o Parkinson ou para a síndrome de Perry. Por enquanto, o principal resultado é a possibilidade de acelerar etapas da pesquisa científica, permitindo que especialistas concentrem seus esforços nas hipóteses consideradas mais relevantes.
O Roadster pode se tornar o superesportivo elétrico mais rápido do mundo — isso, claro, se tudo correr conforme o planejado pela Tesla. A montadora de Elon Musk quer criar uma versão especial do seu superesportivo elétrico capaz de alcançar mais de 530 km/h; se conseguir, o carro vai superar a marca mundial do Yangwang U9 Xtreme, da BYD.
A revelação foi feita por Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos da marca, ao portal Top Gear. Para isso, a empresa trabalha em evoluções mecânicas com base na configuração de 1.350 cv de potência e 142,8 kgf/m de torque, para superar os dados preliminares de 334 km/h divulgados sobre as versões de entrada.
Previsto para estrear no mercado global em 2028, a Tesla quer agora transformar seu superesportivo no carro de produção mais rápido da história, consolidando-o no topo do desempenho automotivo com soluções tecnológicas extremas.
Novo Tesla Roadster
O novo Roadster chegou nas versões Performance, Thrust e Rocket. O destaque ficou por conta da Rocket, variante projetada para realizar manobras aéreas e saltos com o auxílio de 10 propulsores de ar comprimido desenvolvidos em parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk transformou a indústria espacial.
O sistema utiliza tanques de fibra de carbono carregados com ar atmosférico para gerar impulso e tem ainda ventiladores inferiores, que produzem até 2G de força descendente.
Construído com fibra de carbono e ligas de titânio, o superesportivo traz portas de abertura vertical que ocupam dois terços do teto e interior futurista equipado com manche no lugar do volante.
Na versão Rocket, o carro elétrico que "voa", a cabine traz banco único para o motorista, vidros com acabamento dourado e autonomia estimada em 482 km, que foi adaptada para comportar os equipamentos de propulsão pneumática.
A Microsoft removeu oito botões do assistente de IA Copilot no Explorador de Arquivos. A mudança tem o objetivo de simplificar a experiência no Windows 11 e reduzir a exposição às ferramentas de IA.
Os ícones removidos são de atalhos para usar o Copilot integrado à plataforma de nuvem OneDrive. Antes, clicar com o botão direito sobre um arquivo trazia um atalho para o assistente e uma série de sugestões adicionais com o mesmo app, o que poderia poluir a tela.
As ações ainda existem, mas não fazem parte da lista de sugestões do menu do Explorador de Arquivos. Ainda é possível clicar com o botão direito e acionar a ferramenta de IA rapidamente.
Os botões excluídos no OneDrive Copilot são:
Resumir
Criar perguntas frequentes
Comparar arquivos
Fazer uma pergunta
Explicar imagem
Explicar imagens
Comparar imagens
Extrair texto
Promessa é dívida
Diminuir a “avalanche” de recursos de IA foi um dos pontos de atenção da Microsoft para melhorar a experiência do Windows neste ano. Após receber críticas da comunidade e até o apelido “Microslop” (em referência a AI Slop, termo sobre conteúdo raso de IA), a empresa recalculou a rota e tirou alguns atalhos do sistema.
Os comandos no Explorador de Arquivos são um exemplo claro do problema: as funções ainda podem ser usadas no Copilot, mas ocupavam muito espaço e poderiam gerar um “cansaço” sobre a IA. A empresa também removeu um ícone do assistente no Bloco de Notas.
A Anatel realizou mais uma audiência pública sobre o leilão das frequências que devem ser usadas para implementar o 6G no Brasil. O encontro presencial com empresas e representantes da sociedade aconteceu em São Paulo nesta quarta-feira (21), uma semana depois da primeira audiência sobre o tema, em Brasília, e ficou marcado pela oposição das operadoras ao calendário apresentado pela agência.
Começando as primeiras tomadas de subsídios agora, em 2026, a agência trabalha com a possibilidade de realizar um leilão da faixa de 6 GHz em 2028. As operadoras argumentam, porém, que a padronização da tecnologia que será usada no 6G ainda está em desenvolvimento e deve avançar até 2028 ou 2029 no 3GPP, organização global responsável pelos padrões das redes móveis.
Em entrevista exclusiva ao Canaltech, Felipe Lima, gerente de Regulamentação da Superintendência de Planejamento e Regulamentação (SPR) da Anatel, explicou que a intenção da agência neste momento não é apressar a implementação da nova geração, mas começar o debate com antecedência e dar transparência ao processo.
“Estamos numa fase bem preliminar, colocando o assunto para a sociedade e o mercado debaterem”, disse Lima. “Decisões relevantes sobre o 6 GHz já serão tomadas na Conferência Mundial de Rádio em 2027, então é coerente iniciar esse processo agora, para termos uma licitação em 2028 e compromissos para os vencedores a partir de 2029.”
Segundo Lima, preparar uma nova geração de redes móveis é um processo que leva anos. O 5G, inclusive, ainda está em expansão no país. Depois que o texto de uma licitação fica pronto, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda pode levar até 150 dias para analisar o edital antes de autorizar a realização do leilão.
“Será feito um estudo de viabilidade econômica antes de o TCU precificar essa licitação”, afirmou Lima, indicando que as empresas interessadas em adquirir uma fatia da faixa de 6 GHz devem conhecer antecipadamente os custos e compromissos relacionados ao processo.
O que a Anatel está propondo para a faixa de 6 GHz
A consulta em andamento não trata apenas de reservar frequências para o futuro 6G. A Anatel também começou a desenhar como a faixa de 6 GHz pode ser dividida, quais empresas poderão disputar o espectro e, principalmente, quais obrigações deverão acompanhar as licenças.
A minuta em discussão organiza a faixa em 14 lotes nacionais e regionais, com blocos destinados a sistemas móveis e autorizações de uso por20 anos. O objetivo é disponibilizar blocos amplos e contíguos de espectro, reduzindo a fragmentação da faixa e permitindo maior eficiência das redes.
A proposta também associa a aquisição das frequências a compromissos de investimento. Entre as metas previstas estão a ampliação de redes de transporte em fibra óptica e a cobertura móvel de localidades que ainda têm infraestrutura limitada. Essas obrigações devem começar a ser cumpridas entre o fim de 2029 e 2030.
A Anatel ainda precisa detalhar quais municípios e localidades serão beneficiados. Essa lista será importante para definir o tamanho real dos investimentos exigidos das operadoras e evitar que novos compromissos se sobreponham a obrigações de outros programas públicos já em andamento.
Outro ponto sensível são localidades hoje atendidas exclusivamente pela Oi, cuja continuidade de atendimento depois de 2028 também entra na discussão sobre o desenho das novas obrigações.
A intenção da agência é repetir parte da lógica usada no leilão do 5G: em vez de concentrar o valor pago pelas frequências diretamente nos cofres públicos, uma parcela significativa pode ser transformada em investimentos obrigatórios nas próprias redes de telecomunicações.
Leilão pode repetir modelo usado no 5G
Lima espera que o futuro leilão sirva novamente como referência internacional, como aconteceu com o processo do 5G. Em 2021, o leilão brasileiro foi desenhado para ser majoritariamente não arrecadatório. Ou seja, a maior parte do valor movimentado pelas frequências não foi diretamente para o governo, mas convertida em obrigações de investimento das empresas vencedoras.
O processo movimentou cerca de R$ 47,2 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 7,4 bilhões foram pagos em outorgas à União pelo direito de exploração das frequências, enquanto cerca de R$ 39,8 bilhões, ou aproximadamente 85% do total, ficaram vinculados a compromissos de infraestrutura e modernização das redes.
É justamente esse modelo que a Anatel pretende usar como referência na preparação da faixa de 6 GHz.
Operadoras ainda tentam recuperar investimento do 5G
Apesar de a Anatel considerar bem-sucedido o processo regulatório do 5G e sua expansão de cobertura, as operadoras apresentaram uma visão mais cautelosa durante a audiência desta quarta-feira.
A Vivo, por exemplo, afirmou que a implementação do 5G não provocou até agora um salto comercial comparável ao observado durante a transição para o 4G. A empresa ainda encontra dificuldades para transformar as novas capacidades da rede em receitas adicionais.
Em uma pesquisa feita em 2025 nas redes sociais do Canaltech, com participação de 3,2 mil pessoas, 85% dos entrevistados afirmaram que o 5G provocou pouca ou nenhuma mudança no consumo de dados móveis. Para tarefas cotidianas, como enviar mensagens ou navegar em redes sociais, muitos usuários simplesmente não perceberam uma diferença tão grande.
Parte das grandes promessas da tecnologia também ainda não se concretizou em escala.
A baixa latência do 5G, por exemplo, foi apresentada como uma tecnologia capaz de viabilizar aplicações como controle remoto de equipamentos médicos e comunicação em tempo real entre veículos autônomos. Para isso, porém, é necessária uma infraestrutura de rede muito mais densa e cara, que não foi instalada em grande escala no Brasil nem em boa parte do mundo.
Esse histórico ajuda a explicar por que as operadoras defendem mais cautela antes de assumir uma nova rodada de investimentos para o 6G.
TIM também quer cautela antes do leilão
A TIM era a única entre as grandes operadoras que ainda não havia apresentado publicamente uma posição mais detalhada sobre o processo. A empresa participou da audiência em São Paulo por meio de Carlos Eduardo Franco, diretor de Assuntos Regulatórios da companhia.
Franco defendeu que eventuais obrigações ambientais, sociais e de governança relacionadas ao processo sejam mensuráveis e possam ser auditadas. Para a empresa, a expansão das redes deve considerar eficiência energética, gestão de resíduos, inclusão digital e governança.
“O processo poderá ser fortalecido com parâmetros econômicos completos, lista transparente de compromissos, regras previsíveis de convivência e refarming, obrigações simples e proporcionais e um desenho de bloco e calendário que considerem a competição, a eficiência espectral, a padronização tecnológica e a evolução do ecossistema de equipamentos e terminais”, afirmou.
Debate sobre o 6G ainda está começando
Apesar do cronograma de 2028, o processo está longe de uma decisão definitiva.
As audiências realizadas em Brasília e São Paulo fazem parte de uma discussão que ainda deve continuar nos próximos meses. A Anatel já planeja realizar um terceiro encontro presencial em Fortaleza, em novembro.
A consulta pública também segue aberta no site da agência e teve seu prazo prorrogado até 7 de dezembro, permitindo que empresas, entidades e cidadãos enviem contribuições para a proposta. Só depois desse processo a Anatel começará a consolidar o texto que poderá resultar no edital do futuro leilão.
A VAIO anunciou oficialmente a chegada da nova geração do VAIO FE16 ao mercado brasileiro, ampliando o seu portfólio de AI PCs. Fabricado no país pela Positivo Tecnologia desde 2015, o portátil de 16 polegadas é equipado com os novos processadores Intel Wildcat Lake e conta com uma NPU dedicada, com capacidade de até 17 TOPS, para o processamento local de tarefas de inteligência artificial. O modelo já está à venda com preço a partir de R$ 4.999.
O foco do lançamento é democratizar o acesso à inteligência artificial integrada sem restringir o recurso aos modelos premium, embora com uma capacidade inferior. A presença da NPU permite aplicar efeitos de câmera e de áudio em tempo real durante videoconferências, diretamente no dispositivo, economizando bateria e reduzindo a dependência da nuvem. O modelo também vem pronto para o Copilot, contando inclusive com uma tecla dedicada no teclado para acionar o assistente digital.
Design ergonômico e foco em produtividade
A tela de 16 polegadas adota a proporção 16:10 com resolução WUXGA (1920 x 1200) e painel IPS antirreflexo, entregando 11% a mais de área vertical em relação ao padrão 16:9 tradicional. O chassi possui abertura de até 180 graus, espessura de 19,8 mm e peso de 1,8 kg. A estrutura abriga uma bateria de 55 Wh com autonomia estimada em até 10 horas de uso e um sistema de refrigeração com dois heatpipes para manter a estabilidade térmica.
Outro ponto forte do VAIO FE16 é a capacidade de expansão. Diferente de ultrabooks com componentes totalmente soldados, o notebook permite upgrades de memória RAM até 64 GB em padrão DDR5 e armazenamento via SSD NVMe M.2 até 4 TB, garantindo maior vida útil ao PC portátil.
Especificações técnicas do VAIO FE16
Tela: 16 polegadas IPS, 1920 x 1200, formato 16:10, antirreflexo e abertura até 180°
Processador: Intel Core Série 3 (Wildcat Lake) com NPU dedicada de até 17 TOPs
Gráficos: Intel Graphics integrada
Memória RAM: DDR5 com suporte a expansão até 64 GB
Armazenamento: SSD NVMe M.2 com suporte até 4 TB
Bateria: 55 Wh Smart com autonomia de até 10 horas
Conectividade: Wi-Fi 6 (AX), Bluetooth 5.2 e porta de rede RJ-45 Gigabit
Portas: 3x USB 3.2 Gen 1, 1x USB Type-C 3.2 Gen 1, 1x HDMI 2.0b (4K a 60 Hz) e leitor de cartão SD
Teclado: ABNT2 ergonômico, resistente a derramamento de água e com tecla dedicada ao Microsoft Copilot
Dimensões e Peso: 359 x 255,3 x 19,8 mm; 1,8 kg
E falando no ecossistema da Positivo, a fabricante brasileira lançou, meses atrás, a linha Master Copilot+ com processadores Intel Core Ultra 300 (Panther Lake), oferecendo até 64 GB de memória e 1 TB de SSD.
O Volkswagen Polo Track, que já recebeu críticas por ser um carro "peladão", ou seja, sem quase nenhum acessório, ficou mais equipado na linha 2027. A versão de entrada do hatch recebeu novidades que atendem a reclamações comuns de quem busca um carro barato, mas não quer abrir mão de itens básicos de conforto e praticidade.
A atualização no Polo Track, claro, também trouxe reajuste de preço. O hatch manteve a proposta de modelo de entrada, mas passou a oferecer recursos que antes não estavam disponíveis ou dependiam de equipamentos opcionais, incluindo soluções que facilitam as manobras e melhoram a experiência a bordo.
A principal mudança, como adiantamos, foi feita na lista de equipamentos, não no conjunto mecânico. O Polo Track continua voltado a quem procura um carro compacto para o uso diário, com manutenção conhecida e comandos simples, enquanto a Volkswagen amplia as possibilidades de personalização para quem aceita pagar mais por conveniência.
Quais equipamentos o Polo Track 2027 ganhou?
Entre as novidades, os sensores de estacionamento traseiros agora fazem parte dos itens de série, ajudando o motorista a identificar obstáculos durante as manobras. O modelo também passou a contar com sistema Start-Stop, que desliga o motor automaticamente em paradas e o religa quando necessário, com o objetivo de reduzir o consumo em determinadas situações.
A lista de segurança manteve quatro airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e monitoramento da pressão dos pneus. O hatch segue contando com ar-condicionado, direção elétrica, volante multifuncional e banco do motorista com ajuste de altura. Por outro lado, os faróis continuam halógenos e as rodas são de aço de 15 polegadas com calotas.
Quanto custa o Polo Track com os opcionais?
O preço inicial do Polo Track 2027 passou a R$ 97.990, ante R$ 96.690 na linha anterior. Para quem quer mais conveniência, o pacote VW Play + Alarme custa R$ 2.660 e inclui central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, alarme acionado pela chave e retrovisores com regulagem elétrica.
O pacote também acrescenta vidros elétricos nas quatro portas, todos com função um toque, e o recurso tilt-down no retrovisor do passageiro, que inclina o espelho para baixo ao engatar a ré. Com o opcional, o preço chega a R$ 100.650, sem considerar eventuais custos adicionais de pintura. A mecânica permanece com motor 1.0 aspirado flex de até 84 cv e câmbio manual de cinco marchas.
Uma equipe de pesquisadores conseguiu, com ajuda do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, demonstrar em cerca de duas semanas como explorar uma falha crítica de segurança do PHP que permanecia sem solução desde 2024. A vulnerabilidade, conhecida por desenvolvedores havia dois anos, está entre as duas brechas que provocaram um alerta global de segurança na quarta-feira (21).
O caso foi detalhado pela empresa de segurança Calif e pela PHP Foundation, organização responsável por apoiar o desenvolvimento da linguagem de programação utilizada em grande parte dos sites da internet.
Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial ajudou a identificar caminhos para explorar uma falha cuja gravidade ainda não havia sido completamente demonstrada.
O problema permitia, em determinadas condições, que invasores executassem códigos maliciosos remotamente em servidores, sem precisar de uma senha.
As duas vulnerabilidades receberam pontuação de gravidade de 9,2 em uma escala de 0 a 10 e foram corrigidas em atualizações disponibilizadas nesta semana.
Como a IA encontrou uma falha que existia há dois anos?
A história começou em 2024, quando uma auditoria de segurança conduzida pela Quarkslab identificou indícios de problemas no gerenciamento de memória do PHP.
Na ocasião, os especialistas suspeitaram que a vulnerabilidade poderia ser explorada, mas não conseguiram encontrar um caminho concreto para executar ataques.
As dificuldades permaneceram até julho de 2026, quando a Calif iniciou uma nova investigação como parte do programa Patch the Planet, organizado pela OpenAI para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados.
O trabalho começou em 30 de julho. Já em 1º de agosto, os pesquisadores haviam encontrado maneiras de explorar o problema, utilizando ferramentas de inteligência artificial para analisar o código e investigar possíveis falhas.
Em 11 de agosto, o pesquisador Ryan Austin comunicou a vulnerabilidade aos responsáveis pelo PHP. Três dias depois, a Calif apresentou uma prova de conceito, demonstração técnica de que a falha poderia ser explorada em um ataque real.
A equipe de desenvolvimento do PHP confirmou o funcionamento da exploração em 15 de agosto, aproximadamente duas semanas após o início da investigação.
Segundo a OpenAI, a Calif utilizou o GPT-5.6 Sol durante o processo. Pesquisadores da própria empresa também identificaram, de maneira independente, a mesma origem do problema em 11 de agosto.
A investigação ainda contou com a participação da empresa de segurança Wiz, que encontrou as duas vulnerabilidades de forma independente.
Por que os desenvolvedores demoraram tanto para corrigir o PHP?
A demora envolveu dificuldades técnicas e problemas na organização da equipe de segurança do PHP.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (21), a PHP Foundation reconheceu que os responsáveis pela linguagem chegaram a desenvolver diferentes propostas de correção desde 2024, mas nenhuma avançou de forma satisfatória.
Algumas alternativas poderiam comprometer a compatibilidade com aplicações existentes. Outras introduziam novos riscos de segurança ou exigiam mudanças em extensões desenvolvidas por terceiros.
A ausência de uma demonstração concreta de ataque também dificultou a priorização do problema. Como a equipe contava com poucos especialistas capazes de modificar partes mais complexas do PHP, o trabalho foi interrompido e retomado diversas vezes.
A organização classificou o atraso como uma falha estrutural, relacionada à falta de recursos e ao processo interno de tomada de decisões.
Com as evidências apresentadas em agosto, a correção passou a ser tratada como prioridade. O desenvolvimento das atualizações envolveu profissionais que trabalharam em tempo integral, inclusive nos fins de semana.
IA pode encontrar falhas que programadores não conseguem?
O episódio mostra como modelos de inteligência artificial podem acelerar investigações de segurança, especialmente na análise de grandes volumes de código.
No relatório técnico publicado pela Calif, Ryan Austin explicou que partiu de seu conhecimento sobre vulnerabilidades antigas do PHP para orientar a ferramenta. A investigação recuperou problemas registrados em 2004 e 2020, que ajudaram a identificar possíveis pontos de exploração.
O pesquisador também ressaltou que a descoberta exigiu conhecimento especializado e perguntas direcionadas à IA. Segundo ele, modelos de linguagem ainda não conseguem encontrar todas as vulnerabilidades de um software apenas com comandos genéricos.
A PHP Foundation reconhece a utilidade dessas ferramentas para analisar relatórios e reproduzir ataques. Desde 1º de julho, a equipe publicou 15 registros de vulnerabilidades e precisou avaliar mais de 100 notificações consideradas inválidas, duplicadas ou impossíveis de reproduzir.
A maior quantidade de descobertas também aumenta a demanda por profissionais capazes de verificar os resultados e desenvolver correções.
No caso do PHP, os responsáveis pela linguagem implementaram as atualizações de segurança com apoio dos pesquisadores. As versões corrigidas foram disponibilizadas em 21 de outubro, após a divulgação antecipada de informações sobre as falhas.
A Claro suspendeu as vendas de produtos da chinesa Oppo em todas as suas lojas físicas do Brasil e também retirou as páginas dos celulares da marca de seu site oficial, segundo um memorando interno da operadora obtido pelo Tecnoblog. Conforme apuração do site, a suspensão teria acontecido por causa de bônus pagos pela fabricante chinesa a promotores de pontos de venda físicos para incentivar a recomendação de celulares da Oppo em detrimento de produtos concorrentes.
O Canaltech conseguiu confirmar com fontes independentes ligadas a esses pontos de venda, entretanto, que esse tipo de incentivo financeiro não seria exclusivo da Oppo. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, quase todas as grandes fabricantes realizam campanhas semelhantes com promotores em lojas da Claro e de outras operadoras.
A fonte afirma ainda que a Claro teria cedido à pressão de duas grandes marcas do setor, que também utilizariam esse tipo de incentivo, mas teriam maior influência sobre a operadora.
“Todas as marcas fazem campanha de incentivo para promotor. O ponto de venda é uma guerra”, afirmou a fonte do Canaltech, sob condição de anonimato.
Ponto de venda é mais importante para marcas menores
A presença em lojas físicas é especialmente importante para marcas menores ou que ainda estão construindo reconhecimento no Brasil, como a Oppo.
Isso porque essas fabricantes dependem mais da recomendação de vendedores e promotores para apresentar seus aparelhos ao consumidor. Marcas maiores, por outro lado, conseguem vender muito mais sem essa ajuda porque já têm nome forte, participação relevante no mercado e presença constante na vida das pessoas.
Em outras palavras, um consumidor pode reconhecer determinado celular simplesmente porque alguém da família usa aquele modelo ou porque vê aparelhos da marca diariamente nas ruas, no trabalho ou no transporte público. Para empresas com presença menor, o contato com um promotor dentro da loja pode fazer muito mais diferença na decisão de compra.
O Canaltech procurou a Oppo para esclarecer o tema, e a fabricante informou apenas que sua diretoria está tratando diretamente com a Claro para tentar reverter a suspensão.
Leia a nota na íntegra:
“O tema está sendo tratado diretamente pelas diretorias de ambas as empresas. Em respeito às cláusulas de confidencialidade previstas em contrato, não podemos compartilhar detalhes adicionais neste momento. A OPPO reforça seu compromisso com o mercado brasileiro, seus consumidores e parceiros, e segue dedicada ao fortalecimento de sua presença no país.”
Operadoras têm peso importante na venda de celulares
A Claro é a segunda maior operadora do Brasil em número de clientes, com quase 93 milhões de linhas ativas, segundo relatório do terceiro trimestre de 2026 divulgado pela Anatel.
A empresa também possui milhares de lojas físicas espalhadas pelo país, o que dá à operadora influência considerável sobre quais aparelhos chegam aos consumidores no momento de trocar de celular.
É comum que operadoras ofereçam descontos ou condições especiais quando um smartphone é comprado junto com um plano de telefonia. Isso transforma a loja física em um ponto importante de decisão, especialmente para clientes que já entram no estabelecimento pensando em renovar o plano e sair com um aparelho novo.
Em contato com o Canaltech, a Claro deu uma resposta oficial muito similar à da Oppo, indicando que as marcas poderiam já estar coordenando a situação em conjunto.
"O tema está sendo tratado por ambas as empresas. E, em respeito às cláusulas de confidencialidade previstas em contrato, não é possível fornecer detalhes. É importante destacar que a Claro oferece um portfólio diversificado de smartphones que atende às diferentes necessidades e perfis de consumo dos clientes, com o compromisso de democratizar o acesso à tecnologia 5G.”
A Anthropic anunciou, na quarta-feira (21), o Claude Duet, um novo aplicativo de inteligência artificial (IA) capaz de executar tarefas, organizar e-mails e acompanhar compromissos mesmo enquanto o usuário dorme. A ferramenta funciona como um assistente pessoal que toma iniciativas sem precisar receber comandos a todo momento.
Disponível para Android, iOS e pela web, o Duet utiliza o modelo Claude Opus 5.5 e foi desenvolvido principalmente para profissionais e pequenos empresários. A novidade chega para competir com agentes de IA como o Muse, da Meta, e o Dots, da OpenAI.
O lançamento, porém, ainda é limitado. Inicialmente, apenas assinantes dos planos Pro e Max do Claude nos Estados Unidos poderão testar a ferramenta, mediante inscrição em uma lista de espera.
Como funciona o Claude Duet?
O Duet funciona como um agente de IA, tecnologia capaz de executar ações em nome do usuário, incluindo atividades que exigem várias etapas e o uso de diferentes aplicativos.
Para isso, a ferramenta utiliza um computador virtual na nuvem, equipado com um navegador próprio. Dessa forma, consegue continuar trabalhando mesmo quando o usuário fecha o aplicativo ou desliga o celular e o computador.
Segundo a Anthropic, o assistente também aproveita a memória e as integrações já configuradas na conta do Claude. São mais de 6 mil conectores e plugins disponíveis no catálogo da empresa, incluindo serviços como Gmail, Slack, Google Calendar e Google Drive.
Entre as atividades que o Duet pode realizar estão:
Organizar e-mails: identificar mensagens importantes, preparar respostas e acompanhar conversas sem retorno;
Gerenciar compromissos: conferir a agenda, identificar conflitos de horários e ajudar no agendamento de reuniões;
Preparar relatórios: reunir informações de diferentes fontes, produzir pesquisas e criar apresentações;
Realizar compras: utilizar serviços de pagamento compatíveis, como Link e Shop Pay, mediante autorização do usuário.
Outro recurso é o resumo matinal. A IA analisa informações dos serviços conectados e apresenta os assuntos que considera mais importantes para o dia, além de sugerir providências.
O usuário também pode conversar com o Duet por texto ou voz, acompanhar tarefas em andamento e receber notificações quando alguma atividade exigir sua participação.
Apesar da proposta de funcionamento contínuo, a Anthropic explica que o aplicativo verifica os serviços conectados em intervalos de algumas horas. Isso evita que o acompanhamento consuma rapidamente os limites de utilização dos planos.
Claude Duet é parecido com o Muse e o Dots?
Sim. Os três aplicativos seguem a proposta de agentes de IA que trabalham de maneira proativa e conseguem executar atividades mesmo quando o usuário está ausente.
O Muse, lançado pela Meta em setembro, é voltado principalmente para atividades pessoais. Ele pode reservar viagens, realizar compras, preencher formulários e até negociar em nome do usuário, dependendo das permissões concedidas.
Já o Dots, apresentado pela OpenAI também em setembro, tem maior foco na continuidade de projetos e tarefas. Integrado ao ChatGPT, o agente consegue trabalhar com outros aplicativos, acompanhar mudanças e apresentar resultados para revisão, inclusive por meio do Slack e do Microsoft Teams.
O Claude Duet se aproxima dos dois concorrentes, mas dá maior destaque à organização da rotina profissional, ao gerenciamento de e-mails e à preparação de documentos.
Há também diferenças na forma de acesso. Enquanto o Dots funciona dentro do ecossistema do ChatGPT, o Claude Duet possui um aplicativo independente. O Muse, por sua vez, pode ser utilizado pelo próprio aplicativo ou pelo WhatsApp.
Quais são os limites e riscos da ferramenta?
A Anthropic afirma que o Duet exige autorização antes de realizar ações consideradas sensíveis, como enviar mensagens, concluir pagamentos, assinar documentos ou excluir informações.
Além disso, determinadas operações são bloqueadas mesmo com a permissão do usuário, incluindo negociações de ações e transferências de dinheiro entre contas.
A empresa também implementou mecanismos para tentar impedir o vazamento de informações confidenciais e ataques conhecidos como prompt injection, nos quais instruções maliciosas escondidas em páginas ou mensagens tentam manipular o comportamento da IA.
Essas proteções, contudo, não eliminam o risco de erros. A própria Anthropic reconhece que o Duet pode interpretar conversas incorretamente, avaliar mal a urgência de compromissos e apresentar dificuldades em tarefas pessoais, como reservar ingressos.
Por enquanto, o sistema também não permite que o usuário visualize diretamente o navegador utilizado pelo agente, o que limita o acompanhamento de determinadas atividades.
Claude Duet está disponível no Brasil?
Ainda não. Segundo a documentação oficial da Anthropic, a versão experimental do Claude Duet está restrita aos Estados Unidos e exige uma conta americana do Claude, assinatura Pro ou Max e convite da lista de espera.
Durante os testes, o aplicativo não terá cobrança adicional para esses assinantes. Entretanto, todas as atividades, inclusive verificações automáticas e tarefas executadas em segundo plano, consomem os limites de uso do plano contratado.
Os planos Team e Enterprise também ficaram de fora do lançamento inicial, embora a Anthropic pretenda ampliar o acesso futuramente.
Não há previsão anunciada para a chegada do Claude Duet ao Brasil. A empresa também não informou quando pretende disponibilizar o aplicativo para usuários gratuitos.
A Samsung reconheceu um bug que afeta a instalação da One UI 9 em celulares da marca e liberou uma correção temporária. O problema envolve uma mensagem de erro na tela inicial da atualização que impede o carregamento de novas informações e deixa o usuário “preso”.
De acordo com o site SammyFans, o erro foi identificado em versões do Galaxy S26 Ultra na Coreia do Sul e relatado em fórum da comunidade da fabricante. O celular não consegue abrir páginas da web e exige uma mensagem na tela para confirmar a situação.
Moderadores confirmaram que o problema afeta o componente WebView (usado para carregar páginas da web dentro de aplicativos) e recomendam que as pessoas afetadas tentem passar pela configuração inicial usando o Wi-Fi no lugar dos dados móveis.
Outras soluções incluem atualizar os navegadores para versões mais recentes e fazer login na conta da Samsung pelo browser. A fabricante vai publicar uma correção definitiva para o problema em atualizações futuras.
One UI 9.0 no Brasil
A atualização com base no Android 17 desembarcou no Brasil no final de setembro com a linha Galaxy S26. Aos poucos, a Samsung libera a interface para mais celulares: modelos das linhas Galaxy S25, S24, S23 e o Galaxy A57 já receberam a novidade por aqui, por exemplo.
O update tem novos recursos visuais, como a personalização do Painel Rápido, papéis de parede que se adaptam ao relógio na tela de bloqueio e barra do Finder fixa na tela inicial. Além disso, conta com funções de IA para receber sugestões mais inteligentes com o Now Nudge.
A Intel não tem novidades em CPUs de desktop desde a série Arrow Lake, lançada há dois anos. Já no segmento mobile, o Time Azul trouxe os Panther Lake no começo desse ano e prepara os Nova Lake com uma quantidade inédita de núcleos para notebooks. Segundo novas informações do leaker Jaykihn, o topo de linha Core Ultra 9 4995HX chegará equipado com 28 núcleos.
Essa quantidade de núcleos será dividida em oito de performance, 16 eficientes e quatro de baixo consumo, além de dois núcleos gráficos Xe3. Para efeito de comparação, o modelo com a maior quantidade de núcleos no momento é o Core Ultra 9 290HX Plus com 24 núcleos. A atual linha Panther Lake oferece o máximo de 16 núcleos com o Core Ultra X9 378H, já que o foco dessa série é a eficiência energética.
Nova Lake-HX deve ter até 12 núcleos Xe3
Esse rumor menciona ainda um outro SKU, possivelmente o segundo mais forte. O Core Ultra 9 4970H chegará com quatro núcleos de performance, oito eficientes e quatro de baixo consumo, totalizando 16 núcleos, quase metade do modelo topo de linha. Essa menor quantidade é para comportar 12 núcleos Xe3; isso significa que esse processador terá muito mais capacidade gráfica, e isso terá um preço alto em termos de energia também.
Esses rumores indicam que, diferente da geração Panther Lake (Core Ultra 300), os Nova Lake para notebooks terão uma série HX, que tem maior foco em desempenho, comportando mais núcleos de performance. É esperado ainda que essa família tenha TDP entre 55 e 160W.
Os 28 núcleos são uma quantidade muito alta, mas os processadores Nova Lake para PCs de mesa prometem ir além. Os rumores apontam para nada menos do que 52 núcleos no modelo topo de linha. Além disso, é esperado que essa geração tenha até 140 MB de cache bLLC, o equivalente à tecnologia 3D V-Cache da AMD, uma tentativa da Intel de retomar o mercado perdido para a rival.
No segmento de desktop, esse modelo específico com 52 núcleos ainda não foi vazado especificamente, mas o Core Ultra 9 4950K já apareceu e ele deve oferecer 28 núcleos.
O Google anunciou nesta quarta-feira (21) um novo menu para personalizar o Gemini, que permite conectar aplicativos e criar funções específicas para diferentes tarefas. Chamado de “Customize” (Personalizar), o recurso reúne mais de 40 integrações com serviços externos e ferramentas para adaptar o funcionamento da inteligência artificial (IA).
A novidade está sendo disponibilizada gradualmente para usuários do Gemini na versão web, em celulares Android e iOS e nos aplicativos para Windows e macOS.
Segundo o Google, o objetivo é concentrar em um único espaço as configurações de personalização do assistente, incluindo conexões com outros serviços e instruções que podem ser reutilizadas em diferentes conversas.
Como funciona o novo menu do Gemini?
O Customize aparece na barra lateral do Gemini e é dividido em três seções:
Discover (Descobrir): apresenta sugestões de aplicativos e funções que podem ser adicionados ao assistente;
Connectors (Conectores): reúne serviços disponíveis para integração e permite gerenciar as conexões existentes;
Skills (Habilidades): permite acessar ferramentas prontas e criar instruções personalizadas para tarefas recorrentes.
Entre os aplicativos compatíveis estão serviços do próprio Google, como Google Fotos, YouTube e Gemini Notebook, além de plataformas externas como GitHub, Shopify e Dropbox.
As conexões permitem que o Gemini utilize informações e funcionalidades dos serviços autorizados, conforme as permissões concedidas pelo usuário.
Já as Skills, ou Habilidades,funcionam como conjuntos de instruções que podem ser reutilizados. É possível, por exemplo, criar uma função para revisar textos seguindo um estilo específico ou organizar informações para reuniões.
O recurso também permite combinar diferentes habilidades dentro de uma mesma conversa.
O novo menu pode ser utilizado diretamente no aplicativo ou na versão web do Gemini. Confira o passo a passo:
Abra o Gemini e acesse o menu lateral;
Selecione Personalizar;
Entre em Descobrir para visualizar as sugestões ou utilize a busca;
Escolha o aplicativo ou a Habilidade desejada;
Toque em Adicionar e siga as instruções para concluir a configuração.
As conexões podem ser gerenciadas ou desativadas posteriormente.
Segundo o Google, o lançamento é global e contempla contas pessoais, gratuitas e pagas, além de usuários do Google Workspace.
Entretanto, a liberação pode levar até 15 dias. A empresa também esclarece que a maioria das integrações externas está disponível inicialmente em inglês nos Estados Unidos, enquanto alguns serviços já podem ser utilizados em países como Brasil e Índia.