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Apple confirma limites de uso da Apple Intelligence no iOS 27 e demais sistemas

10 September 2026 at 20:18

Durante a WWDC26, em junho, a Apple informou que alguns recursos de inteligência artificial baseados em servidor teriam limites diários — e, às vésperas do lançamento do iOS 27 e demais sistemas, a empresa tratou de confirmar isso.

Um novo artigo de suporte intitulado “Saiba mais sobre os limites de uso do Apple Intelligence” detalha essas limitações, as quais valerão para os próximos sistemas operacionais.

A partir dos lançamentos de software de 2027, os usuários poderão experimentar a próxima geração da Apple Intelligence, com acesso aprimorado a recursos que dependem de modelos baseados em servidor.

Alguns recursos da Apple Intelligence dependem de modelos potentes baseados em servidor e têm limites de uso para garantir uma experiência confiável e de alta qualidade para todos.

Conforme detalhado pela empresa, esses recursos incluem:

  • Siri AI;
  • Ferramentas Inteligentes de edição de fotos, incluindo Limpar, Estender e Reenquadramento Espacial;
  • Image Playground;
  • Modelos AFM 3 Cloud e AFM 3 Cloud Pro em Atalhos;
  • Apps de desenvolvedores que usam os Modelos de Base da Apple no Private Cloud Compute.

Os limites não serão necessariamente iguais para todos os recursos; fatores como a complexidade da solicitação e a demanda do sistema influenciarão a definição de cada um. Caso o limite seja atingido, o recurso ficará indisponível por um período, sendo o acesso restabelecido posteriormente.

De acordo com os termos de uso específicos da Apple Intelligence, usos considerados excessivos, abusivos, automatizados, fraudulentos, ilegais ou desarrazoados também podem sofrer restrições, limitação de velocidade ou suspensão.

A Apple não explicou como a cobrança será feita nem como o acesso expandido variará entre os planos do iCloud+. Em relação aos resumos de vídeo do app Casa (Home), o artigo de suporte indica que o plano de 2TB cobrirá até uma câmera, enquanto o plano de 6TB abrangerá até duas câmeras e o plano de 12TB, até cinco câmeras.

via 9to5Mac

Inteligência de Áudio: Apple detalha como protegerá a privacidade nos novos recursos do Watch

10 September 2026 at 03:59

Hoje, com a revelação dos Apple Watches Series 12 e Ultra 4, a Maçã também anunciou um novo conjunto de recursos chamado Inteligência de Áudio (Audio Intelligence), composto pelas funções Reconhecimento de Som (Sound Recognition), Reconhecimento de Música (Music Recognition), Live Rewind e Siri Recap.

Parte da Apple Intelligence e exclusivas desses novos relógios, essas ferramentas analisam o som ambiente — que, em alguns casos, é captado constantemente — para alertar o usuário sobre sons importantes, ajudá-lo a descobrir o título de músicas, recobrar algo que foi falado nos últimos instantes e revisar anotações sobre as suas principais conversas ao longo do dia, respectivamente.

Por mais bem intencionados que esses recursos possam ser, no entanto, é natural que alguns usuários torçam o nariz para eles — afinal, a ideia de ter um dispositivo monitorando tudo o que você fala (e que falam para você) sem interrupções pode ser um tanto… preocupante, principalmente do ponto de vista da privacidade — um assunto tão abordado pela Apple.

E foi muito provavelmente pensando nessas pessoas que a Apple colocou no ar uma extensa página de suporte que detalha o funcionamento dessas ferramentas, além de explicar quais medidas de segurança foram tomadas para proteger usuários que decidirem ativar essas ferramentas. A empresa também publicou um documento [PDF] que mergulha ainda mais nas minúcias dessas novidades, as quais dependem não só do poder de fogo do novo SiP 1System in a package, ou sistema em um pacote. S11, como também dos seus recursos de segurança embutidos.

Para início de conversa, a Apple deixa claro que todos esses recursos são completamente opcionais; o Reconhecimento de Som, por exemplo, precisa ser configurado nos Ajustes (Settings) do iPhone, de modo que ele só vem ativado por padrão no Apple Watch caso o recurso equivalente do iOS já tenha sido ativado anteriormente pelo usuário no iPhone. Outras ferramentas, como o Reconhecimento de Música, podem ser ativadas diretamente nos Ajustes do Apple Watch (caso já não tenham sido ativadas anteriormente).

Divulgação/Apple

O Live Rewind, por sua vez, entra em cena apenas quando o usuário dá um clique duplo na Digital Crown, mostrando em seguida uma transcrição dos últimos 15 segundos de conversa. Ainda segundo a Apple, o relógio para de gerar essa transcrição assim que o último trecho de conversa é exibido, além de não salvar qualquer texto — a menos que o usuário faça uma pergunta sobre o seu conteúdo para a Siri ou escolha salvá-lo no app da assistente, que é onde estão os ajustes dessa ferramenta.

Divulgação/Apple

Disponível na Central de Controle, o Siri Recap pode ser ativado e desativado manualmente a qualquer momento, mas também permite que o usuário defina uma programação com base na hora e/ou localização. A Siri também pode ser barrada de realizar qualquer registro em momentos/lugares específicos.

Trechos de texto do Live Rewind e anotações do Siri Recap podem ser visualizados, editados e apagados a qualquer momento no app da Siri, bem como exportados para apps como o Notas (Notes) e o Diário (Journal). Além disso, apagá-los faz com que eles sumam de todos os seus dispositivos sincronizados — lembrando que a Apple os protege com criptografia de ponta a ponta antes de enviá-los ao iCloud.

Proteções adicionais

Segundo a Apple, em todos esses casos, nenhuma gravação de áudio é gerada ou armazenada no Apple Watch. Em vez disso, o áudio captado pelos microfones passa pelo Secure Exclave do SiP S11 — compartimento isolado por hardware que processa dados de maneira separada do resto do sistema, impedindo que aplicativos, o watchOS, a Apple ou até mesmo o próprio usuário possam acessá-lo.

Os resumos da Siri Recap são gerados pelos chamados Apple Foundation Models no Private Cloud Compute, que não salva nenhuma das informações. As anotações também são apagadas automaticamente pelo app da Siri depois de sete dias, caso o usuário escolha não salvá-las ou exportá-las.

A Apple também garante que esses recursos não identificam ou atribuem locutores nos áudios captados — protegendo, assim, a identidade de pessoas no entorno do usuário. A única particularidade aqui é a Siri Recap, que pode registrar nomes citados no conteúdo da conversa, mesmo sem identificar quem é o locutor ou interlocutor; ele também reconhece e censura “conteúdo potencialmente prejudicial, como linguagem que promove automutilação ou discurso de ódio, e informações confidenciais, como dados financeiros, identificadores governamentais, dados de autenticação e certos identificadores pessoais”.

Divulgação/Apple

No caso do Live Rewind, um alerta sonoro é reproduzido sempre que o usuário ativa o recurso, não importa se o Apple Watch está com o modo silencioso ligado ou não. Uma animação em tela cheia também é exibida junto com um indicador de uso do microfone; “Isso serve para alertar as pessoas próximas de que o recurso foi ativado”, explica a empresa.

Dependente do Shazam, o Reconhecimento de Música compartilha apenas uma assinatura acústica, e não o áudio bruto, na hora de processar o áudio captado — algo que acontece nos servidores do serviço. A assinatura acústica, ainda segundo a Apple, é gerada em um buffer seguro no Secure Exclave.

Disponibilidade

Todos esses recursos, como dito, requerem um Apple Watch Series 12 ou um Apple Watch Ultra 4 para funcionar.

Indisponíveis para usuários menores de 13 anos, o Live Rewind e a Siri Recap serão liberados como recursos beta ainda neste ano (inicialmente apenas em inglês). O Reconhecimento de Som e o Reconhecimento de Música serão liberados junto com os novos smartwatches.

Notas de rodapé

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    System in a package, ou sistema em um pacote.

Imagem de Referência da Apple: recurso dos iPhones 18 Pro comprova a autenticidade de fotos

9 September 2026 at 22:02

Com o lançamento dos iPhones 18 Pro/18 Pro Max, a Apple oficializou e deu mais detalhes sobre um novo recurso opcional — o qual havia dado as caras na quinta beta do iOS 27 — que ajuda os usuários a comprovar que uma foto não foi alterada após ter sido tirada.

Chamado Imagem de Referência da Apple (Apple Reference Image), o recurso utiliza um novo sensor na câmera principal que assina os dados do sensor em nível de pixel, no momento da captura. Quando uma foto é tirada em um novo modo chamado Referência (Reference), esses dados são enviados para o Private Cloud Compute, que os processa para criar o que a Apple chama de “imagem de referência inalterável” (algo como um “negativo digital”).

Agora, você pode provar a autenticidade de uma foto tirada no iPhone. A assinatura segura dos dados da imagem no nível do pixel acontece no momento da foto, registrando tudo que o sensor da câmera viu.

As imagens de referência aparecem no aplicativo Fotos (Photos) ao lado da foto correspondente, permitindo que os usuários comparem visualmente as duas para verificar se houve alguma edição. A Apple também está disponibilizando APIs 1Application programming interfaces, ou interfaces de programação de aplicações. no iOS 27, iPadOS 27 e macOS Golden Gate 27 para que aplicativos de terceiros possam exibir essas imagens de referência.

Divulgação/Apple

A Apple apresentou o recurso como parte de uma iniciativa mais ampla voltada para a autenticidade de imagens, complementando os metadados de imagem já existentes e o futuro suporte ao padrão SynthID, que ajudará a identificar imagens geradas ou editadas com IA.

Entretanto, o novo recurso não estará disponível — a princípio — na China, devido a exigências regulatórias. Na União Europeia, a captura de imagens com o Apple Reference Image também não estará disponível já no lançamento dos novos iPhones; no entanto, usuários que estão rodando o iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27 ainda poderão processar e visualizar imagens de referência.

Notas de rodapé

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    Application programming interfaces, ou interfaces de programação de aplicações.

iPhone 18 Pro and iPhone 18 Pro Max

9 September 2026 at 20:37

Apple (video, MacRumors, Hacker News, Slashdot):

Apple today announced iPhone 18 Pro and iPhone 18 Pro Max, delivering the most advanced pro camera system in an iPhone, and huge leaps in battery life and performance. The new 48MP Fusion Main camera, now with variable aperture, brings creative control that wasn’t possible before, and new Pro controls let users customize their experience in the Camera app. Both models feature a smaller and even more useful Dynamic Island, as well as A20 Pro and a next-generation vapor chamber that together deliver the highest sustained performance in iPhone history.

[…]

Pro controls is a new customizable experience in the Camera app for iPhone 18 Pro and iPhone 18 Pro Max that makes it easier than ever for users to access their most used settings and introduces new options for manual control.

[…]

When a photo is taken in the new Reference mode, the camera captures signed sensor data that Private Cloud Compute develops into an unalterable reference image.

[…]

The upgraded Dynamic Island can now show three Live Activities at once[…]

[…]

eSIM-only models deliver up to 36 hours of video playback on iPhone 18 Pro and up to 45 hours of video playback on iPhone 18 Pro Max.

[…]

iPhone 18 Pro and iPhone 18 Pro Max will be available in 256GB, 512GB, 1TB, and 2TB storage capacities. Available in burgundy, glacier, silver, and black, iPhone 18 Pro starts at $1,199 or $49.95 per month, and iPhone 18 Pro Max starts at $1,299 or $54.12 per month for 24 months.

What I’m most happy to see is the ability to increase the depth of field. I don’t understand what Apple Reference Image is doing that it needs to be uploaded/offloaded to Private Cloud Compute.

Previously:

Update (2026-09-11): Hartley Charlton:

Pro Controls is built around the variable aperture on the new Main camera. Six laser-cut blades move smoothly between four aperture settings, and the Camera app can adjust aperture automatically based on depth of field and lighting, or users can take manual control themselves for what Apple calls “truly unique shots that weren’t possible before” on an iPhone.

Pro Controls works across both photo and video capture. It also introduces Smart Focus Tracking, which uses on-device AI models to lock onto a subject and maintain focus even if that subject briefly leaves the frame and comes back into view.

Update (2026-09-17): Joe Rossignol:

Apple now says the iPhone 18 Pro has a C2 modem worldwide, while the iPhone 18 Pro Max uses the chip in every country except for the U.S.

John Gruber:

To the layman’s eye, though, the 18 Pro just looks like it comes in new colors. That’s not a complaint, just a fact. Oh, but the Face ID infrared camera is now underneath pixels on the display, so the Dynamic Island cutout is now smaller. So the part of the Dynamic Island that is always black is smaller, but because there are now more display pixels next to it, the 18 Pro Dynamic Island can now show three active Live Activities, up from two. Apple is getting closer and closer each year to achieving a no-notch / no-cutout display.

Joe Rossignol:

The first iPhone 18 Pro and iPhone 18 Pro Max reviews have been published today by selected tech websites and YouTube channels, ahead of the devices beginning to arrive to customers and launching in stores this Friday, September 18.

Previously:

Update (2026-09-18): Austin Mann:

I'm here at the beautiful Dunton River Camp in southwest Colorado, where I've spent the last week testing the new camera and features on the iPhone 18 Pro.

John Gruber:

I’m not saying iPhone camera hardware won’t continue to improve after that — I’m sure it will — but I suspect variable aperture is the last remaining “easy win”. I think every camera gain after this will be more incremental.

[…]

I suspect that for sustained use cases, it would be more performant to have the 18 Pro’s new thermal system running the 17 Pro’s A19 Pro chip than to have the new A20 Pro chip running with the 17 Pro’s first-generation vapor chamber. But with the iPhone 18 Pro, you get both: you get the faster and more efficient A20 Pro chip and the second-generation vapor chamber thermal system.

[…]

The 18 Pro is the third generation with the Camera Control button. But that button hasn’t changed at all since the 16 Pro, the phone on which it debuted. At some point in the last year, I gave up on using the Camera Control button as anything other than a simple button. I went into Settings and turned off all the features where you can soft-press it and slide your finger back and forth to adjust camera features while using Apple’s Camera app. What I found is that I kept changing things inadvertently and undesirably. It’s too prone to accidental half-presses that put it into slide-to-adjust for some setting, and because it’s an accident, my finger would start changing things. I turned that all off and I’m much happier for it.

[…]

There’s a minor tradeoff with this design. Even my middle-aged eyes can see that the pixels on top of the Face ID sensor aren’t quite as sharp as those on the rest of the screen. The time of day in the status bar looks like it’s just a tad fuzzy, like the text isn’t anti-aliased correctly.

Update (2026-09-23): DXOMARK (Hacker News):

The Apple iPhone 18 Pro camera performance is evaluated across photo, zoom, and video use cases using DXOMARK’s objective measurements and perceptual analyses to assess imaging performance across common shooting conditions. This article provides a structured summary of DXOMARK’s lab measurements and perceptual analyses to describe the device’s imaging performance.

Tim Hardwick:

Apple’s new Texture and Grain controls for Photographic Styles are not available on iPhones other than the latest iPhone 18 Pro models and upcoming iPhone Duo, despite the company’s original wording suggesting otherwise.

Update (2026-09-25): Joe Rossignol:

Apple has confirmed to 9to5Mac’s Benjamin Mayo that it plans to release a software update early next week with a fix for a Face ID issue affecting some iPhone 18 Pro users.

Joe Rossignol:

A subset of iPhone 18 Pro Max users in the U.S. are experiencing issues with AT&T cellular connectivity and/or eSIM provisioning, according to complaints across the MacRumors Forums, Reddit, and the Apple Support Community.

Update (2026-10-02): Ben Lovejoy:

Apple needed to create gaps between the pixels large enough to allow the IR light to pass between them, but without any visible degradation in the display. To do so, the company’s engineers set out to design a different pixel layout with larger gaps without visibly impacting what can be displayed on those pixels.

iFixit used a microscope to show this pixel pattern, with Apple confirming to me me that the overall pixel density over the module is reduced by half. This would potentially have created a second problem: half the pixel density might have created a visibly dimmer section of the display, so Apple increases the brightness of these pixels to compensate. There also appears to be an IR pass filter to block visible light from passing through the gaps, further hiding the components.

Joe Rossignol:

AT&T said that customers should immediately update to iOS 27.0.1, despite the fact that many affected users have said that the update does not resolve the issues. There are now at least thousands of users that have experienced this problem, according to discussion topics across the Apple Support Community, Reddit, and MacRumors Forums.

Previously:

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