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IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta

Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década. As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.

As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.

Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla. Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.

As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.

Como a IA encontrou as falhas no PHP?

A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas, plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon, do Google, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI.

Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.

Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas. Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.

Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.

Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.

A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.

A descoberta também envolveu a Calif, que utilizou o GPT-5.6 Sol para identificar independentemente um dos problemas, dentro de uma iniciativa coordenada pela OpenAI.

PHP capa

Por que não soubemos das falhas antes?

Embora as vulnerabilidades tenham sido divulgadas nesta quarta-feira (21), os primeiros sinais de um dos problemas foram identificados em 2024.

Na ocasião, uma auditoria de segurança realizada pela Quarkslab levou um desenvolvedor do PHP a encontrar indícios de falhas no gerenciamento de memória.

Entretanto, a equipe ainda não havia encontrado uma maneira concreta de explorar o problema para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, diferentes soluções foram discutidas, mas apresentavam riscos de incompatibilidade, perda de desempenho ou problemas para outras ferramentas desenvolvidas com PHP.

As dificuldades, somadas à quantidade limitada de profissionais disponíveis, atrasaram a correção. A própria fundação reconheceu que houve uma falha na organização do processo.

A situação mudou em agosto de 2026.

No dia 11, pesquisadores da Calif e da OpenAI demonstraram formas de explorar o problema. Já em 19 de agosto, a Wiz identificou vulnerabilidades com auxílio de IA e, nos dias seguintes, comprovou ataques contra WordPress e Drupal.

A empresa comunicou suas descobertas à equipe do PHP em 24 de agosto.

Mesmo com a gravidade confirmada, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que os desenvolvedores preparassem as correções antes que criminosos pudessem utilizar as informações.

A divulgação estava prevista inicialmente para 22 de outubro, mas foi antecipada após informações sobre as vulnerabilidades começarem a circular nas redes sociais no dia 20.

Foi a Wiz que corrigiu o problema? As falhas já foram resolvidas?

A correção foi desenvolvida e publicada pelos responsáveis pelo PHP, com apoio de pesquisadores e empresas de tecnologia.

Além da Wiz, organizações como OpenAI, Calif, Cloudflare e Google participaram das investigações, dos testes ou da preparação de medidas de proteção.

Nesta quarta-feira (21), foram disponibilizadas quatro versões corrigidas da linguagem:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

As atualizações resolvem as duas vulnerabilidades identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, que receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Entretanto, os sites que continuam utilizando versões vulneráveis ainda podem sofrer ataques.

O alerta também se aplica a plataformas como WordPress: atualizar apenas o sistema de gerenciamento de conteúdo ou seus plugins não corrige uma vulnerabilidade presente no próprio PHP.

A equipe responsável pela linguagem recomenda que administradores atualizem seus servidores imediatamente.

A descoberta também preocupa especialistas por outro motivo. As mesmas ferramentas de IA que ajudaram os pesquisadores a identificar as vulnerabilidades podem ser utilizadas por criminosos para acelerar o desenvolvimento de ataques contra servidores que ainda não receberam as correções.

Veja também: Prompt de menos de 100 caracteres fez agentes de IA invadirem mais de 100 empresas

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Não precisa mais do celular: Spotify lança app nativo para carros com vídeos e letras na tela

O Spotify lançou nesta quarta-feira (21) um novo aplicativo para carros que permite ouvir músicas sem precisar conectar o celular. A novidade também oferece letras em tempo real, videoclipes, podcasts em vídeo e comandos de voz diretamente pelo sistema multimídia do veículo.

O aplicativo foi desenvolvido para o Android Automotive, sistema operacional do Google instalado diretamente em determinados automóveis. Inicialmente, a novidade está disponível em modelos selecionados da Audi, com previsão de expansão para outras fabricantes ao longo de 2027.

Segundo o Spotify, o aplicativo funciona de forma independente do smartphone após a configuração inicial. Assim, o motorista não precisa conectar o aparelho por Bluetooth ou cabo USB para reproduzir músicas.

A empresa também estabeleceu restrições para evitar distrações: vídeos e letras só podem aparecer na tela principal quando o carro está parado.

Como funciona o novo Spotify para carros?

A principal diferença está na integração com o sistema multimídia.

Ao contrário do Android Auto, que utiliza o celular para executar aplicativos e projetá-los na tela do veículo, o Android Automotive funciona diretamente no computador de bordo.

O Spotify pode ser aberto pelo próprio carro e retomar a reprodução automaticamente quando o veículo é ligado, desde que o usuário já tenha conectado sua conta.

A nova versão também oferece uma interface própria, com acesso a playlists, recomendações e biblioteca musical.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Letras em tempo real: permitem acompanhar as músicas pela tela do veículo;

  • Videoclipes e podcasts em vídeo: podem ser reproduzidos na tela principal com o carro estacionado;

  • Spotify Jam: passageiros podem adicionar músicas a uma fila compartilhada por meio de um QR Code;

  • Comandos de voz: nos modelos compatíveis, é possível controlar a reprodução pelo assistente da Audi e utilizar o Spotify DJ, quando disponível.

Nos carros equipados com uma segunda tela para o passageiro dianteiro, os vídeos e as letras podem aparecer nesse visor durante o trajeto.

Já na tela central, os recursos visuais são bloqueados automaticamente quando o veículo começa a se movimentar.

Spotify app carro exemplo

Quais carros recebem o novo Spotify?

A Audi é a primeira fabricante a disponibilizar a nova versão, que chega a modelos a partir da linha 2026. São eles:

  • Audi A5;

  • Audi Q5;

  • Audi A6;

  • Audi A6 e-tron;

  • Audi Q6 e-tron.

Os futuros SUVs Q7 e Q9 também receberão o aplicativo quando chegarem ao mercado.

Segundo a fabricante, o lançamento contempla 47 mercados, distribuídos pelas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália. Entretanto, a lista completa de países ainda não foi detalhada, portanto não há confirmação específica da disponibilidade no Brasil.

O download é gratuito e pode ser feito por usuários do Spotify Free e Premium. Algumas funções e conteúdos podem variar conforme o plano e a região.

Como instalar e usar o Spotify no carro?

Nos veículos compatíveis, o aplicativo pode ser baixado diretamente pela Audi Application Store, disponível no sistema multimídia.

Para configurar:

  1. Abra a Audi Application Store no carro;

  2. Instale ou atualize o Spotify;

  3. Abra o aplicativo e selecione a opção de login;

  4. Escaneie o QR Code exibido na tela com o celular ou acesse spotify.com/pair em outro dispositivo;

  5. Entre na sua conta e conclua a vinculação.

Depois disso, não será mais necessário conectar o celular ao veículo para ouvir músicas. O carro, porém, precisa de acesso à internet, e alguns modelos podem exigir um pacote Audi connect.

O Spotify informou que pretende levar a nova experiência a outras montadoras durante o próximo ano. Por enquanto, os aplicativos tradicionais para Android Auto e Apple CarPlay continuam funcionando normalmente.

Veja também: Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

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Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

As falhas graves de segurança no PHP, que provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21), também levaram órgãos públicos brasileiros a suspender serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao Canaltech que retirou temporariamente do ar seu Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades.

A medida também atingiu outros tribunais brasileiros. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu o acesso externo ao SEI, enquanto a Justiça Federal da 4ª Região interrompeu o acesso a sistemas digitais.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também suspendeu o expediente e os prazos processuais diante de problemas em seus sistemas, segundo o portal O Fator.

As interrupções ocorrem após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP, linguagem de programação utilizada por grande parte dos sites da internet. Os problemas podem permitir que criminosos executem comandos maliciosos em servidores sem precisar de autenticação.

Por que a Anatel tirou o SEI do ar?

Em resposta ao Canaltech, a Anatel confirmou que a suspensão está diretamente relacionada às vulnerabilidades descobertas no PHP.

"O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP", explicou a agência.

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, incluindo plataformas como Moodle e Joomla.

O SEI é utilizado por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos administrativos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência reguladora.

Com a suspensão do acesso externo, essas atividades podem ficar temporariamente indisponíveis.

A medida não significa que as redes de telefonia e internet do Brasil tenham sido afetadas, já que o SEI é uma ferramenta administrativa da Anatel.

A agência também anunciou a suspensão de outros serviços digitais, mas não detalhou quais foram afetados nem informou uma previsão de restabelecimento.

mensagem anatel

Quais outros serviços foram suspensos no Brasil?

Além da Anatel, órgãos da Justiça Federal anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI em razão das vulnerabilidades do PHP.

Segundo o tribunal, a medida segue uma recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e busca proteger os sistemas e as informações institucionais.

Não há previsão para o restabelecimento do serviço.

Já a Justiça Federal da 4ª Região, que atende Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, anunciou a interrupção temporária do acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira. As ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o TRF6 foi além e suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado, segundo reportagem do portal O Fator.

Entre os sistemas com problemas estão:

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;

  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;

  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;

  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso do tribunal.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada diante da necessidade de medidas emergenciais de segurança relacionadas às vulnerabilidades do PHP.

Até o momento, não há confirmação de invasões aos sistemas desses órgãos. As suspensões anunciadas têm caráter preventivo.

Governo federal recomenda atualização urgente do PHP

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, também publicou um alerta oficial nesta quarta-feira (21).

O órgão recomenda que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas da linguagem.

Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As falhas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

Entretanto, os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores. Até que isso aconteça, aplicações vulneráveis podem continuar expostas a ataques.

As mesmas falhas já levaram governos e empresas de países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

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Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada

Fones de ouvido baratos podem apresentar problemas como graves exagerados, vozes abafadas e agudos estridentes. Antes de investir em outro modelo, porém, vale testar uma ferramenta gratuita disponível no YouTube Music: o equalizador de áudio.

O recurso permite ajustar diferentes frequências sonoras para compensar algumas limitações dos fones. Assim, é possível destacar os vocais, reduzir graves excessivos ou suavizar sons agudos que incomodam durante a reprodução.

A ferramenta funciona por meio de um atalho para o equalizador do Android, e as opções disponíveis dependem do fabricante do celular. Não é necessário assinar o YouTube Music Premium para utilizá-la.

Como melhorar o som dos fones pelo YouTube Music?

Para encontrar o equalizador no aplicativo para Android, siga estes passos:

  1. Abra o YouTube Music;

  2. Toque na foto do seu perfil;

  3. Acesse Configurações;

  4. Entre em Reprodução ou Reprodução e restrições, dependendo da versão;

  5. Toque em Equalizador;

  6. Ative a ferramenta, caso necessário, e ajuste o som.

prints youtube music

O menu pode apresentar configurações prontas para gêneros como rock, pop e jazz, além de controles para personalizar as frequências.

Para quem está começando, vale fazer pequenos ajustes enquanto uma música toca. Algumas sugestões são:

  • Som abafado: diminua um pouco os graves e aumente moderadamente os médios e agudos para destacar vozes e instrumentos;

  • Agudos estridentes: reduza as frequências mais altas para suavizar o som;

  • Falta de graves: aumente discretamente as frequências baixas, evitando distorções.

O resultado depende das características de cada fone. Também é importante ressaltar que o equalizador não corrige defeitos físicos, como falhas de conexão, ruídos eletrônicos ou alto-falantes danificados.

Por enquanto, o YouTube Music não oferece um equalizador equivalente dentro do aplicativo para iPhone ou na versão web.

Confira também: Como obter a melhor qualidade de áudio no YouTube Music?

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Duolingo fora do ar? App apresenta falhas e usuários temem perder ofensiva

O Duolingo apresenta instabilidade nesta quarta-feira (21), com problemas para carregar páginas, registrar pontos de experiência (XP) e atualizar a ofensiva dos usuários. As falhas atingem pessoas no Brasil e em outros países, e já foram reconhecidas oficialmente pela plataforma de ensino de idiomas.

Na página oficial de status, o Duolingo classificou o incidente como grave e informou, às 11h57 (horário de Brasília), que estava investigando um aumento de erros no serviço. A empresa ainda não explicou o que provocou a instabilidade.

Segundo o Downdetector, que reúne notificações de problemas em serviços digitais, o aplicativo chegou a registrar um pico de 78 reclamações no Brasil e mais de 400 nos Estados Unidos. Os números já apresentavam queda no momento da consulta realizada pelo Canaltech.

Quais problemas estão acontecendo no Duolingo?

Em um teste realizado pelo Canaltech, foi possível concluir uma lição normalmente. O aplicativo também confirmou a continuidade da ofensiva, mas a contagem exibida no widget do celular não foi atualizada.

Outros problemas identificados incluem:

  • Perfis de usuários que não carregam;

  • Indisponibilidade das páginas de Ligas e Central de Prática;

  • Ausência de anúncios após a conclusão das lições;

  • Falhas na atualização de informações do aplicativo.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), usuários relatam dificuldades para receber XP e demonstram preocupação com a possibilidade de perder suas ofensivas, que representam os dias consecutivos de estudo.

Também há reclamações de pessoas que não conseguem entrar nas próprias contas ou iniciar lições. Os relatos aparecem principalmente em inglês, mas usuários brasileiros também identificaram problemas.

Ainda não está claro se os pontos e as lições realizados durante o período de instabilidade serão registrados posteriormente.

O Duolingo possui um mecanismo para proteger as ofensivas em caso de problemas técnicos, mas não informou se ele será utilizado neste incidente.

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Duolingo para entender as causas da instabilidade e se existe alguma relação com problemas de segurança divulgados nesta quarta-feira. A empresa enviou a seguinte nota:

“Estamos cientes de um problema que está afetando os logins e alguns serviços do Duolingo. Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer o acesso o mais rápido possível.”

Instabilidade pode ter relação com falhas no PHP?

A queda do Duolingo acontece no mesmo dia em que duas falhas graves de segurança no PHP colocaram milhões de sites em alerta.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla.

As vulnerabilidades identificadas nesta quarta-feira podem permitir que criminosos invadam servidores e executem comandos maliciosos. O problema levou diferentes serviços governamentais europeus a sair do ar preventivamente.

Apesar da coincidência, não há evidências de que as falhas do PHP estejam relacionadas aos problemas do Duolingo.

Em publicações técnicas anteriores, a empresa informou utilizar linguagens como Python, Scala e Kotlin no desenvolvimento de seus sistemas. Isso, porém, não permite descartar a utilização de PHP em algum componente da infraestrutura.

Até o momento, a plataforma não revelou o motivo da instabilidade.

páginas Duolingo

Duolingo já ficou fora do ar antes?

Esta não é a primeira vez que o Duolingo enfrenta problemas de funcionamento.

Em 20 de outubro de 2025, o aplicativo foi afetado por uma grande interrupção nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS), que também prejudicou plataformas como Snapchat, Fortnite e Zoom.

Na ocasião, usuários relataram dificuldades para acessar lições e manter suas ofensivas. A empresa informou que trabalhava para preservar as sequências de estudo afetadas pela queda.

Mais recentemente, em julho de 2026, o Duolingo registrou episódios de aumento de erros, reconhecidos em sua página oficial de status. Os incidentes foram resolvidos após períodos de aproximadamente 20 a 53 minutos.

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Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

O Google Chrome ganhou um recurso de segurança que permite analisar comandos copiados pelo usuário e enviar seu conteúdo aos servidores da empresa. A novidade busca identificar golpes que utilizam a área de transferência do computador para instalar vírus e outros programas maliciosos.

Segundo um anúncio do Google desta terça-feira (20), a ferramenta já está disponível para usuários que ativaram a Proteção Reforçada do navegador. A empresa também anunciou novos alertas para sites suspeitos e melhorias na identificação de golpes com inteligência artificial (IA).

A análise da área de transferência acontece em situações específicas, quando o Chrome identifica que o usuário pode ter sido induzido a copiar um comando perigoso. Ou seja, o recurso não lê tudo que é copiado.

Por que o Chrome vai analisar o que você copia?

A medida busca combater um golpe conhecido como ClickFix, no qual criminosos induzem as vítimas a executar comandos maliciosos no próprio computador.

Nesse tipo de ataque, uma página pode exibir uma mensagem falsa informando que o navegador precisa de uma atualização ou que o usuário deve corrigir um suposto problema de segurança.

Para resolver a situação, a vítima é orientada a copiar um comando e executá-lo no terminal do sistema operacional, como o PowerShell ou Prompt de Comando, do Windows.

O conteúdo copiado pode ser diferente daquele apresentado na página. Ao executar as instruções, o usuário corre o risco de instalar programas maliciosos no computador.

Com a nova proteção, o Chrome identifica possíveis comandos suspeitos copiados de páginas e encaminha seu conteúdo ao serviço de Navegação Segura do Google. Caso a análise confirme o perigo, um alerta será exibido antes que o usuário execute as instruções.

A mudança também levanta questões sobre privacidade. Segundo o Google, informações capazes de identificar pessoalmente o usuário são removidas do conteúdo copiado antes do envio aos servidores.

exemplo google chrome segurança

Chrome ganha novas proteções com Gemini

Outra novidade é a ampliação do uso do Gemini para identificar páginas fraudulentas.

Anteriormente, o Chrome utilizava um modelo de IA executado diretamente em dispositivos compatíveis para detectar golpes de falso suporte técnico. Agora, a análise passa a utilizar um modelo mais potente, hospedado nos servidores do Google.

A mudança permite identificar outras ameaças, como falsos antivírus e páginas que simulam atualizações de navegadores.

Segundo a empresa, o conteúdo textual de uma página só é enviado para análise com Gemini quando o navegador identifica indícios considerados fortes de fraude. O Google afirma que esses dados são processados temporariamente, sem armazenamento ou utilização no treinamento de IA.

O Chrome também passa a diferenciar os alertas sobre páginas suspeitas e perigosas.

Sites que apresentam sinais de fraude, mas ainda não foram classificados como comprovadamente maliciosos, terão uma janela de aviso. O usuário poderá retornar à página anterior ou marcar o endereço como seguro.

Já páginas reconhecidas como perigosas continuarão exibindo o tradicional alerta vermelho, que ocupa praticamente toda a tela.

Como ativar a Proteção Reforçada do Chrome

As novidades estão disponíveis no modo de Proteção Reforçada, que oferece verificações adicionais de segurança e compartilha mais informações com os servidores do Google.

Para ativá-lo no computador, basta abrir o Chrome e acessar Configurações > Privacidade e segurança > Segurança > Proteção reforçada.

A opção é diferente da Proteção Padrão, habilitada por padrão no navegador, que continua oferecendo verificações contra sites, downloads e extensões maliciosas.

Ao ativar a proteção adicional, o usuário autoriza o compartilhamento de mais informações de navegação com o Google, incluindo endereços acessados e amostras de conteúdo das páginas, para identificar possíveis ameaças.

Veja também: Chrome testa mais mudanças que podem "quebrar" bloqueadores de anúncios

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Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

Duas falhas graves de segurança no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas da internet, colocaram milhões de sites em alerta nesta quarta-feira (21). As vulnerabilidades podem permitir que criminosos invadam servidores sem precisar de senhas, roubem informações e comprometam o funcionamento de páginas.

A equipe responsável pelo PHP já disponibilizou correções de emergência e pede que os administradores atualizem seus servidores imediatamente.

As falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade, uma das classificações mais altas para problemas de segurança.

O alerta provocou a retirada preventiva de sites governamentais em países europeus, como Países Baixos, Finlândia e França, segundo a Reuters.

A empresa de segurança Cloudflare também relatou tentativas iniciais de exploração das vulnerabilidades. Entretanto, ainda não há confirmação de ataques em massa que tenham comprometido milhões de sites.

O que é PHP e por que tantos sites estão ameaçados?

O PHP é uma linguagem de programação utilizada principalmente para desenvolver sites e aplicações. Ela funciona nos servidores, processando informações antes que o conteúdo seja apresentado no navegador.

Por exemplo, quando alguém acessa uma loja virtual, o PHP pode ser responsável por consultar produtos, atualizar o carrinho e interagir com o banco de dados.

A tecnologia também está por trás de plataformas populares de criação de sites, como WordPress, Drupal e Joomla.

Segundo dados da W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de programação do servidor é conhecida utilizam PHP. O WordPress, por sua vez, está presente em mais de 43% das páginas da internet.

Por isso, uma vulnerabilidade na própria linguagem pode afetar desde pequenos blogs e lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais.

hacker cibersegurança

Quais são os riscos das falhas no PHP?

As duas vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem a chamada execução remota de código.

Isso significa que um criminoso pode conseguir executar comandos maliciosos no servidor de um site sem precisar ter uma conta cadastrada ou acesso autorizado ao sistema.

Segundo Sergey Lozhkin, chefe do Centro de Pesquisa para as regiões APAC e META da Kaspersky GReAT, criminosos podem explorar as vulnerabilidades para instalar "web shells", ferramentas maliciosas que permitem executar comandos e controlar remotamente servidores comprometidos.

“Até que essa correção seja aplicada, qualquer servidor conectado à internet que utilize uma versão afetada do PHP pode estar exposto a ataques não autenticados”, alerta o especialista.

O risco levou diferentes organizações a retirar seus sites do ar preventivamente. Nos Países Baixos, a medida atingiu serviços do governo, o Porto de Roterdã e páginas de hospitais. Na Finlândia, serviços públicos também foram temporariamente interrompidos.

Essas interrupções foram adotadas como precaução e não significam, necessariamente, que os sistemas tenham sido invadidos.

Como proteger um site das falhas no PHP?

A equipe responsável pela linguagem disponibilizou nesta quarta-feira (21) quatro versões que corrigem as vulnerabilidades:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

Segundo o comunicado oficial, todos os administradores devem atualizar suas instalações o mais rápido possível.

Quem utiliza versões antigas, como PHP 8.1 ou anteriores, precisa verificar a disponibilidade de correções com o fornecedor ou migrar para uma versão com suporte.

Vale destacar que atualizar apenas o WordPress, seus temas ou plugins não resolve o problema, já que as vulnerabilidades estão no próprio PHP.

Para quem administra um site, o primeiro passo é verificar a versão instalada no servidor e procurar a empresa responsável pela hospedagem. Em serviços gerenciados, a atualização pode depender diretamente do provedor.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) recomenda retirar temporariamente sistemas da internet caso não seja possível atualizar ou aplicar medidas de proteção suficientes.

Apesar da liberação dos patches, o risco continuará para os servidores que permanecerem vulneráveis. Os desenvolvedores do PHP alertam que medidas temporárias não oferecem proteção completa contra as duas falhas.

Países tiram sites do ar

As vulnerabilidades provocaram a suspensão preventiva de sites e serviços digitais em pelo menos sete países nesta quarta. Segundo a Reuters, governos e empresas decidiram interromper o acesso a sistemas enquanto preparavam as atualizações de segurança.

Nos Países Baixos, foram afetados portais do governo, sites de hospitais, o Porto de Roterdã e páginas dos cinco maiores partidos políticos do país. Até mesmo o Centro Nacional de Segurança Cibernética holandês retirou seu site do ar por precaução.

Na Finlândia, o governo suspendeu serviços públicos digitais. Já na França, o Ministério do Interior colocou sites de administrações regionais em manutenção preventiva.

A Alemanha também interrompeu o acesso a páginas de órgãos federais e governos estaduais. Na Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores suspendeu temporariamente seus sites.

Na Dinamarca, uma empresa pública de tecnologia retirou do ar serviços utilizados por municípios, incluindo uma plataforma nacional de comunicação escolar. No Japão, a provedora Sakura Internet suspendeu uma funcionalidade de seus serviços de banco de dados.

A Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia, também confirmou a suspensão de alguns sistemas de apoio enquanto aplica as correções.

As interrupções foram adotadas para reduzir o risco de invasões. Até o momento, não há confirmação de que esses serviços tenham sido comprometidos por criminosos.

Falhas no PHP foram descobertas com ajuda de IA

As vulnerabilidades foram identificadas em agosto de 2026 por pesquisadores das empresas Wiz e Calif, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do Google e da OpenAI. Os modelos ajudaram a analisar o código do PHP e demonstrar como criminosos poderiam explorar os problemas para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, já existiam indícios de uma das falhas desde 2024, mas dificuldades técnicas e de organização atrasaram sua correção. Após as descobertas de agosto, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que a equipe responsável pelo PHP desenvolvesse as atualizações, lançadas nesta quarta-feira.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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Uber lança nova função que facilita embarque de idosos e pessoas com deficiência

A Uber anunciou nesta quarta-feira (21) um novo recurso para facilitar o embarque de idosos e pessoas com deficiência. O "Preferências de Partida" permite que passageiros informem antecipadamente aos motoristas como desejam ser identificados e avisados sobre a chegada do veículo.

A novidade começa a ser disponibilizada gradualmente nos próximos dias para usuários de todo o Brasil, segundo a empresa.

Com a ferramenta, passageiros podem solicitar, por exemplo, que o motorista buzine, pisque os faróis ou chame seu nome ao chegar ao ponto de encontro. Também é possível informar o uso de bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.

As orientações são enviadas automaticamente ao motorista, dispensando a necessidade de explicar essas preferências por mensagens a cada nova corrida.

Como funcionam as Preferências de Partida da Uber?

A ferramenta reúne dois tipos de informações que podem ser configuradas pelo passageiro.

O primeiro permite escolher como o motorista deve sinalizar sua chegada ao local de embarque. São quatro opções disponíveis:

  • Chamar o passageiro pelo nome;

  • Entrar em contato pelo aplicativo;

  • Piscar os faróis do veículo;

  • Buzinar ao chegar.

Já o segundo grupo ajuda o motorista a reconhecer o usuário no ponto de encontro, indicando se ele utiliza óculos escuros e/ou bengala branca, bengala convencional, muletas, andador ou cadeira de rodas manual.

As imagens divulgadas pela Uber mostram que, durante o atendimento, o motorista consegue visualizar a identificação do passageiro e acessar um botão chamado "Ver preferências".

Ao abrir a opção, o aplicativo apresenta as orientações selecionadas pelo usuário, incluindo as formas de identificação e de sinalização da chegada.

A função é voltada especificamente ao encontro entre motorista e passageiro. O comunicado da empresa não informa mudanças na disponibilidade de veículos adaptados.

prints uber idoso

Como ativar as Preferências de Partida na Uber?

A configuração pode ser feita diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de entrar em contato com o suporte. Confira o passo a passo:

  1. Abra o aplicativo da Uber;

  2. Toque em Conta;

  3. Acesse Configurações;

  4. Selecione Acessibilidade;

  5. Entre em Preferências de partida;

  6. Escolha como deseja ser avisado da chegada do veículo e, se necessário, informe como o motorista pode identificar você.

Após a configuração, as preferências serão compartilhadas automaticamente com os motoristas nas viagens seguintes.

Segundo a Uber, o lançamento acontecerá gradualmente nos próximos dias em todo o território nacional. Portanto, a ferramenta poderá demorar um pouco para aparecer em algumas contas.

Uber já oferece outros recursos de acessibilidade

A novidade se soma a funcionalidades já disponíveis na plataforma para pessoas com deficiência e idosos.

Uma delas permite informar a existência de deficiência visual ou auditiva, com uma indicação exibida ao motorista junto ao nome do passageiro.

Usuários com cão-guia também podem registrar essa condição. Caso o motorista tente cancelar a viagem, o aplicativo apresenta um alerta sobre as obrigações previstas na Lei Federal nº 11.126/2005, que garante o ingresso e a permanência de pessoas com deficiência visual acompanhadas de cão-guia em veículos de transporte.

Para o público idoso, a Uber oferece ainda a Conta Sênior, que possui uma interface simplificada, com textos e ícones maiores. Familiares também podem solicitar viagens, acompanhar os trajetos e gerenciar pagamentos.

A plataforma também é compatível com os leitores de tela TalkBack, do Android, e VoiceOver, do iPhone. Além disso, pessoas com deficiência podem solicitar isenção ou reembolso de taxas de espera quando precisam de mais tempo para embarcar.

Veja também: Quanto ganha um motorista de Uber em São Paulo e outras capitais?

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Documentos revelam que cúpula do TikTok ignorou alertas de exploração de crianças

Funcionários do TikTok alertaram repetidamente a direção da empresa sobre riscos de exploração sexual de crianças e adolescentes na plataforma, mas não receberam respostas consideradas suficientes para resolver os problemas. Documentos judiciais divulgados nesta terça-feira (20) também mostram que a rede social tinha conhecimento de falhas em ferramentas de proteção e de possíveis danos à saúde mental de jovens.

As informações foram reveladas pela rádio pública americana NPR. Os documentos incluem depoimentos de ex-funcionários apresentados à Justiça dos Estados Unidos em março de 2026, como parte de processos que acusam o TikTok e outras redes sociais de prejudicar menores de idade.

Um dos principais problemas envolve o TikTok Live, ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma. Segundo os depoimentos, crianças e adolescentes apareciam em conteúdos de natureza sexual e recebiam pagamentos de espectadores por meio de presentes virtuais, que podem ser convertidos em dinheiro.

A empresa também ficava com uma parcela dos valores movimentados nessas transações, o que levantou questionamentos sobre um possível benefício financeiro decorrente da exploração de menores.

TikTok sabia que crianças apareciam em lives com conteúdo sexual

Reagen Maher, que ocupou cargos de liderança nas equipes de segurança e investigação do TikTok entre 2021 e 2024, afirmou ter passado meses tentando convencer executivos a tomar medidas contra a exploração sexual de menores.

Em uma conversa interna apresentada à Justiça, a ex-funcionária relatou que parte dos responsáveis pela plataforma não considerava os danos graves o suficiente para justificar novas ações.

"Estou lutando há meses para resolver isso com pessoas que não acham que os danos são graves o suficiente", escreveu Maher, em tradução livre.

Uma investigação interna identificou 112 mil transmissões ao vivo com a presença de crianças e adolescentes de 13 a 15 anos somente em janeiro de 2022.

O número considera lives com a participação de menores e não significa que todas as transmissões apresentavam conteúdo sexual. Ainda assim, o levantamento identificou riscos de aliciamento por adultos e produção de material de abuso sexual infantil.

Os documentos também apontam que o TikTok obteve receitas significativas de presentes virtuais enviados durante transmissões que violavam as regras da plataforma.

Maher afirmou que a direção já conhecia as denúncias antes de uma investigação da Forbes, publicada em 2022, revelar que menores utilizavam o TikTok Live para realizar apresentações sexualizadas em troca de presentes.

A ex-funcionária também disse esperar que a repercussão pública da reportagem pressionasse a empresa a acelerar as soluções.

TikTok logo

Falhas permitiam burlar proteção de menores

Os depoimentos revelaram outros problemas nas ferramentas criadas para proteger crianças e adolescentes.

Segundo Maher, menores conseguiam acessar funcionalidades destinadas a adultos ao criar contas usando credenciais do Google, Facebook ou Instagram. A brecha era conhecida pela liderança do TikTok, conforme seu relato.

Outra falha envolvia o Family Pairing, ferramenta lançada em 2020 para permitir que pais e responsáveis supervisionem contas de adolescentes.

Uma conversa interna de 2021 mostrava que existia um link oculto pelo qual os jovens conseguiam desvincular suas contas da supervisão parental. Um gerente da equipe de bem-estar digital chegou a questionar a utilidade da ferramenta diante dessa possibilidade.

O TikTok afirmou à NPR que os responsáveis recebem notificações quando um adolescente desativa o vínculo de supervisão.

Os documentos também indicam que a empresa evitou realizar pesquisas que poderiam revelar a quantidade de crianças com menos de 13 anos na plataforma.

Em uma conversa de 2018, executivos demonstraram preocupação de que os resultados de uma pesquisa sobre a idade dos usuários fossem solicitados pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).

A preocupação envolvia a COPPA, lei americana que estabelece regras para a coleta de dados pessoais de crianças menores de 13 anos.

Além disso, Eric Han, ex-chefe de segurança do TikTok, relatou preocupações sobre o funcionamento do algoritmo de recomendações desde 2020.

Segundo ele, o sistema poderia levar usuários a consumir repetidamente vídeos sobre assuntos prejudiciais, incluindo automutilação e suicídio. Um relatório interno daquele ano apontava riscos relacionados à forma como esses conteúdos eram apresentados a menores.

Han afirmou que a empresa não alertou os pais sobre esses perigos, apesar de reconhecer internamente a gravidade do problema.

TikTok já enfrentava processos por segurança infantil

As novas revelações fazem parte de uma disputa judicial iniciada em 2022 nos Estados Unidos, que reúne centenas de ações contra TikTok, Meta, Google e Snap por supostos danos causados a crianças e adolescentes.

A exploração de menores por meio das transmissões ao vivo já havia motivado uma ação específica no estado americano de Utah, em junho de 2024.

O processo acusa o TikTok de permitir que adultos utilizassem presentes virtuais para solicitar conteúdos sexuais de menores, enquanto a empresa recebia parte dos pagamentos. Posteriormente, a Justiça rejeitou um pedido da plataforma para encerrar antecipadamente o caso.

Outras acusações também envolvem a eficácia das ferramentas de segurança.

Em setembro de 2026, um juiz do Texas decidiu que o TikTok havia violado uma lei estadual de proteção ao consumidor ao apresentar informações enganosas sobre mecanismos de segurança infantil. O processo envolve, entre outros pontos, a eficácia do Modo Restrito, que deveria limitar o acesso a conteúdos inadequados.

Já em outubro, o Canaltech revelou que o TikTok foi acusado de oferecer uma ferramenta de segurança falsa para jovens usuários.

Segundo documentos divulgados na ocasião, a plataforma realizou testes com uma versão inoperante do Algo Refresh, recurso que permite redefinir os vídeos recomendados. Parte dos participantes acreditava ter reiniciado as recomendações, mas continuava recebendo conteúdos selecionados pelo algoritmo anterior.

Os processos americanos também resultaram em acordos financeiros. Em maio deste ano, o TikTok concordou em pagar US$ 8 milhões para encerrar uma ação movida por um distrito escolar do Kentucky. Em setembro, a empresa fechou outro acordo com o estado do Alabama.

No Brasil, a empresa também enfrenta questionamentos sobre a proteção de menores.

Em agosto de 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance por irregularidades no tratamento de informações pessoais de crianças e adolescentes.

A sanção brasileira decorre de um procedimento administrativo diferente dos processos americanos e envolve principalmente o tratamento de dados e as medidas de proteção de usuários menores de idade.

O que diz o TikTok?

Procurado pela NPR, o TikTok inicialmente não apresentou respostas específicas aos questionamentos sobre as denúncias, limitando-se a indicar políticas de segurança publicadas pela empresa.

Após a divulgação da reportagem, porém, o porta-voz Nathaniel Brown contestou a interpretação dos documentos.

Segundo ele, as acusações foram selecionadas de maneira parcial por advogados envolvidos nos processos e apresentam uma versão distorcida do histórico da empresa e de seu compromisso com a segurança dos jovens.

O TikTok também afirmou possuir mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro alinhados a padrões internacionais.

A empresa, no entanto, não esclareceu à NPR se comunicou às autoridades americanas todos os casos identificados de material de abuso sexual infantil nas transmissões ao vivo. Também não respondeu se bloqueou as contas responsáveis pelos pagamentos ou qual foi o destino das receitas associadas aos conteúdos irregulares.

Os novos depoimentos ainda não foram apresentados a um júri nos processos em questão. Portanto, as acusações sobre a responsabilidade da empresa e de seus dirigentes continuam sujeitas à análise judicial.

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Filhos bagunçaram seu Spotify? Novo recurso corrige recomendações e Retrospectiva

O Spotify começou a liberar uma opção que permite excluir músicas infantis e para a família do perfil de preferências do usuário. Com isso, faixas tocadas para filhos ou outras crianças deixam de influenciar recomendações como Descobertas da Semana, Daily Mix e a Retrospectiva, mesmo que continuem sendo reproduzidas normalmente na conta.

A novidade começou a ser disponibilizada globalmente nesta terça-feira (15) para usuários Free e Premium. O recurso funciona de forma retroativa, portanto músicas infantis já ouvidas também podem deixar de contar para indicadores da Retrospectiva 2026, como artista ou faixa mais escutados.

Como tirar músicas infantis das recomendações

A configuração fica dentro do próprio aplicativo do Spotify. Para ativá-la:

  1. Vá em "Configurações e privacidade"
  2. Toque em "Conteúdo e tela"
  3. Em "Incluir músicas infantis e para a família no perfil de preferências", desative a opção.

O Spotify informa que a mudança pode levar até 48 horas para aparecer nas recomendações personalizadas.

A alteração não bloqueia músicas infantis. O usuário continua podendo procurar, reproduzir e montar playlists com esse tipo de conteúdo normalmente.

O que muda é a forma como essas reproduções entram no chamado perfil de preferências, conjunto de sinais que o Spotify usa para entender os gostos de cada usuário e montar recomendações personalizadas.

Isso inclui músicas de filmes de animação, temas de programas infantis, cantigas e outros conteúdos voltados para crianças. A ideia é evitar que esse consumo ocasional passe a dominar playlists e sugestões feitas para o responsável.

spotify capa

Recurso também muda a Retrospectiva do Spotify

A principal diferença para quem se importa com a Retrospectiva é que a configuração vale também para o histórico deste ano.

Depois de desligar a opção, as músicas infantis já reproduzidas podem ser retiradas dos dados usados para definir, por exemplo, música e artista mais ouvidos na Retrospectiva 2026.

O Spotify já permitia excluir conteúdos específicos do perfil de preferências. Em 2023, a empresa começou a permitir que playlists fossem ignoradas pelo algoritmo e, em 2025, ampliou a função para faixas individuais.

A empresa também oferece contas monitoradas para crianças, que mantêm o histórico do jovem separado do perfil dos responsáveis. Mesmo assim, o novo controle cobre outra situação comum: quando o adulto toca músicas infantis diretamente na própria conta, como durante uma viagem de carro ou em casa.

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Apple libera combo do iCloud+ com Apple TV e Arcade grátis em mais de 100 países

A Apple começou a incluir Apple TV e Apple Arcade sem custo adicional nas assinaturas do iCloud+ em mais de 100 países e regiões. A novidade transforma até o plano mais barato do serviço de armazenamento em nuvem em um pacote com streaming de filmes, séries e jogos.

Segundo a Apple, a mudança será implementada gradualmente até o fim de setembro. Entre os mercados contemplados estão Índia, Arábia Saudita, Singapura, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil, por enquanto, não aparece na lista.

Na prática, basta ter uma assinatura elegível do iCloud+ para receber os outros dois serviços. De acordo com o 9to5Mac, até o plano de 50 GB, o mais básico, já dá acesso ao Apple TV e ao Apple Arcade nos países participantes.

O iCloud+ continua oferecendo armazenamento adicional para fotos, arquivos e backups, além de recursos extras de privacidade. A assinatura também pode ser compartilhada com até cinco outras pessoas por meio do Compartilhamento Familiar, de acordo com a Apple.

Apple TV

Brasil ainda está fora do novo iCloud+

Apesar da grande quantidade de mercados incluídos, a Apple ainda não anunciou a chegada do pacote ao Brasil. Os três serviços envolvidos já estão disponíveis separadamente no país, mas o iCloud+ brasileiro não passou a oferecer Apple TV e Apple Arcade como benefícios da assinatura.

Isso significa que usuários brasileiros continuam dependendo de assinaturas separadas ou do Apple One para reunir serviços da empresa em um único pacote.

A Apple afirma que o novo iCloud+ chegará a mais de 100 países e regiões até o fim de setembro, mas a lista divulgada até agora não inclui o mercado brasileiro. Portanto, a expansão para o Brasil ainda é uma possibilidade, mas não há confirmação ou prazo divulgado pela companhia.

A iniciativa também aumenta consideravelmente a presença do Apple TV pelo mundo. Com a expansão, o serviço de streaming chega a 59 novos países e passa a estar disponível em 170 mercados.

Em alguns países, a Apple também adicionou ao iCloud+ o Apple Music Select, modalidade mais limitada do serviço de música que oferece algumas estações de rádio sem anúncios. Assinantes elegíveis podem migrar posteriormente para o Apple Music completo com preço reduzido.

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Nova Alexa compara produtos e preços para você fazer a melhor compra

A Amazon começou a testar no Brasil uma nova versão da Alexa voltada especificamente para compras. Disponível dentro do aplicativo Amazon Shopping e no site da varejista, a “Alexa para Compras” usa inteligência artificial para pesquisar produtos, comparar preços e características, mostrar ofertas e recomendar opções a partir de perguntas em linguagem natural.

A ferramenta ainda está em fase beta e não aparece para todos os usuários brasileiros. Segundo a Amazon, o acesso está sendo liberado gradualmente para clientes selecionados que estejam conectados à própria conta.

A ferramenta é uma evolução do Rufus, assistente de compras com IA que a Amazon começou a testar nos Estados Unidos em 2024 e incorporou à experiência da Alexa para Compras em 2026.

Como funciona a Alexa para Compras?

No aplicativo da Amazon, a ferramenta aparece como uma aba própria chamada “Alexa” na barra inferior. Ao abrir a seção, o usuário encontra sugestões como rastrear pedidos, buscar ofertas e comparar produtos, além de um campo para fazer perguntas sobre compras.

A proposta é funcionar como uma espécie de agente de compras. Em vez de pesquisar por um item específico e abrir várias páginas, o usuário pode explicar o que procura ou pedir ajuda para comparar alternativas.

A Amazon cita como exemplo alguém interessado em uma air fryer, mas sem saber quais características avaliar. Nesse caso, a Alexa pode explicar critérios como capacidade, potência e facilidade de limpeza e sugerir produtos relacionados.

As respostas também podem vir estruturadas em tabelas comparativas. Em uma consulta sobre panelas de ferro fundido e cerâmica, por exemplo, a assistente organiza diferenças por peso, retenção de calor, distribuição de calor, antiaderência e compatibilidade.

Em outro exemplo, a Alexa lista ofertas de livros com preço, desconto, avaliação e informações de entrega. A própria interface recomenda conferir a página do produto para validar preços à vista, cupons e outros descontos adicionais.

alexa para compras prints

IA também pode errar

A Amazon deixa uma ressalva clara dentro da própria ferramenta. Na tela inicial, a Alexa informa que suas respostas são geradas por inteligência artificial e que “nem sempre” estarão corretas.

As respostas usam informações do catálogo da Amazon e avaliações publicadas por compradores. Nos Estados Unidos, a ferramenta também ganhou recursos como histórico de preços, alertas de queda de valor e compras automáticas quando um item chega ao preço definido pelo usuário.

Essas funções mais avançadas não foram confirmadas para a versão beta brasileira. No Brasil, a Amazon cita neste primeiro momento pesquisa, recomendações, comparação de produtos, ofertas e assistência durante a compra.

Ainda não está disponível para todos

A Amazon ainda não informou quando a Alexa para Compras será liberada para todos os usuários no Brasil.

Quem já recebeu a função pode encontrá-la no aplicativo Amazon Shopping e, em alguns casos, no site da varejista. Como o lançamento é gradual, usuários com a mesma versão do aplicativo podem ter experiências diferentes.

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Carteira digital é segura? Como funciona a proteção no Apple Pay e Google Wallet

Apple Pay e Carteira do Google adicionam camadas de segurança que podem reduzir alguns riscos presentes no uso do cartão físico. Entre elas estão tokenização, criptografia e autenticação pelo celular, que ajudam a evitar a exposição do número real do cartão durante pagamentos compatíveis.

Isso não significa que carteiras digitais sejam imunes a golpes ou automaticamente mais seguras em qualquer situação. Cartões físicos modernos também contam com chip, criptogramas e outros mecanismos de proteção, enquanto celulares continuam sujeitos a roubo de credenciais, phishing e engenharia social.

Abaixo, confira por que usar o cartão digital pode ser mais seguro.

Seu número real do cartão não vai para a loja

Uma das principais proteções das carteiras digitais é a tokenização. Em vez de transmitir diretamente o número principal da conta, o sistema utiliza uma credencial digital criada para representar aquele cartão.

A EMVCo, organização responsável por padrões utilizados pela indústria de pagamentos, explica que esses tokens podem ter restrições de uso vinculadas a fatores como dispositivo e canal de pagamento. Isso reduz a utilidade da credencial caso ela seja obtida fora do contexto para o qual foi criada.

No Apple Pay, o banco ou a bandeira cria um ‘Número de Conta do Dispositivo’, armazenado em um chip de segurança isolado do restante do iPhone, chamado Secure Element. A Apple afirma que não guarda os números completos dos cartões cadastrados no Apple Pay.

A Carteira do Google também pode utilizar números de cartão virtual em cartões compatíveis, evitando que o número físico seja compartilhado diretamente com o estabelecimento.

Como o Apple Pay protege os pagamentos?

No iPhone, os pagamentos normalmente precisam ser autorizados com Face ID, Touch ID ou código de acesso.

Depois da autenticação, o Secure Element fornece as informações necessárias para concluir a operação. Esse componente funciona de forma separada do restante do sistema e é utilizado para armazenar credenciais sensíveis.

Durante pagamentos por aproximação, o iPhone também gera informações específicas para aquela transação. Assim, a maquininha não recebe simplesmente os dados impressos no cartão físico.

Isso adiciona uma barreira importante em caso de perda ou roubo. Mesmo com o telefone em mãos, outra pessoa normalmente precisa passar pela autenticação configurada no dispositivo para fazer pagamentos.

Carteira do Google Wallet

Como funciona a segurança da Carteira do Google?

No Android, a Carteira do Google exige que o aparelho tenha um bloqueio de tela compatível para realizar pagamentos.

A confirmação de identidade pode ser feita com PIN, padrão, senha ou biometria considerada segura pelo sistema. Para biometria, o Google exige métodos classificados como classe 3, categoria destinada às opções consideradas mais robustas.

A autenticação, porém, não precisa ser repetida necessariamente em todas as compras. Depois que o usuário confirma a identidade, o Google pode manter essa validação ativa por alguns minutos.

Há ainda exceções relacionadas a transporte público. Em sistemas compatíveis, o usuário pode configurar pagamentos de transporte sem exigir nova confirmação a cada passagem.

Assim como no Apple Pay, cartões compatíveis podem utilizar credenciais virtuais no lugar do número original durante a transação.

E se roubarem o celular?

Tanto Apple quanto Google oferecem mecanismos para bloquear remotamente aparelhos perdidos ou roubados.

No iPhone, ativar o Modo Perdido pelo Buscar bloqueia o dispositivo e suspende cartões e tíquetes utilizados com Apple Pay. Também é possível remover os cartões vinculados ou apagar remotamente o conteúdo do aparelho.

No Android, o Localizador permite marcar o dispositivo como perdido, bloqueá-lo ou apagar os dados remotamente. A redefinição apaga permanentemente as informações armazenadas no aparelho.

Esses mecanismos não substituem os cuidados do usuário. Um código de desbloqueio fraco, uma conta comprometida ou um golpe de phishing ainda podem abrir outras portas para criminosos.

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WhatsApp testa suporte a até três contas no mesmo iPhone

O WhatsApp começou a desenvolver suporte para até três contas diferentes no mesmo iPhone. A novidade amplia o recurso de múltiplas contas, que atualmente permite manter dois números no aplicativo, e pode facilitar a vida de quem separa conversas pessoais, profissionais e de outros usos.

A mudança foi identificada pelo WABetaInfo na versão beta 26.37.10.15 do WhatsApp para iOS. O recurso ainda está em desenvolvimento e não está disponível nem mesmo para testadores beta neste momento.

Como deve funcionar

O funcionamento deve ser praticamente o mesmo já usado para duas contas no iPhone. Cada perfil continuará funcionando de forma independente, com seu próprio histórico de conversas, notificações, configurações de privacidade, backup e arquivos de mídia. O bloqueio do aplicativo também poderá ser configurado separadamente para cada conta.

Na prática, o usuário poderá abrir as configurações do WhatsApp e acessar a lista de contas cadastradas. Mesmo depois de adicionar dois números, aparecerá a opção “Adicionar conta” para incluir um terceiro.

Também será possível trocar entre os perfis diretamente pelo seletor de contas. A interface mostra o nome, a foto e o número de telefone de cada perfil, enquanto um marcador indica qual conta está ativa naquele momento.

O WhatsApp também pretende identificar nas notificações a qual conta cada mensagem pertence, algo importante para quem mantém vários números no mesmo celular.

WhatsApp já permite duas contas no iPhone

O suporte a múltiplas contas começou a ser distribuído para usuários do iPhone em 2026. Atualmente, é possível manter dois números diferentes dentro do mesmo aplicativo, sem precisar sair de uma conta para entrar em outra.

Antes disso, quem precisava manter dois perfis costumava recorrer ao WhatsApp Business ou a um segundo celular. A expansão para três contas reduz ainda mais essa necessidade.

O WABetaInfo ressalta que o limite de três pode não ser definitivo. A estrutura encontrada no aplicativo indica que o WhatsApp poderia ampliar novamente essa quantidade no futuro, embora não exista confirmação sobre isso.

iphones linha 17

E o recurso do iOS 27 para usar o mesmo número em dois iPhones?

A novidade também chega em um momento em que a Apple amplia as opções para quem usa mais de um celular.

O iPhone Handoff, anunciado no iOS 27, permite associar o mesmo número de telefone a dois iPhones compatíveis e alternar a linha entre eles, desde que a operadora ofereça suporte. A função estreia inicialmente com T-Mobile, nos Estados Unidos, e Telekom, na Alemanha.

Os dois recursos resolvem situações diferentes. No WhatsApp, a novidade em desenvolvimento permite colocar até três números e contas distintas dentro de um único iPhone. Já o iPhone Handoff trata da linha telefônica e permite utilizar um mesmo número em dois iPhones.

O WhatsApp também já possui seu próprio sistema de dispositivos vinculados, que permite acessar a mesma conta em aparelhos adicionais. Portanto, o funcionamento do mensageiro não depende do iPhone Handoff para manter uma conta disponível em mais de um dispositivo.

Quando chega?

Ainda não existe previsão. O suporte a três contas foi encontrado no WhatsApp beta para iOS, mas continua marcado como em desenvolvimento. Isso significa que a Meta ainda pode modificar o funcionamento antes de iniciar os testes públicos.

O próximo passo esperado é a liberação para um grupo de usuários do TestFlight. Somente depois disso o recurso poderá chegar à versão estável disponível na App Store.

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WhatsApp poderá silenciar conversas por horário com novo plano pago da Meta

A Meta anunciou nesta terça-feira (15) o Meta One, novo serviço de assinaturas que reúne planos pagos para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Para usuários comuns, as opções começam em R$ 7 por mês e liberam recursos como Stories de 48 horas, personalização dos aplicativos e mais conversas fixadas no WhatsApp.

A empresa também criou pacotes com limites maiores para geração de imagens e vídeos por inteligência artificial. Segundo a Meta, os aplicativos e o uso cotidiano do Meta AI continuarão gratuitos, enquanto as assinaturas concentram funcionalidades adicionais.

A companhia afirma que o Meta One estreia com mais de 50 recursos entre Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. A novidade está sendo disponibilizada gradualmente em todo o mundo.

Os preços são localizados para o mercado brasileiro, portanto não correspondem à conversão dos valores cobrados em dólar. O Instagram Plus, por exemplo, custa US$ 3,99 (cerca de R$ 20,50) por mês nos Estados Unidos e R$ 10 no Brasil.

O que muda no Instagram, Facebook e WhatsApp

A assinatura do Instagram Plus (R$ 10/mês) permite manter Stories por 48 horas, criar diferentes listas de audiência, descobrir quantas vezes um Story foi revisto e pesquisar se uma pessoa específica visualizou a publicação.

Também há ícones e fontes personalizados, até seis posts fixados no perfil e a possibilidade de publicar diretamente no perfil sem levar o conteúdo ao feed dos seguidores.

A Meta também adicionou recentemente ao plano fontes personalizadas para mensagens diretas e Stories, notificações quando pessoas específicas visualizam um Story e prévias de DMs.

O Facebook Plus (R$ 10/mês) inclui Stories de 48 horas, reações animadas, ícones personalizados e informações sobre quem reviu um Story. A empresa afirma que o serviço também está recebendo mais opções de personalização do Messenger e dados sobre Reels.

Já o WhatsApp Plus, o mais barato, por R$ 7 mensais, oferece temas e ícones exclusivos, toques diferentes para contatos, figurinhas com efeitos em tela cheia e permite fixar até 20 conversas. O usuário também pode configurar alertas, toques e temas diferentes para suas listas de chats.

Mais adiante, a Meta pretende testar no WhatsApp Plus armazenamento para backups de conversas e mídias e os chamados Horários de Foco, que poderão silenciar ou ocultar conversas automaticamente de acordo com uma programação definida pelo usuário.

Há ainda dois pacotes individuais. O Core, de R$ 32 por mês, reúne Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus e aumenta os limites de ferramentas de IA, incluindo geração de imagens e vídeos e o Restyle do Instagram. O Premium custa R$ 97 e oferece limites ainda maiores de uso do Meta AI.

Meta One

Quanto custa cada plano do Meta One?

Confira abaixo quanto custa cada um dos planos do Meta One:

Plano

Público

Preço no Brasil

WhatsApp Plus

Usuários

R$ 7/mês

Instagram Plus

Usuários

R$ 10/mês

Facebook Plus

Usuários

R$ 10/mês

Core

Usuários/IA

R$ 32/mês

Premium

Usuários/IA

R$ 97/mês

Essencial

Criadores e empresas

a partir de R$ 59/mês

Avançado

Criadores e empresas

a partir de R$ 199/mês

Expert

Criadores e empresas

a partir de R$ 599/mês

Máximo

Criadores e empresas

a partir de R$ 1.999/mês

A Meta ressalta que preços, recursos e disponibilidade podem variar conforme região, aplicativo e conta.

Criadores poderão colocar links diretamente em posts e Reels

Para criadores, uma das principais mudanças aparece a partir do plano Avançado. No Instagram, assinantes poderão colocar links clicáveis diretamente em posts e Reels, além de agendar Stories com até um mês de antecedência e posts e Reels com até um ano.

O pacote também inclui comparação de desempenho com outros perfis públicos, histórico ampliado de métricas, acesso compartilhado à conta sem entregar a senha e suporte humano. Os planos Expert e Máximo aumentam os limites desses recursos.

No Facebook, há ainda ferramentas para sugerir horários de publicação, enviar automaticamente convites para seguir o perfil e dar maior destaque à conta nos resultados de busca.

Meta One prints - instagram

Meta One também terá planos para empresas

As assinaturas empresariais usam as mesmas quatro faixas de preço, mas incluem ferramentas específicas para negócios. O Essencial traz selo de verificação, proteção contra perfis falsos, recursos do WhatsApp Business e maior acesso ao Meta Business Agent, IA que pode responder clientes.

Nos níveis superiores, entram mais dispositivos conectados ao WhatsApp Business, créditos para disparos empresariais, links em posts e Reels, mais contas protegidas e suporte humano. O plano Máximo, de R$ 1.999 mensais, oferece os maiores limites e prevê até uma conversa semestral com um consultor da Meta para orientação sobre conteúdo no Instagram e Facebook.

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Quishing: golpes com QR Code aumentam 460% no Brasil

Golpes de phishing que usam QR Codes cresceram 460% no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados da ESET. O levantamento, baseado na telemetria da empresa durante o primeiro semestre, mostra que os chamados ataques de quishing já representaram 7,2% das detecções de phishing no período.

O termo quishing é usado para descrever golpes de phishing que utilizam códigos QR para levar a vítima a páginas falsas, formulários de captura de dados ou arquivos maliciosos. A técnica aproveita a familiaridade do público com os códigos usados em pagamentos, cardápios, entregas, eventos e autenticações.

A principal diferença em relação a um link convencional está na forma como o endereço chega ao usuário. Ao apontar a câmera do celular para um QR Code, a pessoa pode acessar o destino sem observar previamente a URL, o que dificulta identificar domínios falsos ou redirecionamentos suspeitos.

Como funciona o quishing

O golpe pode começar com uma imagem enviada por e-mail, aplicativo de mensagens ou rede social. O QR Code pode aparecer sozinho ou dentro de um documento aparentemente legítimo, como um PDF de cobrança, nota fiscal, contrato ou comprovante.

Depois da leitura, o código direciona o usuário para uma página controlada pelos criminosos. O site pode imitar serviços conhecidos e solicitar senha, dados bancários ou códigos de autenticação. Em outros casos, a vítima é induzida a baixar um arquivo malicioso.

Segundo Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET Brasil, o QR Code reduz uma etapa importante da avaliação feita pela vítima porque o endereço não fica visível antes da leitura. "A pessoa enxerga uma imagem familiar, escaneia e muitas vezes segue as instruções sem verificar para onde foi direcionada", afirmou.

Por isso, a recomendação é tratar o código como qualquer outro link e checar para onde ele direciona antes de continuar.

O crescimento dos ataques com QR Code ocorre em um cenário no qual o phishing continua sendo uma das principais ameaças identificadas pela ESET. A categoria correspondeu a 35,9% de todas as detecções analisadas pela empresa no Brasil durante o primeiro semestre.

qr code phishing golpe

PDFs foram a principal isca para phishing

Apesar do avanço do quishing, os arquivos PDF concentraram a maior parcela das detecções de phishing no período. A categoria PDF/Phishing respondeu por 52% dos casos identificados pela ESET.

Os criminosos podem usar documentos que simulam uma segunda via de boleto, uma nota fiscal, um comprovante de pagamento ou um contrato. Em ambientes profissionais, também aparecem situações como orçamentos, currículos, pedidos de clientes e documentos supostamente compartilhados por colegas.

Um PDF desse tipo pode conter um botão, link ou QR Code. Ao acessar o conteúdo, a vítima pode ser direcionada para uma página falsa que tenta coletar credenciais e informações financeiras ou pode ser estimulada a baixar um programa malicioso.

Entre as marcas e plataformas utilizadas como isca nas campanhas identificadas pela telemetria da ESET, a DocuSign apareceu com 1,3% do volume de phishing, seguida por Telegram, com 0,5%, e WeTransfer, com 0,3%. A presença dessas marcas não significa que os sistemas das empresas tenham sido invadidos. Os golpistas podem apenas reproduzir elementos visuais e a linguagem das comunicações para criar uma aparência de legitimidade.

Como se proteger de golpes com QR Code

A primeira medida é verificar o endereço exibido depois da leitura do código antes de fornecer qualquer informação. Vale observar o domínio, erros de grafia e redirecionamentos para endereços que não tenham relação com o serviço esperado.

QR Codes recebidos sem contexto também exigem cautela. Uma mensagem que pede o pagamento imediato de uma cobrança, a confirmação de uma conta ou uma ação para evitar um suposto bloqueio pode usar a urgência para reduzir o tempo de avaliação da vítima.

Se a página solicitar senha, dados bancários ou código de autenticação, o ideal é interromper o processo e acessar o serviço diretamente pelo aplicativo ou site oficial. A mesma regra vale para documentos recebidos de remetentes desconhecidos ou que não eram esperados.

A ESET também recomenda manter os dispositivos atualizados e utilizar uma solução de proteção capaz de bloquear páginas e arquivos maliciosos. Esses cuidados reduzem o risco caso o usuário acesse um conteúdo fraudulento.

Veja no Canaltech o que é phishing e como se proteger.

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Galaxy S24 ganha recursos de IA do S26 e Z Fold 8 em novo beta da One UI 9

O Galaxy S24 começou a receber a segunda versão beta da One UI 9, e a atualização adiciona ao celular recursos de inteligência artificial que estrearam nos aparelhos mais recentes da Samsung. Entre as novidades estão o Call Brief, o My FanCam, cartões personalizados do Now Brief e o Now Nudge.

A atualização, baseada no Android 17, está sendo distribuída para Galaxy S24, S24+ e S24 Ultra inscritos no programa de testes. O pacote também corrige problemas encontrados na primeira versão beta e melhora a estabilidade do sistema.

Galaxy S24 ganha quatro recursos de IA

O Call Brief apresenta informações relacionadas a uma ligação diretamente na tela durante a chamada. A função pode mostrar dados contextuais associados ao contato e à conversa, usando informações disponíveis no celular.

Já o My FanCam usa inteligência artificial para acompanhar uma pessoa específica em um vídeo. O recurso identifica o indivíduo selecionado e faz o enquadramento automático para mantê-lo em destaque, inclusive com opções voltadas a diferentes formatos de vídeo. A função foi apresentada anteriormente para os aparelhos mais recentes da Samsung.

Outra novidade são os cartões personalizados do Now Brief. Eles permitem reunir informações de serviços como Samsung Health, previsão do tempo e YouTube em cartões programados para aparecer em determinados horários.

O Now Nudge analisa o contexto do que está sendo exibido na tela para oferecer sugestões relacionadas ao conteúdo. A proposta inclui indicar aplicativos, eventos do calendário e atalhos que possam ser úteis naquele momento.

As quatro funções já haviam chegado aos testes da One UI 9 em aparelhos mais novos, incluindo a linha Galaxy S26 e os dobráveis Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8. A Samsung agora amplia parte desse conjunto para a geração Galaxy S24.

Galaxy S24 home

Beta 2 também corrige problemas

A nova versão tem firmware com final ZZI4 e ocupa mais de 600 MB, embora o tamanho possa variar de acordo com o modelo e o mercado. Além dos novos recursos, o pacote traz correções para problemas identificados durante os primeiros testes.

Entre eles estão falhas nas traduções do Bixby Vision, problemas de otimização de cores na câmera e um erro que podia provocar o fechamento inesperado do aplicativo Contatos.

A One UI 9 é baseada no Android 17 e representa a próxima grande atualização do software dos celulares Galaxy. A Samsung já iniciou os testes em diferentes gerações de aparelhos antes da distribuição da versão estável.

Como participar do Beta da One UI 9

O programa de testes da One UI 9 é feito pelo aplicativo Samsung Members. Para participar, é necessário entrar no aplicativo com uma conta Samsung e procurar o banner ou cartão do programa Beta, quando ele estiver disponível para o aparelho e a região.

Depois da inscrição, a atualização pode ser encontrada em "Configurações" > "Atualização de software" > "Baixar e instalar". A Samsung recomenda fazer um backup dos dados antes de instalar versões beta, já que esse tipo de software pode apresentar falhas ou incompatibilidades.

No caso do Galaxy S24, a disponibilidade do programa continua restrita a determinados mercados. O primeiro beta foi confirmado para Estados Unidos, Índia e Coreia do Sul, e o programa oficial da Samsung informa que a participação varia conforme país, aparelho e versão do sistema. O Brasil não aparece entre os mercados confirmados para o beta do Galaxy S24 neste momento.

Confira no Canaltech a lista de celulares que receberão o Android 17.

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Uber lança nova categoria para viagens entre cidades turísticas; conheça

A Uber lançou a modalidade Entre Cidades, que permite solicitar viagens diretas entre o Rio de Janeiro e três destinos turísticos do estado: Angra dos Reis, Cabo Frio e Petrópolis. A opção funciona nos trajetos de ida e volta, com o preço mostrado no aplicativo já incluindo pedágios e taxas do percurso.

A nova categoria foi criada para viagens intermunicipais feitas pelo aplicativo e pode ser solicitada imediatamente ou agendada com antecedência pelo Uber Reserve. O serviço está disponível para deslocamentos entre a capital fluminense e os três municípios desde esta quinta-feira (10).

Como funciona o Uber Entre Cidades

Para usar a modalidade, o passageiro precisa informar no aplicativo o ponto de partida e o destino final em uma das cidades atendidas. O percurso também pode ser feito no sentido inverso, permitindo utilizar o serviço para o retorno ao Rio de Janeiro.

Atualmente, as rotas disponíveis são:

  • Rio de Janeiro / Angra dos Reis;

  • Rio de Janeiro / Cabo Frio;

  • Rio de Janeiro / Petrópolis.

A principal diferença em relação a uma viagem urbana comum está na abrangência do trajeto. A corrida é feita diretamente entre os municípios, sem necessidade de trocar de veículo durante o deslocamento.

Outro ponto destacado pela Uber é a previsibilidade do preço. Antes de confirmar a viagem, o usuário consegue consultar o valor total do percurso, já com os custos de pedágio e taxas incluídos.

uber entre cidades

Viagem pode ser agendada com até 90 dias

O Entre Cidades também pode ser usado pelo Uber Reserve, recurso de agendamento da plataforma. Nesse caso, é possível marcar o deslocamento com até 90 dias de antecedência.

As informações sobre o motorista parceiro responsável pela viagem são enviadas ao passageiro até uma hora antes do horário previsto para a partida, segundo a Uber.

O acompanhamento da viagem também permanece disponível durante o trajeto. A plataforma informa que o Entre Cidades conta com rastreamento ativo, assim como outras viagens realizadas pelo aplicativo.

A modalidade pode ser utilizada para diferentes situações, como deslocamentos durante feriados e fins de semana, passeios turísticos e viagens corporativas. Por enquanto, a oferta está restrita às três rotas entre o Rio de Janeiro e os destinos anunciados pela empresa.

Uber One também vale para as viagens

Usuários do Uber One também podem utilizar os benefícios do programa nas corridas do Entre Cidades. De acordo com a Uber, assinantes acumulam cashback em créditos Uber One nas viagens realizadas pela nova modalidade.

A empresa não informou, no release de lançamento, uma data para expansão do serviço para outras cidades ou rotas.

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Fotos marcadas agora podem ser colocadas no feed do Instagram; veja como fazer

O Instagram passou a permitir nesta quinta-feira (10) que usuários adicionem ao próprio feed fotos e publicações nas quais foram marcados por outras pessoas. O conteúdo continua aparecendo na aba de marcações, mas agora também pode ser colocado na grade principal do perfil.

A novidade pode ser útil para destacar fotos de viagens, registros com amigos ou publicações de colaborações sem precisar publicar o conteúdo novamente na própria conta.

Como funciona o novo recurso do Instagram?

A publicação adicionada à grade continua pertencendo à conta que originalmente fez o post. O usuário marcado apenas passa a exibi-la também em seu próprio perfil.

O Instagram informa que a visibilidade depende das configurações de privacidade tanto da conta que adicionou a publicação quanto daquela que fez a marcação.

As publicações adicionadas à grade aparecem inicialmente em ordem cronológica inversa. O Instagram também permite reorganizar os posts do perfil, então é possível mudar a posição delas posteriormente para ajustar a disposição da grade.

Também é possível retirar uma publicação da grade sem apagá-la. Nesse caso, o post continua disponível na aba de marcações.

 

Meta Instagram

Como colocar uma foto marcada no feed do Instagram?

O recurso pode ser acessado por diferentes caminhos. É possível fazer isso pela notificação recebida quando alguém marca o usuário, pelo menu da própria publicação ou pela aba de marcações.

Pela publicação marcada

  1. Abra o Instagram e entre no seu perfil;

  2. Acesse a aba de marcações;

  3. Abra a publicação que você quer adicionar à grade;

  4. Toque nos três pontos, no canto superior da publicação;

  5. Selecione “Adicionar à grade”.

Também é possível manter o dedo pressionado sobre uma publicação dentro da aba de marcações para acessar a opção.

Pela notificação de marcação

Quando alguém marcar você em uma publicação, o Instagram também pode oferecer a opção “Adicionar à grade” diretamente na notificação recebida por mensagem direta. Basta selecionar o comando para incluir o post no perfil.

Se a opção não aparecer, o recurso pode ainda não ter sido liberado para a conta. A novidade está sendo disponibilizada pelo Instagram, e os relatos sobre o lançamento indicam que a distribuição ocorre de forma gradual.

Confira mais de Instagram no Canaltech: Por que o Instagram não tem feed cronológico?

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Às vésperas das eleições, Meta terceiriza combate às fake news; entenda os perigos

A Meta começou a testar as Notas da Comunidade em 16 países da América Latina, substituindo gradualmente o modelo de checagem profissional por um sistema no qual os próprios usuários ajudam a contextualizar publicações potencialmente enganosas. A mudança ocorre pouco antes das eleições de 2026 e levanta preocupações sobre a capacidade do mecanismo de conter campanhas coordenadas de desinformação.

O Brasil ficou fora da primeira fase, que contempla apenas países de língua espanhola. A Meta afirma, porém, que pretende transformar as Notas da Comunidade no padrão de suas plataformas após concluir os testes e avaliar o funcionamento do sistema em cada país.

Como funcionam as Notas da Comunidade?

As notas permitem que colaboradores cadastrados escrevam informações adicionais sobre publicações públicas do Facebook, Instagram e Threads. Outros participantes avaliam o conteúdo, e uma nota só é publicada quando existe concordância entre pessoas que normalmente apresentam opiniões diferentes.

A proposta tenta evitar que uma simples votação da maioria determine o que será considerado correto. O sistema da Meta procura identificar consenso entre grupos com perspectivas distintas antes de exibir uma nota. A empresa também afirma utilizar mecanismos automáticos para detectar tentativas de manipulação, assédio, exposição de dados pessoais e coordenação artificial entre contas.

Durante a fase inicial, as notas ainda não aparecem para os usuários. A Meta diz que continuará utilizando a checagem independente nos 16 países enquanto reúne colaboradores e testa o produto. Nos Estados Unidos, onde o recurso foi lançado em 2025, a empresa afirma ter mais de 1,4 milhão de colaboradores e mais de 50 mil notas publicadas.

logo meta 2

Qual é o problema do sistema?

A principal questão é que o sistema depende da existência de uma comunidade suficientemente diversa, ativa e independente para funcionar. Em ambientes polarizados, grupos organizados podem tentar influenciar as avaliações e criar uma aparência de consenso sobre uma informação falsa.

O próprio Comitê de Supervisão da Meta alertou para esse risco em março. Segundo o órgão, redes coordenadas de desinformação podem explorar as Notas da Comunidade e fazer com que o sistema privilegie determinados grupos políticos, étnicos ou linguísticos.

O problema ganha peso durante eleições porque uma informação enganosa pode circular rapidamente antes que uma correção seja publicada. O Comitê recomendou que a Meta tenha cautela especial em períodos eleitorais e evite implementar o recurso quando as proteções disponíveis forem insuficientes para reduzir riscos à integridade do processo.

Outro ponto é a velocidade. Uma nota precisa ser escrita, avaliada e atingir o nível necessário de consenso para aparecer. Se colaboradores não concordarem sobre o contexto de uma publicação, o conteúdo pode permanecer sem qualquer esclarecimento.

O que muda para o Brasil?

Por enquanto, nada diretamente. O Brasil não está entre os 16 países selecionados para o primeiro teste e a Meta não anunciou uma data para implementar as Notas da Comunidade no país.

A possibilidade de expansão, porém, merece atenção porque o Brasil terá eleições em outubro. O Comitê de Supervisão recomendou que a Meta considere justamente o calendário eleitoral, as condições do ambiente informacional e os riscos de manipulação antes de levar o sistema a novos países.

A mudança também representa uma alteração na responsabilidade pela identificação de informações enganosas. Em vez de depender exclusivamente de organizações especializadas em checagem, a proposta coloca usuários no centro da produção e avaliação desse contexto.

A Meta argumenta que o modelo permite alcançar mais publicações e aumentar a velocidade das correções. Críticos e o próprio Comitê de Supervisão apontam que escala não resolve, por si só, problemas de manipulação e consenso artificial.

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