A Uber anunciou, nesta quinta-feira (22), que vai disponibilizar o ChatGPT Work para mais de 30 mil funcionários em todo o mundo. A decisão amplia a parceria com a OpenAI e acontece após a empresa testar a ferramenta com mil profissionais de diferentes departamentos.
Com a mudança, funcionários das áreas de finanças, operações, marketing e desenvolvimento de produtos terão acesso ao agente de inteligência artificial (IA), capaz de executar tarefas e automatizar processos.
Segundo o TechCrunch, a Uber pretende incorporar a tecnologia à rotina de toda a companhia, embora ainda não tenha definido exatamente como cada equipe deverá utilizá-la. Também não foi informado se o uso será obrigatório.
Como a Uber vai usar o ChatGPT Work?
Lançado em julho, o ChatGPT Work é uma ferramenta que permite delegar atividades mais complexas à inteligência artificial, incluindo tarefas que envolvem diferentes aplicativos e documentos.
Na Uber, o sistema poderá acessar serviços como Google Drive, Gmail, Google Agenda e Slack, utilizando essas informações para produzir relatórios, analisar dados e preparar apresentações.
Durante a fase de testes, cerca de 80% dos mil participantes não trabalhavam com engenharia de software.
Ao TechCrunch, o vice-presidente de engenharia da Uber, Sumanth Sukumar, explicou que os funcionários utilizaram a IA para identificar tendências em dados operacionais, adaptar materiais de treinamento para diferentes idiomas e desenvolver painéis personalizados.
A empresa também realizou um experimento com 30 engenheiros de IA, que trabalharam durante duas semanas com diferentes equipes para automatizar atividades.
A implementação será acompanhada de treinamentos internos. Segundo a OpenAI, o GPT-6.1 Sol será o modelo padrão da ferramenta, enquanto os desenvolvedores continuarão utilizando o Codex para programação.
Ainda não há informações sobre quanto a Uber pagará pelo contrato. A companhia pretende monitorar os resultados da implementação antes de definir os próximos passos.
Uber já havia esgotado orçamento de IA em abril
A decisão chama atenção porque a Uber já havia demonstrado preocupação com o aumento dos gastos internos com inteligência artificial.
Na ocasião, o diretor de operações e presidente da Uber, Andrew Macdonald, questionou a relação entre o dinheiro investido e os resultados obtidos.
O executivo explicou que o aumento no consumo de tokens, unidades utilizadas para medir o processamento das ferramentas de IA, não havia se traduzido em um crescimento proporcional na quantidade de recursos entregues aos usuários.
Somente em 2025, a Uber desembolsou US$ 3,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, montante que inclui diferentes projetos tecnológicos e não se limita à inteligência artificial.
A empresa também acelerou a utilização de IA na programação. Em agosto, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que a adoção de ferramentas desse tipo estava próxima de 100% entre os engenheiros, com aumento na quantidade de código produzido por profissional.
Aposta em IA também envolve bilhões em carros autônomos
Fora dos escritórios, a Uber também comprometeu bilhões de dólares com tecnologias de direção autônoma, que dependem de sistemas avançados de inteligência artificial.
Em março, anunciou um acordo para investir até US$ 1,25 bilhão na Rivian até 2031, condicionado ao cumprimento de metas de desenvolvimento. O objetivo é colocar veículos autônomos na plataforma a partir de 2028.
Outro investimento envolve a Lucid, fabricante de carros elétricos. A Uber ampliou seu compromisso financeiro com a companhia para US$ 500 milhões em abril, dentro de uma parceria para desenvolver robotáxis.
Em agosto, a empresa informou que espera comprometer mais de US$ 10 bilhões ao longo dos próximos anos com veículos autônomos, incluindo participações em empresas, infraestrutura e compromissos de aquisição de veículos.
Esses valores pertencem à estratégia de mobilidade autônoma e são separados do contrato com a OpenAI, cujo custo permanece desconhecido.
Com a expansão do ChatGPT Work, a Uber agora pretende avaliar se o uso de agentes de IA por toda a força de trabalho consegue produzir resultados suficientes para justificar a adoção em escala global.
Passei cerca de duas semanas usando o Redmi Headphones Neo e percebi uma diferença significativa na experiência musical dependendo de uma configuração: o cancelamento ativo de ruído (ANC). Com a função desligada, o som deixa a desejar, enquanto o ANC ligado melhora consideravelmente a percepção dos detalhes das músicas.
O headphone da Xiaomi também oferece boa bateria, conexão Bluetooth estável e uma construção que agrada. O conforto é satisfatório para longas sessões de uso e o cancelamento de ruído cumpre sua função, embora longe de impressionar.
O Neo é um fone de entrada que entrega o básico sem grandes problemas, mas existem alternativas que entregam mais qualidade sonora, bateria ou cancelamento de ruído.
Prós e contras
Prós
Contras
Boa construção e design discreto
Áudio perde qualidade perceptível sem ANC
ANC satisfatório para a categoria
Cancelamento de ruído inferior ao de concorrentes
Bateria com boa duração
Equalização faz pouca diferença
Conexão multiponto rápida e estável
Não acompanha cabo USB-C
Controles físicos bem posicionados
Bateria dura menos por conta do ANC ligado quase que 100% do tempo
Notas do produto
Categoria
Nota
Bateria
4/5
Conectividade
4,5/5
Conforto
3,5/5
Construção
4/5
Áudio
3/5
Cancelamento de ruído
3,5/5
Recursos
3,5/5
Geral
3,7/5
Para quem é o Redmi Headphones Neo?
O Redmi Headphones Neo é indicado principalmente para quem encontrou o modelo com um bom desconto e precisa de um fone simples para ouvir músicas, trabalhar ou assistir a vídeos.
Ele oferece os recursos básicos esperados de um headphone Bluetooth, além de ANC e conexão com dois dispositivos simultaneamente.
Durante meus testes, consegui utilizá-lo por várias horas sem grandes problemas de conforto ou conectividade. A bateria também não foi uma preocupação constante, mesmo utilizando o cancelamento de ruído na maior parte do tempo.
Por outro lado, quem espera algo a mais na qualidade musical, na autonomia ou no cancelamento de ruído deve considerar outras opções.
O JBL Tune 730BT, por exemplo, apresentou uma reprodução musical mais clara e se destacou pela bateria durante meus testes. Já o QCY H3 oferece um cancelamento de ruído mais eficiente e também levou vantagem na experiência sonora.
Quanto vale a pena pagar no Redmi Headphones Neo?
O Redmi Headphones Neo chegou oficialmente ao Brasil por R$ 799,99, mas já pode ser encontrado por valores consideravelmente menores. Na consulta realizada para este review, havia anúncios na faixa de R$ 310 a R$ 370, enquanto a loja oficial da Xiaomi ainda apresentava preços próximos dos R$ 800.
Para mim, o preço ideal seria entre R$ 200 e R$ 240, especialmente em uma boa promoção. Acima disso, começaria a considerar outras opções.
O QCY H3, por exemplo, era oferecido por aproximadamente R$ 300 na loja oficial da fabricante durante a consulta. Já o JBL Tune 730BT aparecia por R$ 309 no site da JBL, com desconto adicional no Pix.
Considerando essas alternativas, fica difícil justificar a compra do Neo por valores muito superiores aos R$ 200. O headphone funciona bem para necessidades básicas, mas não entrega uma experiência que justifique pagar mais do que o necessário.
Depende do modo utilizado. O Redmi Headphones Neo oferece uma experiência musical satisfatória com o ANC ligado, mas perde bastante quando o cancelamento é desativado.
Durante os testes, percebi que, sem o ANC, alguns elementos menos evidentes das músicas ficam mais difíceis de identificar. Os graves também perdem impacto, algo que incomoda especialmente em faixas de rap e hip-hop, nas quais as frequências mais baixas têm bastante importância.
Com o cancelamento ativado, a experiência melhora consideravelmente. Os diferentes elementos das músicas ficam mais perceptíveis e os graves ganham destaque.
A diferença foi suficiente para eu atribuir nota 5/10 à reprodução com ANC desligado e 7/10 com a função ligada. E claro, já levando em consideração que com o ANC ativado a experiência ficaria melhor pelo som mais limpo em qualquer fone. Neste caso, sinto que o ANC se torna necessário e não um “a mais” para melhorar o som.
O Neo utiliza drivers dinâmicos de 40 mm com revestimento de titânio, segundo a Xiaomi. O modelo também possui certificação Hi-Res Audio, mas esse recurso está disponível apenas na reprodução com fio por USB-C, que não foi o foco dos meus testes.
Mesmo com o ANC, a qualidade sonora não chega a surpreender. Em comparação, o JBL Tune 730BT, que sequer possui cancelamento ativo de ruído, conseguiu entregar mais clareza na reprodução musical.
O cancelamento de ruído do Redmi Headphones Neo é bom?
Sim, mas existem opções melhores na mesma faixa de preço.
A Xiaomi promete cancelamento de até 42 decibéis (dB), com três níveis de intensidade e um modo adaptativo, que ajusta automaticamente o ANC conforme os ruídos do ambiente.
Nos testes, o cancelamento funcionou bem para reduzir sons externos, mas minha preferência foi manter a intensidade sempre no máximo. Nos níveis mais baixos, o isolamento perde parte da eficiência, especialmente considerando a diferença que o ANC também faz na experiência musical.
O QCY H3, que já testei anteriormente, conseguiu apresentar um desempenho superior nesse quesito.
O Neo também possui um modo Transparência, que permite ouvir sons externos sem retirar o fone. O recurso funcionou bem e considero uma alternativa mais interessante para situações em que preciso prestar atenção ao ambiente ou conversar com alguém.
Por isso, acabei encontrando pouca utilidade nos níveis intermediários de ANC. No uso cotidiano, preferi manter o cancelamento máximo e recorrer à Transparência quando necessário.
Quanto dura a bateria do Redmi Headphones Neo?
A Xiaomi promete até 72 horas de reprodução musical com uma carga completa, mas esse número considera o ANC desligado, volume em 50% e conexão utilizando o codec AAC.
Durante as duas semanas de testes, a bateria apresentou uma duração satisfatória. Entretanto, como utilizei o cancelamento de ruído na maior parte do tempo, o consumo foi maior do que nas condições anunciadas pela fabricante.
O carregamento também agradou. Em um teste, conectei o headphone à tomada às 9h15, quando estava com 15% de bateria. Às 10h56, o nível já havia chegado a 100%, totalizando 1 hora e 41 minutos para recuperar 85 pontos percentuais.
A fabricante também promete até cinco horas de reprodução com apenas dez minutos de carregamento, em condições específicas de teste e com ANC desligado.
O Redmi Headphones Neo é confortável?
Sim. O Redmi Headphones Neo não se destaca pelo conforto, mas também não apresentou problemas relevantes durante os testes.
Utilizei o headphone por longas sessões, inclusive no escritório, sem sentir dores nas orelhas. Depois de algumas horas, é possível perceber algum desconforto, mas nada que obrigue a interromper o uso.
As almofadas são revestidas em couro sintético, conhecido como courino, e podem esquentar um pouco quando você está em movimento. No escritório, esse aquecimento não chegou a incomodar.
A construção também agradou. Testei a versão preta, que tem um design discreto e tradicional, com estrutura leve e aparência resistente. Segundo a Xiaomi, o produto pesa aproximadamente 263 gramas.
O fone pode ser ajustado e articulado para facilitar o transporte, embora não fique especialmente compacto. Os botões físicos são bem posicionados e fáceis de identificar durante o uso.
Um ponto negativo está nos acessórios. A caixa inclui apenas o headphone e o manual, sem cabo USB-C para carregamento ou qualquer bolsa de proteção.
Como funciona a conexão do Redmi Headphones Neo?
A conectividade foi um dos pontos que mais gostei no Redmi Headphones Neo.
O modelo utiliza Bluetooth 5.4 e permite conectar dois dispositivos simultaneamente. Durante os testes, consegui manter o computador e o celular pareados sem problemas, com alternância rápida e conexão estável.
O alcance também agradou, permitindo utilizar o fone a uma boa distância do dispositivo conectado.
Para configurações adicionais, a Xiaomi oferece o aplicativo Xiaomi Earbuds, que permite ajustar o cancelamento de ruído e modificar a equalização do som.
A interface é simples de utilizar, mas os ajustes de equalização não fizeram uma diferença significativa na minha experiência. Mesmo experimentando diferentes configurações, não senti necessidade de abandonar o perfil padrão durante o uso cotidiano.
As duas falhas críticas de segurança do PHP, que colocaram milhões de sites em alerta nesta semana, já eram alvo de tentativas de exploração por hackers desde 17 de outubro, quatro dias antes da divulgação das correções. A descoberta foi feita pela Amazon Web Services (AWS), que identificou atividades suspeitas em seus sistemas de monitoramento.
Segundo informações divulgadas pela Wired nesta quinta-feira (22), os ataques começaram antes mesmo do vazamento de informações sobre as vulnerabilidades, ocorrido na terça-feira (20).
A descoberta representa um novo desdobramento do alerta global de segurança provocado pelas falhas no PHP. As duas brechas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam classificação de gravidade de 9,2 em uma escala de 0 a 10.
Apesar das tentativas registradas, ainda não há confirmação de invasões bem-sucedidas. À Wired, a PHP Foundation, organização que apoia o desenvolvimento da linguagem, afirmou não ter conhecimento de casos em que invasores conseguiram executar códigos maliciosos remotamente utilizando as vulnerabilidades.
Como os hackers exploraram as falhas antes da correção?
A Amazon identificou os primeiros ataques ao analisar registros de sua rede MadPot, formada por servidores-isca, conhecidos como honeypots (potes de mel, em inglês).
Esses sistemas são utilizados para atrair tentativas de invasão e permitir que pesquisadores acompanhem as técnicas empregadas por criminosos.
O primeiro registro, de 17 de outubro, partiu de um endereço IP associado a um serviço comercial de anonimização, como uma rede de proxies ou VPN.
Segundo CJ Moses, diretor de segurança da AWS, a utilização desse tipo de infraestrutura para tentar explorar uma vulnerabilidade ainda mantida em sigilo indica uma possível atividade criminosa.
Entretanto, os pesquisadores não conseguiram determinar como o responsável pelo ataque obteve informações sobre a falha antes da divulgação pública.
A situação se intensificou em 21 de outubro. A Amazon identificou novas tentativas a partir das 2h UTC, equivalentes às 23h de terça-feira (20) no horário de Brasília, aproximadamente 12 horas antes da liberação das correções.
Nas seis horas seguintes, outros ataques partiram de diferentes serviços de anonimização e utilizaram códigos maliciosos distintos.
Para os pesquisadores, as diferenças sugerem a atuação de múltiplos grupos ou indivíduos, embora ainda não seja possível identificar os responsáveis.
Milhões de tentativas de invasão após divulgação das falhas
O número de ataques cresceu rapidamente depois que as vulnerabilidades se tornaram públicas.
Segundo Matthew Prince, CEO da Cloudflare, a empresa registrou milhares de tentativas de exploração nas dez horas anteriores à divulgação oficial.
O volume chegou a dezenas de milhares de tentativas nos primeiros 45 minutos após o anúncio e ultrapassou a marca de centenas de milhares em duas horas.
Ainda na quarta-feira (21), a quantidade acumulada de tentativas identificadas pela Cloudflare já havia chegado à casa dos milhões, conforme informações divulgadas pela Reuters.
A empresa também observou invasores modificando os códigos utilizados nos ataques para tentar contornar seus mecanismos de proteção.
Apesar do volume, é importante diferenciar tentativas de exploração de invasões efetivamente realizadas. Os números não significam que milhões de sites tenham sido comprometidos.
A Cloudflare afirma ter implementado proteções antes da divulgação oficial das vulnerabilidades, inclusive para clientes que utilizam seu serviço gratuito.
Essas medidas, porém, são temporárias e não substituem a atualização do PHP.
O que muda para quem já corrigiu as falhas?
A descoberta de ataques anteriores à divulgação pública exige que administradores de sites verifiquem se seus sistemas foram comprometidos antes da instalação das atualizações.
Segundo a Amazon, a recomendação é analisar registros de atividades suspeitas desde pelo menos 17 de outubro, e não apenas a partir de quarta-feira (21), quando as correções foram liberadas.
Entre os sinais que devem ser investigados estão requisições suspeitas enviadas aos servidores, execução inesperada de processos e alterações desconhecidas em arquivos.
A aplicação das correções impede a exploração das vulnerabilidades conhecidas, mas não desfaz eventuais alterações realizadas por invasores anteriormente.
A AWS também alerta que o avanço da inteligência artificial pode reduzir o intervalo entre a divulgação de uma falha e o desenvolvimento de ferramentas capazes de explorá-la.
Segundo a empresa, ferramentas de IA permitem analisar correções e identificar maneiras de contorná-las em questão de horas ou minutos. Entretanto, não há evidências de que os ataques identificados neste caso tenham utilizado inteligência artificial.
Até o momento, as empresas responsáveis pelo monitoramento não divulgaram um número confirmado de sites efetivamente invadidos por meio das duas vulnerabilidades.