❌

Normal view

Com comandos no Claude e Grok, hackers atacam mais de 400 instituições financeiras

23 October 2026 at 21:02

Um grupo de hackers utilizou o Claude, da Anthropic, e o Grok, da xAI, para automatizar ataques contra mais de 400 instituições financeiras da América Latina. Segundo uma investigação divulgada nesta semana pela empresa de cibersegurança Straiker, os criminosos conseguiram roubar senhas, dados bancários e outras informações utilizando comandos de inteligência artificial (IA).

O esquema foi atribuído ao CyberCartel, grupo criminoso que atua desde pelo menos 2012 e já tinha um histórico de ataques contra empresas do setor financeiro latino-americano.

Desta vez, os hackers desenvolveram um sistema chamado CARLIY0S, que distribui diferentes tarefas entre agentes de IA e permite executar ataques com pouca intervenção humana.

De acordo com a investigação, os alvos incluíam bancos, empresas de pagamentos e fintechs. O relatório não identifica publicamente as instituições afetadas nem confirma que todas as 400 tiveram seus sistemas invadidos.

Como os hackers usaram Claude e Grok para atacar bancos?

O CyberCartel criou uma estrutura em que diferentes modelos de inteligência artificial trabalhavam juntos para identificar vulnerabilidades e explorar os sistemas das instituições financeiras.

O Claude foi utilizado como uma espécie de coordenador da operação, por meio do Cursor, ferramenta de programação com IA. A partir de comandos gerais fornecidos pelos criminosos, o sistema distribuía as atividades entre outros agentes.

Segundo a Straiker, quatro agentes baseados no Claude tinham funções específicas, incluindo identificar possíveis falhas, escrever códigos para explorar vulnerabilidades e avaliar as melhores estratégias de ataque.

O Grok, por sua vez, foi utilizado em atividades de coleta de informações. A investigação identificou cinco agentes ligados ao modelo, responsáveis por alimentar um banco de dados com informações obtidas durante as operações.

O grupo também recorreu ao Kimi, modelo desenvolvido pela empresa chinesa Moonshot AI.

Com essa estrutura, os criminosos conseguiram automatizar diferentes etapas das invasões, desde a identificação de possíveis vítimas até a exploração de vulnerabilidades e a coleta de dados.

A Straiker afirma que o sistema permitiu atacar mais de 400 alvos financeiros em poucos meses, ampliando consideravelmente a capacidade operacional do grupo.

hacker cibersegurança

Como os hackers conseguiram enganar as IAs?

Um dos principais pontos da investigação foi a facilidade com que os criminosos conseguiram contornar algumas das restrições de segurança dos modelos.

Ferramentas como Claude e Grok possuem mecanismos destinados a impedir a geração de instruções para atividades criminosas. Entretanto, o CyberCartel encontrou maneiras de apresentar suas solicitações como se fossem legítimas.

Segundo a Straiker, os hackers informavam aos modelos que estavam realizando testes de segurança autorizados, pesquisas acadêmicas ou atividades destinadas a identificar vulnerabilidades.

Com esse contexto, os agentes de IA chegaram a produzir códigos e instruções que poderiam ser utilizados nos ataques.

Quando uma ferramenta recusava determinada solicitação, o sistema podia recorrer a outro modelo ou utilizar códigos maliciosos previamente preparados.

A investigação aponta que os comandos enviados pelos operadores podiam ser relativamente simples, já que a estrutura de agentes ficava responsável por planejar e executar atividades mais complexas.

O sistema, porém, dependia de uma infraestrutura desenvolvida especificamente para as operações, incluindo servidores, ferramentas de segurança e programas de automação.

Quase 4,5 mil registros foram encontrados

No dia 24 de setembro, os pesquisadores da Straiker conseguiram acessar uma cópia do banco de dados utilizado pelo CyberCartel.

O material, chamado FinancialSoft, continha 4.493 registros, incluindo informações financeiras, senhas e credenciais de acesso a sistemas.

Entre os dados identificados estavam:

  • 2.911 endereços de e-mail;

  • 903 números de contas bancárias;

  • 391 chaves de API, utilizadas na comunicação entre sistemas;

  • 67 senhas armazenadas em texto simples;

  • 51 credenciais de acesso a portais;

  • 6 mecanismos que permitiam manter acesso indevido a sistemas comprometidos.

A investigação também identificou mais de 200 vulnerabilidades, incluindo falhas até então desconhecidas, chamadas de zero-day.

Parte das informações estava relacionada ao SPEI, sistema utilizado para transferências bancárias no México.

Os pesquisadores alertam que determinadas credenciais poderiam permitir o acesso indevido à infraestrutura de pagamentos, embora o relatório não estabeleça quantas transações fraudulentas foram realizadas.

A Straiker não divulgou os nomes das instituições envolvidas para evitar novos riscos de segurança. Também não há confirmação pública de bancos brasileiros entre as vítimas.

Entre e-mail, banco, lojas e streaming, criar uma senha forte para cada conta dá um trabalhão, e reaproveitá-las é um risco. O NordPass, gerenciador de senhas da NordVPN, está em oferta: o plano individual tem 53% de desconto + 3 meses extras, a R$ 4,90/mês, e o anual sai a partir de R$ 6,90/mês, com 33% de desconto. Aproveite e assine!

códigos

O que dizem as empresas responsáveis pelas IAs?

Após identificar a operação, a Straiker compartilhou os resultados com as empresas responsáveis pelos modelos utilizados pelos criminosos.

A Anthropic confirmou que investigou o caso e bloqueou a credencial comprometida utilizada para acessar o Claude, interrompendo o acesso do grupo por aquele meio.

Já a xAI foi notificada sobre as atividades dos cinco agentes associados ao Grok e informou que está analisando o caso.

Segundo o Tom's Hardware, a Straiker também tentou entrar em contato com a Moonshot AI, responsável pelo Kimi.

O episódio ocorre em meio ao aumento das preocupações com a utilização de agentes de inteligência artificial em crimes cibernéticos.

Em novembro de 2025, a própria Anthropic já havia divulgado uma investigação sobre o uso do Claude em ataques cibernéticos com elevado grau de automação.

No caso do CyberCartel, a principal descoberta foi a utilização coordenada de diferentes modelos comerciais, permitindo que um grupo relativamente pequeno de operadores conduzisse ataques simultâneos contra centenas de organizações.

Veja também: IA da OpenAI acha em 32 minutos pistas sobre doença similar ao Parkinson

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Netflix, Disney+ e mais: Vivo lança combos de streaming com até 40% de desconto

23 October 2026 at 20:14

A Vivo anunciou, nesta sexta-feira (23), quatro novos pacotes que permitem contratar até cinco serviços de streaming por preços menores do que os das assinaturas individuais. As opções começam em R$ 49,90 mensais e incluem plataformas como Netflix, Disney+, Amazon Prime, Globoplay e HBO Max, com descontos que podem chegar a 40%, segundo a operadora.

A alternativa mais completa custa R$ 74,90 por mês e reúne cinco plataformas. Já os outros três combos oferecem diferentes combinações de serviços por R$ 49,90.

A novidade está disponível para clientes Vivo Pós, Controle, Fibra e Vivo Total, sem exigência de fidelidade na contratação dos aplicativos.

Quais são os novos combos de streaming da Vivo?

Os pacotes incluem opções com três ou cinco serviços. A Netflix e o Amazon Prime aparecem em todas as combinações, enquanto as demais plataformas variam conforme o preço.

Confira os valores anunciados:

Streamings incluídos

Preço mensal

Netflix, Amazon Prime e Disney+

R$ 49,90

Netflix, Amazon Prime e Globoplay

R$ 49,90

Netflix, Amazon Prime e YouTube Premium

R$ 49,90

Netflix, Amazon Prime, Globoplay, HBO Max e Disney+

R$ 74,90

De acordo com a Vivo, o pacote de cinco aplicativos oferece a maior economia, de até 40% em relação às assinaturas individuais.

A cobrança será incluída na fatura da operadora, enquanto o gerenciamento dos serviços poderá ser realizado pelo App Vivo. A contratação também estará disponível nos canais físicos da companhia.

Os combos da Vivo realmente saem mais baratos?

Considerando os preços individuais mais baratos das cinco plataformas, a assinatura separada de Netflix, Amazon Prime, Globoplay, HBO Max e Disney+ custa aproximadamente R$ 128,50 por mês.

Para essa comparação, foram considerados os seguintes valores mensais:

  • Netflix com anúncios: R$ 25,90;

  • Amazon Prime: R$ 19,90;

  • Globoplay com anúncios: R$ 22,90;

  • HBO Max com anúncios: R$ 29,90;

  • Disney+ com anúncios: R$ 29,90.

Com o combo de R$ 74,90, a diferença chegaria a R$ 53,60 por mês, ou R$ 643,20 ao longo de um ano, considerando a manutenção desses preços.

A comparação é ilustrativa, pois o comunicado da Vivo não especifica todas as modalidades incluídas nos novos pacotes. A economia efetiva depende dos planos contratados e de eventuais descontos disponíveis diretamente nos serviços.

Outro ponto importante é que as assinaturas oferecidas pela Vivo podem incluir publicidade.

A operadora informou que os combos contemplam versões com e sem anúncios, conforme a plataforma, mas não detalhou quais modalidades estão incluídas em cada combinação.

Isso faz diferença especialmente para quem utiliza versões mais caras da Netflix ou do Disney+, que podem oferecer benefícios adicionais, como mais telas simultâneas e recursos de imagem e áudio.

Também vale conferir a modalidade do YouTube Premium, já que a Vivo oferece o YouTube Premium Lite em outros pacotes, com recursos diferentes da versão tradicional.

streaming

Quem pode contratar os combos?

Os novos pacotes estão disponíveis para quem já possui um dos seguintes serviços da operadora:

  • Vivo Pós;

  • Vivo Controle;

  • Vivo Fibra;

  • Vivo Total.

A mensalidade dos aplicativos é adicionada ao valor do plano de celular ou internet. Portanto, os R$ 49,90 ou R$ 74,90 representam apenas o custo do combo de streaming.

Segundo a Vivo, não haverá fidelidade na assinatura dos aplicativos, permitindo cancelar o pacote sem cumprir um período mínimo de permanência.

Para quem já paga por três ou mais serviços todos os meses, a contratação conjunta pode reduzir as despesas, especialmente quando as versões com anúncios atendem às necessidades do consumidor.

Antes de migrar, porém, é importante verificar as modalidades oferecidas e as condições de vinculação de contas existentes. A Vivo não detalhou no anúncio como será feita essa migração para quem já possui assinaturas ativas contratadas diretamente nas plataformas.

Veja também: 5 formas de assinar o Disney+ mais barato

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Disney+ remove 4K, HDR10 e Dolby Vision sem avisar assinantes no Brasil

23 October 2026 at 19:42

O Disney+ retirou o suporte a 4K UHD, HDR10 e Dolby Vision de sua plataforma no Brasil, segundo relatos de assinantes. A mudança também aparece no site oficial do streaming, que agora informa resolução máxima de 1080p, embora o plano Premium continue custando R$ 69,90 mensais.

A situação ganhou repercussão nesta quinta-feira (22), após usuários denunciarem a perda dos recursos no Reddit. Segundo os relatos, a Disney não comunicou previamente a alteração, que afeta tecnologias oferecidas como diferenciais da assinatura mais cara.

Ao verificar o site brasileiro do Disney+, o Canaltech constatou que a empresa passou a anunciar transmissão de até 1080p e áudio Dolby Atmos. Anteriormente, a página informava suporte a vídeos em 4K UHD e HDR.

O Dolby Atmos, tecnologia que proporciona uma experiência de áudio espacial, permanece disponível.

O Canaltech entrou em contato com a Disney para confirmar a suspensão dos recursos no Brasil e esclarecer desde quando a medida está em vigor e quais aparelhos ou conteúdos foram afetados. A reportagem será atualizada assim que houver resposta.

disney 1080p

Por que o Disney+ removeu o 4K?

A mudança pode estar relacionada a uma disputa judicial envolvendo a Disney e a InterDigital, empresa americana que possui patentes utilizadas em tecnologias de transmissão e compressão de vídeo.

Em setembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro concedeu uma liminar favorável à InterDigital, que acusou a Disney de utilizar suas tecnologias sem as licenças necessárias.

A decisão envolveu patentes relacionadas aos padrões AVC e HEVC, utilizados na compressão de vídeos para transmissão pela internet.

Em maio de 2026, a decisão foi mantida em segunda instância, conforme documentos apresentados pela InterDigital à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

Disputas semelhantes também ocorreram na Europa e levaram o Disney+ a suspender recursos de imagem em diferentes países.

Em julho, o portal FlatpanelsHD informou que a plataforma havia removido o suporte a 4K e HDR10 em mercados europeus, depois de já ter suspendido o Dolby Vision.

A Disney chegou a recuperar a transmissão em 4K em determinados aparelhos por meio da adoção de outra tecnologia de compressão, chamada VP9. Entretanto, a solução não restabeleceu todos os formatos de imagem anteriormente disponíveis.

No Brasil, um assinante relatou no Reddit que o suporte do Disney+ atribuiu a indisponibilidade dos recursos a um processo judicial envolvendo patentes.

Apesar do histórico de disputas, ainda não há confirmação oficial de que a decisão judicial brasileira seja a responsável direta pela retirada dos recursos no país.

Disney+ Premium continua custando R$ 69,90

A perda dos recursos chama atenção porque a Disney não anunciou uma redução no preço do plano Premium.

Atualmente, a assinatura mais cara custa R$ 69,90 por mês, enquanto o plano Padrão sai por R$ 49,90.

O Premium mantém benefícios como acesso a todos os canais da ESPN, reprodução simultânea em quatro aparelhos e áudio Dolby Atmos.

Porém, a resolução máxima de 1080p agora anunciada pela plataforma é a mesma oferecida pelo plano Padrão.

No Reddit, usuários reclamam da alteração e afirmam que contrataram a modalidade mais cara justamente para assistir a filmes e séries com maior qualidade de imagem.

Há também uma reclamação publicada no Reclame Aqui em 22 de outubro, na qual um assinante afirma ter perdido o acesso ao 4K, HDR e Dolby Vision e questiona a manutenção do preço integral.

A Disney ainda não informou publicamente se pretende compensar os consumidores brasileiros, oferecer descontos ou estabelecer um prazo para o retorno dos recursos.

disney 1080p reclamação

Assinantes podem pedir reembolso?

A retirada de recursos anteriormente oferecidos em uma assinatura pode levantar questionamentos com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O artigo 20 estabelece que, diante de serviços com qualidade inferior à anunciada, o consumidor pode exigir medidas como restituição do valor pago ou abatimento proporcional do preço, conforme as circunstâncias.

Isso não significa que todos os assinantes tenham direito a um reembolso automático. A análise depende das condições contratadas e dos serviços efetivamente disponibilizados.

Na França, onde o problema também afetou assinantes, a associação de consumidores UFC-Que Choisir notificou a Disney em setembro de 2026, cobrando uma solução, maior transparência e compensações.

No Brasil, consumidores podem inicialmente procurar o atendimento do Disney+ e registrar a solicitação. Caso o problema não seja solucionado, também é possível recorrer ao Procon ou à plataforma Consumidor.gov.br.

Veja também: 5 formas de assinar o Disney+ mais barato

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Google muda regras e pode usar seus dados do Gmail e Fotos para anúncios

23 October 2026 at 18:04

O Google alterou sua política de privacidade e agora poderá utilizar informações do Gmail, Google Drive e Google Fotos para personalizar anúncios exibidos aos usuários. A mudança entrou em vigor em 16 de outubro e afeta quem autorizar a integração desses aplicativos com serviços que oferecem publicidade personalizada.

Até então, a empresa estabelecia em suas regras que o conteúdo armazenado nessas plataformas não seria utilizado para direcionar anúncios.

A nova versão, identificada pelo Android Authority nesta sexta-feira (23), estabelece uma exceção para os dados compartilhados voluntariamente com outros serviços do Google.

A atualização está relacionada à expansão da Inteligência Personalizada (Personal Intelligence), tecnologia que permite à inteligência artificial (IA) consultar informações de diferentes aplicativos para oferecer respostas e recomendações baseadas nas preferências do usuário.

O Google ressalta que a mudança não autoriza o uso automático de todas as mensagens e fotografias para publicidade. A utilização depende das permissões concedidas e das configurações de personalização da conta.

Como o Google poderá usar seus dados para anúncios?

A Inteligência Personalizada permite que serviços como a Pesquisa Google e o Gemini utilizem informações de aplicativos conectados para compreender melhor as solicitações feitas pelos usuários.

Por exemplo, ao perguntar sobre restaurantes próximos de um hotel, a ferramenta poderá consultar uma confirmação de reserva recebida pelo Gmail e sugerir estabelecimentos na região.

Com a nova política, informações extraídas dessas interações também poderão influenciar os anúncios apresentados pelo Google.

A empresa explica que resumos, trechos e informações deduzidas a partir de e-mails e fotografias podem ser utilizados para personalizar a publicidade. Segundo suas regras, os anúncios não serão direcionados diretamente com base no conteúdo original da caixa de entrada ou da biblioteca de imagens.

Além disso, o Google afirma que os anunciantes não terão acesso às mensagens ou fotografias armazenadas pelos usuários.

A plataforma também mantém restrições ao direcionamento de anúncios com base em categorias sensíveis, como saúde, religião e orientação sexual.

O uso desses dados para publicidade já começou a ser testado no Modo IA da Pesquisa Google, conforme informações do Search Engine Land publicadas em 16 de outubro. Ainda não há detalhes sobre a expansão do experimento para todos os usuários.

No Brasil, a integração de aplicativos à Inteligência Personalizada da Pesquisa está disponível para contas pessoais de maiores de 18 anos, embora determinados recursos, como a conexão com o Google Fotos, ainda tenham restrições regionais.

Gmail capa

Como impedir que o Google utilize seus dados?

O compartilhamento de informações depende da autorização do usuário, que pode conferir os aplicativos conectados e revogar as permissões.

Segundo as orientações do próprio Google, o procedimento pode ser realizado pelo computador ou celular:

  1. Acesse sua Conta do Google e entre em Dados e privacidade;

  2. Procure as configurações de Personalização dos serviços da Pesquisa;

  3. Acesse Inteligência personalizada adicional e selecione Apps de conteúdo conectados;

  4. Verifique se o Google Workspace ou o Google Fotos estão conectados e, caso estejam, desative as conexões que não deseja manter.

Outra possibilidade é desativar as Recomendações Personalizadas dos serviços da Pesquisa, o que também limita o uso de informações pessoais para personalização desses serviços.

O Google alerta que as configurações estão passando por atualizações e que os nomes ou a organização dos menus podem variar.

Google Gemini

O que acontece com os dados já compartilhados?

Um ponto importante é que a desconexão dos aplicativos não apaga automaticamente as informações que já foram processadas e armazenadas pelo Google.

Segundo a empresa, dados presentes no Histórico de Serviços da Pesquisa podem continuar sendo utilizados para aprimorar seus produtos, inclusive no treinamento de modelos de inteligência artificial.

O Google afirma que seus serviços não treinam diretamente os modelos com toda a caixa de entrada do Gmail ou com a biblioteca original do Fotos. Entretanto, resumos, trechos e informações extraídas desses conteúdos podem ser utilizados no desenvolvimento da IA.

Em determinadas situações, a empresa também permite que revisores humanos analisem parte dessas informações para avaliar e melhorar os sistemas.

Quem deseja excluir os registros anteriores precisa acessar o Histórico de Serviços da Pesquisa, disponível na página Minha Atividade da Conta do Google, e gerenciar os dados armazenados.

Veja também: Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

O que está acontecendo? Gigantes da tecnologia desabam na Bolsa e perdem valor

23 October 2026 at 17:02

As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos sofreram fortes quedas na Bolsa nesta quinta-feira (22), após investidores demonstrarem preocupação com os gastos bilionários em inteligência artificial (IA). O índice Nasdaq, que concentra companhias do setor, caiu 2,60% e registrou seu pior desempenho diário desde junho.

Entre as empresas afetadas estão Nvidia, Meta, AMD e Intel, que perderam bilhões de dólares em valor de mercado ao longo do pregão.

A Nvidia, fabricante de chips utilizados no desenvolvimento de sistemas de IA, teve uma desvalorização de 4,40% nas ações. Com isso, seu valor de mercado passou de aproximadamente US$ 5,36 trilhões para US$ 5,13 trilhões, uma redução de cerca de US$ 229 bilhões em um único dia, segundo dados da YCharts.

A queda também atingiu o S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas negociadas nos Estados Unidos, que recuou 1,21%. Já o Dow Jones terminou a sessão praticamente estável, com alta de 0,02%.

Quais empresas mais perderam valor?

Segundo informações da Reuters e da Associated Press (AP), as empresas ligadas à fabricação de semicondutores estiveram entre as mais afetadas.

Veja as principais quedas registradas no fechamento de quinta-feira (22):

Empresa

Queda das ações

Lam Research

-11,8%

Marvell Technology

-8,70%

AMD

-8,10%

Intel

-8,05%

Meta

-6,98%

Micron Technology

-6,26%

Nvidia

-4,40%

Tesla

-3,08%

O índice Philadelphia Semiconductor, que acompanha o desempenho das principais empresas de semicondutores dos Estados Unidos, despencou 6,7%.

A desvalorização também atingiu empresas que fornecem infraestrutura para IA. A CoreWeave, que aluga capacidade computacional em nuvem, perdeu cerca de 10,1% de seu valor na Bolsa.

nvidia logo

Por que as gigantes da tecnologia estão caindo?

A principal preocupação dos investidores está relacionada ao volume de dinheiro que as empresas estão destinando à inteligência artificial, especialmente à construção de data centers, compra de chips e desenvolvimento de novos modelos.

O movimento ganhou força após a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentar seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026.

A empresa informou que espera gastar entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos de capital neste ano, incluindo infraestrutura utilizada para inteligência artificial.

O intervalo representa uma elevação do valor mínimo anteriormente previsto, que era de US$ 130 bilhões.

O balanço também mostrou que a Meta registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões no trimestre. Esse indicador representa o dinheiro que resta depois dos gastos operacionais e investimentos em ativos.

Ao mesmo tempo, a companhia anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto, medida que poderá ampliar sua capacidade de financiamento.

Os números chamaram atenção porque, apesar da pressão sobre o caixa, a Meta registrou crescimento de 26% na receita do trimestre, que alcançou US$ 64,6 bilhões.

Diante dos resultados, investidores passaram a questionar quando os investimentos em IA começarão a produzir retornos financeiros suficientes para compensar seus custos.

A preocupação também afeta fornecedores como a Nvidia e a AMD, que dependem da continuidade dos investimentos em infraestrutura para sustentar a demanda por seus produtos.

Além disso, a alta dos preços do petróleo aumentou a preocupação com a inflação e o custo da energia. O barril do Brent subiu cerca de 4% na quinta-feira, para US$ 113,17, em meio às tensões no Oriente Médio.

logo meta

A queda significa que a bolha da IA estourou?

A desvalorização de quinta-feira mostra que investidores estão mais atentos aos custos associados à corrida pela inteligência artificial, especialmente porque parte dos projetos ainda depende de grandes investimentos para começar a gerar receita.

Segundo a Reuters, o movimento também reflete incertezas sobre a sustentabilidade financeira dessa expansão e sobre quais empresas conseguirão obter os maiores retornos.

Entretanto, os números ainda não permitem concluir que o setor entrou em uma crise prolongada.

De acordo com a AP, o Nasdaq acumulava uma valorização de aproximadamente 11,9% em 2026, mesmo após a queda de quinta-feira.

Outro dado importante é que cerca de dois terços das empresas do S&P 500 registraram alta naquele pregão. O índice terminou em baixa porque as companhias de maior valor de mercado, especialmente as de tecnologia, têm peso elevado em sua composição.

Por enquanto, a reação de Wall Street evidencia que os resultados financeiros das empresas estão sendo avaliados com maior atenção, principalmente quando envolvem novas despesas com infraestrutura de IA.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Uber aposta tudo em IA e "força" todos os seus 30 mil funcionários a usarem ChatGPT Work

23 October 2026 at 15:02

A Uber anunciou, nesta quinta-feira (22), que vai disponibilizar o ChatGPT Work para mais de 30 mil funcionários em todo o mundo. A decisão amplia a parceria com a OpenAI e acontece após a empresa testar a ferramenta com mil profissionais de diferentes departamentos.

Com a mudança, funcionários das áreas de finanças, operações, marketing e desenvolvimento de produtos terão acesso ao agente de inteligência artificial (IA), capaz de executar tarefas e automatizar processos.

Segundo o TechCrunch, a Uber pretende incorporar a tecnologia à rotina de toda a companhia, embora ainda não tenha definido exatamente como cada equipe deverá utilizá-la. Também não foi informado se o uso será obrigatório.

Como a Uber vai usar o ChatGPT Work?

Lançado em julho, o ChatGPT Work é uma ferramenta que permite delegar atividades mais complexas à inteligência artificial, incluindo tarefas que envolvem diferentes aplicativos e documentos.

Na Uber, o sistema poderá acessar serviços como Google Drive, Gmail, Google Agenda e Slack, utilizando essas informações para produzir relatórios, analisar dados e preparar apresentações.

Durante a fase de testes, cerca de 80% dos mil participantes não trabalhavam com engenharia de software.

Ao TechCrunch, o vice-presidente de engenharia da Uber, Sumanth Sukumar, explicou que os funcionários utilizaram a IA para identificar tendências em dados operacionais, adaptar materiais de treinamento para diferentes idiomas e desenvolver painéis personalizados.

A empresa também realizou um experimento com 30 engenheiros de IA, que trabalharam durante duas semanas com diferentes equipes para automatizar atividades.

A implementação será acompanhada de treinamentos internos. Segundo a OpenAI, o GPT-6.1 Sol será o modelo padrão da ferramenta, enquanto os desenvolvedores continuarão utilizando o Codex para programação.

Ainda não há informações sobre quanto a Uber pagará pelo contrato. A companhia pretende monitorar os resultados da implementação antes de definir os próximos passos.

Uber Uber

Uber já havia esgotado orçamento de IA em abril

A decisão chama atenção porque a Uber já havia demonstrado preocupação com o aumento dos gastos internos com inteligência artificial.

Em maio, o  Canaltech noticiou que a empresa havia esgotado o orçamento anual destinado ao Claude Code ainda em abril de 2026.

Na ocasião, o diretor de operações e presidente da Uber, Andrew Macdonald, questionou a relação entre o dinheiro investido e os resultados obtidos.

O executivo explicou que o aumento no consumo de tokens, unidades utilizadas para medir o processamento das ferramentas de IA, não havia se traduzido em um crescimento proporcional na quantidade de recursos entregues aos usuários.

Somente em 2025, a Uber desembolsou US$ 3,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, montante que inclui diferentes projetos tecnológicos e não se limita à inteligência artificial.

A empresa também acelerou a utilização de IA na programação. Em agosto, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que a adoção de ferramentas desse tipo estava próxima de 100% entre os engenheiros, com aumento na quantidade de código produzido por profissional.

Aposta em IA também envolve bilhões em carros autônomos

Fora dos escritórios, a Uber também comprometeu bilhões de dólares com tecnologias de direção autônoma, que dependem de sistemas avançados de inteligência artificial.

Em março, anunciou um acordo para investir até US$ 1,25 bilhão na Rivian até 2031, condicionado ao cumprimento de metas de desenvolvimento. O objetivo é colocar veículos autônomos na plataforma a partir de 2028.

Outro investimento envolve a Lucid, fabricante de carros elétricos. A Uber ampliou seu compromisso financeiro com a companhia para US$ 500 milhões em abril, dentro de uma parceria para desenvolver robotáxis.

Em agosto, a empresa informou que espera comprometer mais de US$ 10 bilhões ao longo dos próximos anos com veículos autônomos, incluindo participações em empresas, infraestrutura e compromissos de aquisição de veículos.

Esses valores pertencem à estratégia de mobilidade autônoma e são separados do contrato com a OpenAI, cujo custo permanece desconhecido.

Com a expansão do ChatGPT Work, a Uber agora pretende avaliar se o uso de agentes de IA por toda a força de trabalho consegue produzir resultados suficientes para justificar a adoção em escala global.

Veja também: Uber leva modo com carros elétricos para mais cidades brasileiras; saiba quais

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Testei o Redmi Headphones Neo e descobri por que o ANC faz tanta diferença

23 October 2026 at 10:00

Passei cerca de duas semanas usando o Redmi Headphones Neo e percebi uma diferença significativa na experiência musical dependendo de uma configuração: o cancelamento ativo de ruído (ANC). Com a função desligada, o som deixa a desejar, enquanto o ANC ligado melhora consideravelmente a percepção dos detalhes das músicas.

O headphone da Xiaomi também oferece boa bateria, conexão Bluetooth estável e uma construção que agrada. O conforto é satisfatório para longas sessões de uso e o cancelamento de ruído cumpre sua função, embora longe de impressionar.

O Neo é um fone de entrada que entrega o básico sem grandes problemas, mas existem alternativas que entregam mais qualidade sonora, bateria ou cancelamento de ruído.

Prós e contras

Prós

Contras

Boa construção e design discreto

Áudio perde qualidade perceptível sem ANC

ANC satisfatório para a categoria

Cancelamento de ruído inferior ao de concorrentes

Bateria com boa duração

Equalização faz pouca diferença

Conexão multiponto rápida e estável

Não acompanha cabo USB-C

Controles físicos bem posicionados

Bateria dura menos por conta do ANC ligado quase que 100% do tempo

Notas do produto

Categoria

Nota

Bateria

4/5

Conectividade

4,5/5

Conforto

3,5/5

Construção

4/5

Áudio

3/5

Cancelamento de ruído

3,5/5

Recursos

3,5/5

Geral

3,7/5

8-REDMI_NEO

Para quem é o Redmi Headphones Neo?

O Redmi Headphones Neo é indicado principalmente para quem encontrou o modelo com um bom desconto e precisa de um fone simples para ouvir músicas, trabalhar ou assistir a vídeos.

Ele oferece os recursos básicos esperados de um headphone Bluetooth, além de ANC e conexão com dois dispositivos simultaneamente.

Durante meus testes, consegui utilizá-lo por várias horas sem grandes problemas de conforto ou conectividade. A bateria também não foi uma preocupação constante, mesmo utilizando o cancelamento de ruído na maior parte do tempo.

Por outro lado, quem espera algo a mais na qualidade musical, na autonomia ou no cancelamento de ruído deve considerar outras opções.

O JBL Tune 730BT, por exemplo, apresentou uma reprodução musical mais clara e se destacou pela bateria durante meus testes. Já o QCY H3 oferece um cancelamento de ruído mais eficiente e também levou vantagem na experiência sonora.

Quanto vale a pena pagar no Redmi Headphones Neo?

O Redmi Headphones Neo chegou oficialmente ao Brasil por R$ 799,99, mas já pode ser encontrado por valores consideravelmente menores. Na consulta realizada para este review, havia anúncios na faixa de R$ 310 a R$ 370, enquanto a loja oficial da Xiaomi ainda apresentava preços próximos dos R$ 800.

Para mim, o preço ideal seria entre R$ 200 e R$ 240, especialmente em uma boa promoção. Acima disso, começaria a considerar outras opções.

O QCY H3, por exemplo, era oferecido por aproximadamente R$ 300 na loja oficial da fabricante durante a consulta. Já o JBL Tune 730BT aparecia por R$ 309 no site da JBL, com desconto adicional no Pix.

Considerando essas alternativas, fica difícil justificar a compra do Neo por valores muito superiores aos R$ 200. O headphone funciona bem para necessidades básicas, mas não entrega uma experiência que justifique pagar mais do que o necessário.

7-REDMI_NEO

O Redmi Headphones Neo tem um bom som?

Depende do modo utilizado. O Redmi Headphones Neo oferece uma experiência musical satisfatória com o ANC ligado, mas perde bastante quando o cancelamento é desativado.

Durante os testes, percebi que, sem o ANC, alguns elementos menos evidentes das músicas ficam mais difíceis de identificar. Os graves também perdem impacto, algo que incomoda especialmente em faixas de rap e hip-hop, nas quais as frequências mais baixas têm bastante importância.

Com o cancelamento ativado, a experiência melhora consideravelmente. Os diferentes elementos das músicas ficam mais perceptíveis e os graves ganham destaque.

A diferença foi suficiente para eu atribuir nota 5/10 à reprodução com ANC desligado e 7/10 com a função ligada. E claro, já levando em consideração que com o ANC ativado a experiência ficaria melhor pelo som mais limpo em qualquer fone. Neste caso, sinto que o ANC se torna necessário e não um “a mais” para melhorar o som.

O Neo utiliza drivers dinâmicos de 40 mm com revestimento de titânio, segundo a Xiaomi. O modelo também possui certificação Hi-Res Audio, mas esse recurso está disponível apenas na reprodução com fio por USB-C, que não foi o foco dos meus testes.

Mesmo com o ANC, a qualidade sonora não chega a surpreender. Em comparação, o JBL Tune 730BT, que sequer possui cancelamento ativo de ruído, conseguiu entregar mais clareza na reprodução musical.

O cancelamento de ruído do Redmi Headphones Neo é bom?

Sim, mas existem opções melhores na mesma faixa de preço.

A Xiaomi promete cancelamento de até 42 decibéis (dB), com três níveis de intensidade e um modo adaptativo, que ajusta automaticamente o ANC conforme os ruídos do ambiente.

Nos testes, o cancelamento funcionou bem para reduzir sons externos, mas minha preferência foi manter a intensidade sempre no máximo. Nos níveis mais baixos, o isolamento perde parte da eficiência, especialmente considerando a diferença que o ANC também faz na experiência musical.

O QCY H3, que já testei anteriormente, conseguiu apresentar um desempenho superior nesse quesito.

O Neo também possui um modo Transparência, que permite ouvir sons externos sem retirar o fone. O recurso funcionou bem e considero uma alternativa mais interessante para situações em que preciso prestar atenção ao ambiente ou conversar com alguém.

Por isso, acabei encontrando pouca utilidade nos níveis intermediários de ANC. No uso cotidiano, preferi manter o cancelamento máximo e recorrer à Transparência quando necessário.

15-REDMI_NEO

Quanto dura a bateria do Redmi Headphones Neo?

A Xiaomi promete até 72 horas de reprodução musical com uma carga completa, mas esse número considera o ANC desligado, volume em 50% e conexão utilizando o codec AAC.

Durante as duas semanas de testes, a bateria apresentou uma duração satisfatória. Entretanto, como utilizei o cancelamento de ruído na maior parte do tempo, o consumo foi maior do que nas condições anunciadas pela fabricante.

O carregamento também agradou. Em um teste, conectei o headphone à tomada às 9h15, quando estava com 15% de bateria. Às 10h56, o nível já havia chegado a 100%, totalizando 1 hora e 41 minutos para recuperar 85 pontos percentuais.

A fabricante também promete até cinco horas de reprodução com apenas dez minutos de carregamento, em condições específicas de teste e com ANC desligado.

O Redmi Headphones Neo é confortável?

Sim. O Redmi Headphones Neo não se destaca pelo conforto, mas também não apresentou problemas relevantes durante os testes.

Utilizei o headphone por longas sessões, inclusive no escritório, sem sentir dores nas orelhas. Depois de algumas horas, é possível perceber algum desconforto, mas nada que obrigue a interromper o uso.

As almofadas são revestidas em couro sintético, conhecido como courino, e podem esquentar um pouco quando você está em movimento. No escritório, esse aquecimento não chegou a incomodar.

A construção também agradou. Testei a versão preta, que tem um design discreto e tradicional, com estrutura leve e aparência resistente. Segundo a Xiaomi, o produto pesa aproximadamente 263 gramas.

O fone pode ser ajustado e articulado para facilitar o transporte, embora não fique especialmente compacto. Os botões físicos são bem posicionados e fáceis de identificar durante o uso.

Um ponto negativo está nos acessórios. A caixa inclui apenas o headphone e o manual, sem cabo USB-C para carregamento ou qualquer bolsa de proteção.

2-REDMI_NEO

Como funciona a conexão do Redmi Headphones Neo?

A conectividade foi um dos pontos que mais gostei no Redmi Headphones Neo.

O modelo utiliza Bluetooth 5.4 e permite conectar dois dispositivos simultaneamente. Durante os testes, consegui manter o computador e o celular pareados sem problemas, com alternância rápida e conexão estável.

O alcance também agradou, permitindo utilizar o fone a uma boa distância do dispositivo conectado.

Para configurações adicionais, a Xiaomi oferece o aplicativo Xiaomi Earbuds, que permite ajustar o cancelamento de ruído e modificar a equalização do som.

A interface é simples de utilizar, mas os ajustes de equalização não fizeram uma diferença significativa na minha experiência. Mesmo experimentando diferentes configurações, não senti necessidade de abandonar o perfil padrão durante o uso cotidiano.

Ficha técnica do Redmi Headphones Neo

Especificação

Redmi Headphones Neo

Marca

Xiaomi (Redmi)

Modelo

M2546E1

Tipo

Headphone over-ear

Drivers

Dinâmicos de 40 mm, com revestimento de titânio

Cancelamento de ruído

ANC adaptativo de até 42 dB

Modos de ANC

Adaptativo e três níveis manuais

Modo Transparência

Sim

Microfones

3, com redução de ruído por IA

Bluetooth

5.4

Conexão multiponto

Sim, até dois dispositivos simultaneamente

Resposta de frequência

20 Hz a 20 kHz (Bluetooth)

Resposta de frequência via USB

20 Hz a 40 kHz

Impedância

32 Ω

Certificação de áudio

Hi-Res Audio (via USB-C)

Bateria

600 mAh

Autonomia prometida

Até 72 horas, com ANC desligado

Carregamento rápido

Até 5 horas de reprodução com 10 minutos de carga

Entrada

USB-C (carregamento e áudio)

Aplicativo

Xiaomi Earbuds

Peso

263 g (±10 g)

Dimensões

202 × 183 × 47 mm

Cores

Preto e branco

Conteúdo da caixa

Headphone e manual do usuário

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

Falhas críticas no PHP já eram exploradas por hackers antes de correção

22 October 2026 at 21:02

As duas falhas críticas de segurança do PHP, que colocaram milhões de sites em alerta nesta semana, já eram alvo de tentativas de exploração por hackers desde 17 de outubro, quatro dias antes da divulgação das correções. A descoberta foi feita pela Amazon Web Services (AWS), que identificou atividades suspeitas em seus sistemas de monitoramento.

Segundo informações divulgadas pela Wired nesta quinta-feira (22), os ataques começaram antes mesmo do vazamento de informações sobre as vulnerabilidades, ocorrido na terça-feira (20).

A descoberta representa um novo desdobramento do alerta global de segurança provocado pelas falhas no PHP. As duas brechas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam classificação de gravidade de 9,2 em uma escala de 0 a 10.

Apesar das tentativas registradas, ainda não há confirmação de invasões bem-sucedidas. À Wired, a PHP Foundation, organização que apoia o desenvolvimento da linguagem, afirmou não ter conhecimento de casos em que invasores conseguiram executar códigos maliciosos remotamente utilizando as vulnerabilidades.

Como os hackers exploraram as falhas antes da correção?

A Amazon identificou os primeiros ataques ao analisar registros de sua rede MadPot, formada por servidores-isca, conhecidos como honeypots (potes de mel, em inglês).

Esses sistemas são utilizados para atrair tentativas de invasão e permitir que pesquisadores acompanhem as técnicas empregadas por criminosos.

O primeiro registro, de 17 de outubro, partiu de um endereço IP associado a um serviço comercial de anonimização, como uma rede de proxies ou VPN.

Segundo CJ Moses, diretor de segurança da AWS, a utilização desse tipo de infraestrutura para tentar explorar uma vulnerabilidade ainda mantida em sigilo indica uma possível atividade criminosa.

Entretanto, os pesquisadores não conseguiram determinar como o responsável pelo ataque obteve informações sobre a falha antes da divulgação pública.

A situação se intensificou em 21 de outubro. A Amazon identificou novas tentativas a partir das 2h UTC, equivalentes às 23h de terça-feira (20) no horário de Brasília, aproximadamente 12 horas antes da liberação das correções.

Nas seis horas seguintes, outros ataques partiram de diferentes serviços de anonimização e utilizaram códigos maliciosos distintos.

Para os pesquisadores, as diferenças sugerem a atuação de múltiplos grupos ou indivíduos, embora ainda não seja possível identificar os responsáveis.

Cloudflare

Milhões de tentativas de invasão após divulgação das falhas

O número de ataques cresceu rapidamente depois que as vulnerabilidades se tornaram públicas.

Segundo Matthew Prince, CEO da Cloudflare, a empresa registrou milhares de tentativas de exploração nas dez horas anteriores à divulgação oficial.

O volume chegou a dezenas de milhares de tentativas nos primeiros 45 minutos após o anúncio e ultrapassou a marca de centenas de milhares em duas horas.

Ainda na quarta-feira (21), a quantidade acumulada de tentativas identificadas pela Cloudflare já havia chegado à casa dos milhões, conforme informações divulgadas pela Reuters.

A empresa também observou invasores modificando os códigos utilizados nos ataques para tentar contornar seus mecanismos de proteção.

Apesar do volume, é importante diferenciar tentativas de exploração de invasões efetivamente realizadas. Os números não significam que milhões de sites tenham sido comprometidos.

A Cloudflare afirma ter implementado proteções antes da divulgação oficial das vulnerabilidades, inclusive para clientes que utilizam seu serviço gratuito.

Essas medidas, porém, são temporárias e não substituem a atualização do PHP.

O que muda para quem já corrigiu as falhas?

A descoberta de ataques anteriores à divulgação pública exige que administradores de sites verifiquem se seus sistemas foram comprometidos antes da instalação das atualizações.

Segundo a Amazon, a recomendação é analisar registros de atividades suspeitas desde pelo menos 17 de outubro, e não apenas a partir de quarta-feira (21), quando as correções foram liberadas.

Entre os sinais que devem ser investigados estão requisições suspeitas enviadas aos servidores, execução inesperada de processos e alterações desconhecidas em arquivos.

A aplicação das correções impede a exploração das vulnerabilidades conhecidas, mas não desfaz eventuais alterações realizadas por invasores anteriormente.

A AWS também alerta que o avanço da inteligência artificial pode reduzir o intervalo entre a divulgação de uma falha e o desenvolvimento de ferramentas capazes de explorá-la.

Segundo a empresa, ferramentas de IA permitem analisar correções e identificar maneiras de contorná-las em questão de horas ou minutos. Entretanto, não há evidências de que os ataques identificados neste caso tenham utilizado inteligência artificial.

A descoberta reforça a preocupação com a segurança do PHP, linguagem utilizada por quase 70% dos sites cuja tecnologia de servidor é conhecida.

Até o momento, as empresas responsáveis pelo monitoramento não divulgaram um número confirmado de sites efetivamente invadidos por meio das duas vulnerabilidades.

Confira também: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

❌