O YouTube reformulou a página inicial no app para celulares e agora deixa cada pessoa montar o próprio feed com frases simples. Além de listar categorias tradicionais, como músicas e filmes, a ferramenta tem um espaço para descrever quais sugestões você quer receber.
O novo visual concentra as categorias no topo da tela e coloca a aba de canais inscritos entre as primeiras opções. Para personalizar o feed, basta selecionar o ícone de “+” e enviar um comando em linguagem natural, como “podcasts para um deslocamento de 30 minutos”.
A empresa reforça que é possível fixar mais de uma lista de sugestões na tela inicial, então o aplicativo fica ainda mais personalizável para atender aos interesses de cada pessoa. Os feeds são sincronizados entre dispositivos para carregar o progresso entre PC e celular — a versão para computadores, inclusive, foi lançada no mês passado.
Por enquanto, o feed personalizável está disponível apenas nos Estados Unidos para pessoas com mais de 13 anos, histórico de visualizações habilitado e que usam o app em inglês.
Mais IA no YouTube
O recurso do feed é mais um item para o conjunto de ferramentas com IA generativa no YouTube. A plataforma também possui o recurso Ask para proporcionar uma busca mais inteligente: além de retornar com vídeos sobre o tema original, o app mostra fragmentos de textos e destaca trechos específicos em clipes com respostas ao prompt.
As redes sociais ficaram repletas de memes nas últimas semanas em que figuras famosas são inseridas em vídeos populares. A tendência usa IA para trocar os personagens e ainda manter a alta qualidade de imagem.
Alguns dos exemplos mais famosos são a comemoração do jogador de futebol Enzo Fernandez durante a Copa do Mundo e uma apresentação do grupo de hip-hop Migos. A proximidade do segundo turno das eleições também rendeu clipes com políticos brasileiros.
A seguir, o Canaltech explica o procedimento por trás dos vídeos virais:
Como os vídeos funcionam?
Os clipes usam uma tecnologia chamada Motion Swap ("troca de movimento", em tradução livre), no qual a IA identifica o personagem principal e substitui o movimento por outra pessoa. O recurso também pode ser usado para trocar cenários ou a roupa dos elementos envolvidos, por exemplo.
Após enviar uma foto da pessoa que será inserida no vídeo, a ferramenta gera várias imagens estáticas do mesmo modelo e depois cria um vídeo com o novo personagem em 3D. É comum que os apps também ofereçam uma galeria de templates prontos para evitar o trabalho de redigir prompts extensos.
Quais ferramentas são usadas?
Algumas das plataformas mais populares para a tarefa sãoAusar.ai, Creathoon e a brasileira Real Oficial. As ferramentas não usam um único modelo específico: na verdade, recorrem a modelos de vídeo e imagem de diferentes empresas e escolhem a melhor opção para cada tarefa.
O Ausar.ai, por exemplo, menciona modelos da Seedance, Kling, OpenAI e outras empresas do mercado de IA.
É gratuito?
Não. As plataformas mencionadas criam vídeos e imagens com base no consumo de créditos obtidos por planos pagos. Como esse tipo de criação exige muito poder computacional e consumo de tokens de IA, os vídeos ficam restritos a planos pagos.
Cuidado com os deepfakes
Os vídeos chamam a atenção por preservar os detalhes das fotos enviadas, mas também há um alerta para o uso em deepfakes — tentativas de golpes ou de constranger uma pessoa com conteúdos criados por IA.
Os clipes em questão funcionam como memes, mas é importante ter cuidado ao gerar e publicar conteúdos do tipo nas redes sociais.
Uma mudança simples no aplicativo Samsung Members alimentou esperanças sobre a possível chegada do Beta da One UI 9.5. O app, usado para entrar no programa de testes da empresa, mudou um banner para convidar pessoas a uma nova versão experimental da interface.
O ajuste é pequeno, não muda o texto e foca na parte visual, mas pode ser um sinal de novo Beta a caminho. A empresa já distribui a versão estável da One UI 9.0 para diversos celulares e tablets desde setembro, então faz sentido pensar nos próximos passos.
Os primeiros testes internos da One UI 9.5 começaram em agosto, de acordo com vazamentos, mas não há indícios de lançamento de versões ao público. Vale reforçar que a variante “.5” não muda a versão do Android usada como base, mas traz uma série de novos recursos para acompanhar a chegada da nova linha Galaxy S.
Para efeito de comparação, a One UI 8.5 ganhou Beta público em dezembro de 2025 e foi lançada em fevereiro de 2026.
A atualização também pode trazer um novo recurso para criar widgets personalizados com a ajuda de IA. Atualmente, apenas a linha Google Pixel tem a função.
O YouTube Music é um forte concorrente do Spotify no mercado de streamings de áudio e tem alguns recursos que não existem no rival. A plataforma tem a vantagem de ser integrada ao catálogo do YouTube para trazer mais versões de músicas e recursos de redes sociais.
Há também uma diferença no modelo de assinaturas: a versão Premium remove anúncios no streaming musical e na plataforma de vídeos, então o YouTube pode ser uma alternativa ao Spotify Premium pela versatilidade.
O Canaltech traz alguns aspectos favoráveis ao streaming do Google:
5 coisas que o YouTube Music tem e o Spotify não
Confira:
Sincronização com o YouTube
Músicas e álbuns que não existem em outros streamings
Pesquisa ao cantar e assoviar
Integração com Google Fotos
Comunidades de fãs
1. Sincronização com o YouTube
A mesma conta do YouTube é usada para o Music, então a ferramenta consegue analisar o gosto musical dos vídeos para criar recomendações personalizadas. O app também pode sugerir vídeos e apresentações ao vivo para aumentar o leque de sugestões.
2. Músicas e álbuns que não existem em outros streamings
A integração com o YouTube também permite acessar o imenso catálogo de músicas na plataforma, incluindo faixas que não estão no Spotify e outros serviços. É uma oportunidade para ouvir álbuns raros ou versões ao vivo diferentes dos acervos convencionais.
3. Pesquisa ao cantar e assoviar
Você está com uma música na cabeça, mas não lembra o nome? Basta abrir a pesquisa do YouTube Music, cantarolar ou assoviar a melodia e receber o resultado correspondente.
O Spotify não tem função parecida, mas permite encontrar faixas a partir de trechos da letra.
4. Integração com Google Fotos
O YouTube Music tem uma retrospectiva anual com as faixas mais ouvidas e conta com um detalhe interessante: é possível vincular a conta do Google Fotos para ter imagens da própria galeria nos resultados da experiência.
5. Comunidades de fãs
As comunidades de artistas do YouTube Music são um recurso de rede social para conectar fãs. Similar aos fóruns do Reddit, é possível receber novidades e compartilhar discussões sobre bandas favoritas.
O Google mudou drasticamente os planos de IA da empresa: o acesso à versão Pro dos modelos do Gemini ficou restrito aos níveis AI Pro e AI Ultra. Dessa forma, contas gratuitas e assinantes do plano AI Plus (o mais barato da empresa) não conseguem acessar a tecnologia mais avançada da Big Tech.
A mudança frustrou assinantes porque o plano básico era frequentemente oferecido com testes gratuitos. Mesmo com limites de uso bem menores do que os níveis superiores, ainda era possível usar a variante Pro do Gemini para tarefas mais complexas.
O Google não comenta oficialmente a decisão, apenas informa que os modelos Flash-Lite e Flash serão disponibilizados “para oferecer velocidade e inteligência”.
Por que o Google limitou o acesso às IAs mais poderosas?
A principal hipótese por trás da mudança é uma forma de limitar os gastos computacionais: um modelo como o Gemini 4 Argon, por exemplo, é capaz de executar tarefas muito complexas, mas isso vem acompanhado de um consumo excessivo de hardware e infraestrutura dos data centers.
Reduzir a quantidade de pessoas com acesso a essa tecnologia é uma forma de poupar o consumo. Além disso, a versão Pro fica restrita a planos mais caros para equilibrar as despesas: o AI Pro custa a partir de R$ 96,99 por mês e o AI Ultra a partir de R$ 779,90 por mês.
Vale lembrar que o Google já mudou o funcionamento dos limites de uso em 2026. Antes, a empresa tinha uma quantidade fixa de comandos, mas adotou um sistema que cobra os limites pelo uso computacional. Ao atingir o limite do plano, é necessário aguardar cinco horas até as franquias serem restauradas.
O ajuste se tornou um padrão no mercado de IA para se adequar aos prompts com agentes autônomos, visto que podem desempenhar tarefas longas a partir de um simples comando.
Mudança é esperada no mercado
A estratégia do Google também pode ser interpretada como um reposicionamento no mercado após atrair usuários aos planos pagos de IA. Em entrevista ao Canaltech, o diretor acadêmico da FIAP, John Paul Lima, explica que a postura é similar à de outras empresas do segmento e até de streaming para angariar clientes e depois reajustar benefícios:
“Primeiro tenta popularizar a ferramenta, então coloca valores mais baixos de investimento do usuário. Depois de um tempo, disponibiliza novos modelos, faz downgrade de alguns mais simples e incentiva o usuário que realmente usa a ferramenta a pagar mais caro por outros modelos”.
Lima também reforça que os clientes ficam sujeitos a mudanças inesperadas porque assinam os termos de serviço na aquisição. “A gente assina um contrato e o contrato diz que eles podem fazer essas movimentações. Isso acaba, de certa maneira, prejudicando um pouco a experiência do usuário”, completa.
Cada plano dá acesso a quais modelos?
A variante Pro dos modelos fica disponível apenas para assinantes dos níveis Google AI Pro e Google AI Ultra (mas pode usar as variantes Flash-Lite e Flash quando necessário). O plano AI Plus consegue usar apenas as versões Flash-Lite e Flash.
Curiosamente, a Google informa que contas gratuitas podem usar a variante Pro em alguns casos. “Prompts que exigem raciocínio aprofundado podem usar o Flash ou o Pro”, revela a página de suporte.
Os novos termos começaram a valer no dia 09 de outubro para novos assinantes e mudam a partir de 13 de novembro para assinaturas mais antigas.
O 1Password lançou uma nova solução para liberar as senhas de cada pessoa de forma segura durante o uso de agentes de IA. O gerenciador consegue preencher as credenciais automaticamente, mas não informa nenhuma senha ou dado sensível para o serviço de inteligência artificial.
De acordo com a empresa, o 1Password for Agents (“1Password para Agentes”, em tradução livre) é uma forma de garantir que os clientes usem as ferramentas mais avançadas de IA sem perder o controle sobre os próprios dados. O recurso é compatível com bots de Meta, Claude, OpenAI, Perplexity e outras empresas do mercado.
Um agente de IA pode pedir acesso a uma conta de aplicativo para concluir uma tarefa automatizada, mas a medida exige login com senha e até autenticação em dois fatores. A nova solução permite liberar o acesso sem deixar as credenciais sob controle dos bots.
Como o 1Password funciona com agentes de IA
Ao chegar a uma tela de cadastro, o agente usa uma chave digital para verificar a identidade com o 1Password e envia um pedido com as credenciais necessárias para completar o login (senha ou código de verificação, por exemplo).
O gerenciador de senhas comunica o usuário sobre o pedido, informa de onde veio e qual o motivo do acesso, e depois libera para a pessoa permitir ou não o acesso. Com a aprovação, o aplicativo preenche a senha no formulário sem enviar as informações para o agente.
Assim, o login é finalizado de forma segura e o servidor de IA não tem acesso às credenciais do indivíduo. O recurso está disponível para contas individuais e familiares das assinaturas pagas do 1Password.