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Como saber se alguém espiona o seu celular? Veja 5 dicas

24 October 2026 at 15:30

Os aplicativos espiões podem monitorar a localização, as mensagens e outras atividades do celular sem o consentimento do proprietário. Conhecidos como stalkerware, esses programas operam de forma discreta, mas podem deixar rastros no aparelho, como consumo anormal de bateria, aplicativos desconhecidos e permissões suspeitas.

A instalação costuma ocorrer quando alguém tem acesso físico ao celular desbloqueado, mas também pode acontecer por meio de links maliciosos e aplicativos falsos baixados fora das lojas oficiais. O Brasil está entre os países com mais detecções desse tipo de software, ao lado de Rússia e Índia, segundo dados da Kaspersky referentes a 2024 e 2025.

Dependendo das permissões concedidas, o programa pode registrar chamadas, ler mensagens e notificações, acompanhar deslocamentos e acessar arquivos pessoais. Algumas ferramentas também conseguem ativar a câmera e o microfone remotamente.

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5 dicas para descobrir se alguém está espionando seu celular

Não existe um único sinal capaz de confirmar a presença de um aplicativo espião. O ideal é verificar as configurações de segurança, observar mudanças no funcionamento do aparelho e identificar possíveis acessos não autorizados. Veja algumas dicas:

  1. Revise a lista de apps e as permissões concedidas

  2. Monitore alterações no desempenho e na bateria do aparelho

  3. Observe sinais de comportamento e conexões não autorizadas

  4. Verifique acessos especiais, perfis e contas vinculadas

  5. Faça varreduras com antivírus e ferramentas de proteção

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1. Revise a lista de apps e as permissões concedidas

Aplicativos desconhecidos podem esconder funções de monitoramento sob nomes genéricos. Por isso, vale revisar a lista de programas instalados e conferir quais dados cada um consegue acessar.

Android

Para fazer isso no Android, siga os passos abaixo:

  1. Acesse “Configurações”;

  2. Vá em “Aplicativos”;

  3. Clique em “Ver todos os apps”, se tiver a opção;

  4. Procure programas que não reconhece. Pesquise o nome antes de excluir qualquer item, pois componentes legítimos do sistema também podem parecer desconhecidos.

Para conferir os apps que acessaram sua câmera, microfone ou localização, siga os passos:

  1. Entre em “Configurações”;

  2. Vá em “Segurança e privacidade”;

  3. Procure por “Privacidade” e veja as permissões dos apps.

Segurança e privacidade Android

iPhone

Já no iPhone, os passos são os seguintes:

  • Abra “Ajustes”;

  • Vá em “Privacidade e Segurança”;

  • Revise as permissões de câmera, microfone, fotos, contatos e localização;

  • Investigue aplicativos que não reconhece ou que tenham acessos incompatíveis com suas funções.

2. Monitore alterações no desempenho e na bateria do aparelho

Alguns programas de monitoramento executam tarefas em segundo plano e enviam informações para servidores externos. Dependendo da atividade, podem aumentar o consumo de energia e de internet. Tenha atenção aos sinais:

  • Bateria descarregando rapidamente: a autonomia diminui sem mudanças no padrão de uso;

  • Aquecimento fora do comum: o aparelho esquenta mesmo com a tela apagada e sem tarefas pesadas em execução;

  • Consumo elevado de dados móveis: a franquia de internet acaba mais rápido sem uma explicação aparente;

  • Comportamentos estranhos: o celular apresenta reinicializações inesperadas ou alterações nas configurações.

Esses sintomas também podem estar relacionados a atualizações, aplicativos legítimos ou desgaste da bateria. Por isso, não confirmam espionagem isoladamente.

Bateria Samsung Galaxy

3. Observe sinais de comportamento e conexões não autorizadas

Alguns indícios envolvem a pessoa que pode estar monitorando o aparelho. Desconfie se alguém souber detalhes de conversas privadas, conhecer seus deslocamentos sem explicação ou demonstrar acesso a informações que você não compartilhou.

Também vale verificar se outra pessoa conhece o código de desbloqueio, teve acesso ao celular sem supervisão ou insistiu na instalação de aplicativos de localização e monitoramento.

Confira ainda os dados biométricos cadastrados. No Android e no iPhone, revise as configurações de segurança para verificar se há impressões digitais ou registros faciais que não pertencem a você.

4. Verifique acessos especiais, perfis e contas vinculadas

Alguns programas usam permissões avançadas para acompanhar atividades no celular. Também é possível monitorar informações por meio de contas compartilhadas, sessões abertas em outros dispositivos ou recursos legítimos de localização configurados sem o conhecimento do proprietário.

Android

Para verificar isso no Android, siga os passos:

  • Pesquise nas Configurações por Acessibilidade, Apps administradores do dispositivo e Acesso a notificações. Confira quais programas têm essas permissões e investigue os que não reconhece.

  • Verifique se existem VPNs e perfis de gerenciamento desconhecidos.

  • Revise os dispositivos conectados à sua conta Google e encerre as sessões suspeitas.

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iPhone

Já no iPhone:

  • Acesse “Ajustes” > “Privacidade e Segurança” > “Verificação de Segurança” > selecione “Gerenciar Compartilhamento e Acesso” para revisar as pessoas e os aplicativos com acesso aos seus dados.

  • Entre em “Ajustes” > “” e confira a lista de dispositivos vinculados à Conta Apple.

  • Abra o aplicativo “Buscar” e revise com quem sua localização é compartilhada.

  • Acesse “Ajustes” > “Geral” > “VPN e Gerenciamento de Dispositivo” e investigue perfis desconhecidos.

Os nomes e caminhos dos menus podem variar conforme a versão do sistema operacional.

5. Faça varreduras com antivírus e ferramentas de proteção

As ferramentas de proteção podem ajudar a encontrar aplicativos maliciosos que passam despercebidos em uma inspeção manual.

Android

Pelo Android, siga este caminho:

  1. Abra a Google Play Store;

  2. Toque na foto do perfil;

  3. Entre em “Play Protect”;

  4. Execute uma verificação;

  5. Confira os alertas e investigue os aplicativos identificados como potencialmente perigosos.

play protect Android

Uma ferramenta antivírus confiável também pode ajudar a identificar ameaças. Ainda assim, nenhuma varredura garante a detecção de todos os programas de monitoramento.

iPhone

Pelo iPhone, siga os passos abaixo:

  1. Acesse “Ajustes”;

  2. Vá em “Geral”;

  3. Busque por “Atualização de Software”;

  4. Instale as atualizações disponíveis;

  5. Use a “Verificação de Segurança” para revisar e interromper compartilhamentos e acessos que não deveriam estar ativos.

O iOS não oferece uma varredura antivírus convencional com o mesmo funcionamento das ferramentas disponíveis no Android. Por isso, a revisão de permissões, perfis, dispositivos conectados e compartilhamentos é especialmente importante.

O que fazer se seu celular estiver sendo espionado?

Veja o que fazer caso seu celular esteja sendo espionado:

  • Avalie o risco antes de agir

  • Registre evidências e provas do crime

  • Remova o aplicativo ou revogue as permissões

  • Troque suas senhas e ative a autenticação em duas etapas

  • Faça a restauração para os padrões de fábrica

  • Reforce as defesas do aparelho para o futuro

Avalie o risco antes de agir

Se houver suspeita de monitoramento por um parceiro, ex-parceiro ou familiar, tenha cautela antes de alterar as configurações. A exclusão do programa pode alertar a pessoa responsável pela vigilância e aumentar o risco de ameaças ou violência.

Diante de uma possível situação de perigo, procure ajuda usando outro celular ou computador confiável. No Brasil, o Ligue 180 oferece atendimento gratuito para mulheres em situação de violência, inclusive com orientações sobre violência digital. Em emergências, ligue para o 190.

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Registre evidências e provas do crime

Antes de remover o aplicativo ou modificar as configurações, registre os indícios encontrados. Faça capturas de tela com o nome do programa, as permissões concedidas e as informações relevantes sobre os acessos suspeitos.

Armazene as evidências em um local seguro, fora do aparelho monitorado, e procure orientação técnica ou jurídica quando necessário. Além disso, evite confrontar a pessoa suspeita se isso puder colocar sua segurança em risco.

Remova o aplicativo ou revogue as permissões

Se não houver risco à sua integridade física, comece revogando os acessos especiais concedidos ao programa, como permissões de acessibilidade e administração do dispositivo. Em seguida, tente desinstalá-lo pelas configurações do sistema.

Alguns aplicativos espiões dificultam a remoção ou exibem alertas para intimidar a vítima. Se o programa não puder ser excluído normalmente, procure orientação técnica confiável antes de tentar procedimentos avançados.

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Troque suas senhas e ative a autenticação em duas etapas

A remoção do aplicativo não impede que alguém continue acessando suas contas caso já conheça suas senhas. Use um dispositivo seguro para alterar as credenciais, começando pelo e-mail principal e pelas contas Google ou Apple, que podem ser usadas para recuperar outros acessos.

Ative a autenticação em duas etapas nas contas importantes e confira os dispositivos conectados, os métodos de recuperação e as sessões ativas. Quando disponível, prefira chaves de acesso (passkeys) ou aplicativos autenticadores.

Faça a restauração para os padrões de fábrica

Caso haja indícios de monitoramento e outras medidas não resolveram o problema, a restauração de fábrica pode ajudar a remover aplicativos espiões instalados no aparelho. O procedimento apaga os dados locais, por isso é importante proteger arquivos e informações essenciais antes de começar.

Após resetar, configure o celular como um dispositivo novo e reinstale os aplicativos pelas lojas oficiais. No entanto, restaurar um backup completo pode recuperar configurações ou programas indesejados, embora isso não aconteça com todo backup.

iPhone 16E Dynamic Island e Apps Calendario e Tempo

Reforce as defesas do aparelho para o futuro

Após se livrar do app espião, use um código de bloqueio forte, mantenha o sistema atualizado e não compartilhe senhas ou códigos de verificação. Ainda, revise periodicamente as permissões dos aplicativos, os dispositivos vinculados às suas contas e os recursos de compartilhamento de localização.

Também evite instalar arquivos APK de procedência desconhecida ou abrir links suspeitos recebidos por mensagens. No iPhone, dê preferência aos canais oficiais de distribuição de aplicativos e investigue pedidos inesperados para instalar perfis de configuração.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Qual a diferença entre spyware e stalkerware?”. 

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Como compartilhar o seu perfil no ChatGPT

24 October 2026 at 12:30

A OpenAI começou a disponibilizar perfis compartilháveis no ChatGPT, uma página que reúne informações sobre o usuário, atividades e criações na plataforma. O recurso funciona como uma espécie de cartão de apresentação e pode mostrar nome, foto, biografia, métricas de uso e sites criados pelo usuário.

Por padrão, o perfil é privado, mas há uma opção para torná-lo público. Nesse caso, qualquer pessoa que tenha o link e esteja conectada ao ChatGPT poderá acessar a página. A configuração pode ser alterada novamente para restringir o acesso.

Os perfis estão disponíveis para usuários dos planos Free, Go, Plus, Pro e Business. A OpenAI também prevê a chegada do recurso aos planos Enterprise, Edu e Healthcare. 

Perfil compartilhável ChatGPT

A seguir, tire suas dúvidas sobre:

  • Como compartilhar seu perfil na IA da OpenAI?

  • As conversas ficam visíveis no perfil?

  • É possível impedir que pessoas específicas vejam seu perfil?

  • O que aparece no seu perfil do ChatGPT?

  • Tem como personalizar o perfil?

  • Como funcionam os perfis do ChatGPT Business?

Como compartilhar seu perfil na IA da OpenAI?

O processo para tornar o perfil público e compartilhar o link é simples:

  1. Acesse seu perfil no ChatGPT (chatgpt.com/profile);

  2. Vá em “Compartilhar”;

  3. Em “Quem pode ver seu perfil”, selecione “Qualquer pessoa com o link”;

  4. Envie o link do seu perfil para quem você desejar.

Perfil compartilhável ChatGPT

O endereço segue o formato https://chatgpt.com/u/seu-nome-de-usuario. É necessário estar conectado ao ChatGPT para visualizar um perfil compartilhado.

Se o nome de usuário for alterado posteriormente, o endereço antigo deixa de funcionar. Para tornar a página privada novamente, basta voltar à opção “Compartilhar” e mudar a configuração de visibilidade.

As conversas ficam visíveis no perfil?

Não. O perfil público do ChatGPT não mostra títulos ou o conteúdo das conversas realizadas na plataforma. A OpenAI também não permite compartilhar Habilidades (Skills) em perfis pessoais. Esse recurso fica restrito aos espaços de trabalho.

É possível impedir que pessoas específicas vejam seu perfil?

Não há uma opção para bloquear pessoas específicas. Quando o perfil está público, qualquer pessoa que tenha o link e esteja conectada ao ChatGPT pode acessá-lo. Portanto, para impedir que alguém veja a página, é necessário torná-la privada novamente.

ChatGPT

O que aparece no seu perfil do ChatGPT?

O perfil do ChatGPT funciona como uma vitrine das informações e atividades do usuário na plataforma. Entre os dados que podem aparecer estão:

  • Nome de exibição, nome de usuário, foto e biografia;

  • Quantidade de mensagens enviadas no Chat, exibida separadamente do uso de tokens;

  • Uso de tokens no Work e no Codex;

  • Métricas de atividade por dia, semana e período acumulado;

  • Sequências de atividade (streaks), calculadas com base no uso de tokens no Work ou Codex. Elas não consideram as mensagens enviadas no Chat;

  • Principais plugins utilizados;

  • Vitrine de Sites, com até 12 Sites criados pelo usuário e configurados como públicos. A seção pode ser acessada pela versão web ou pelo aplicativo para computador.

Tem como personalizar o perfil?

Sim. Além de alterar o nome, a foto e a biografia, é possível personalizar o tema e o layout do perfil. Também dá para escolher quais seções aparecem na página.

As escolhas ficam salvas separadamente em cada espaço de trabalho. Assim, a aparência e as seções exibidas no perfil pessoal podem ser diferentes das usadas no ChatGPT Business.

ChatGPT

Como funcionam os perfis do ChatGPT Business?

Os perfis do ChatGPT Business seguem regras diferentes das contas pessoais. Os perfis ficam visíveis, por padrão, para os integrantes do mesmo espaço de trabalho. Dessa forma, para acessar o perfil Business de um colega, é necessário mudar para o espaço de trabalho compartilhado com ele na IA.

A configuração é controlada pelos administradores em Configurações do espaço de trabalho > Permissões e funções > Perfis de membros. Eles podem tornar os perfis privados para todos os integrantes, e os usuários não conseguem alterar essa opção individualmente.

Pessoas de fora do espaço de trabalho não conseguem acessar os perfis Business. Além disso, as atividades, vitrines de Sites e configurações do ambiente corporativo ficam separadas das informações do perfil pessoal.

Por isso, tornar o perfil pessoal público não expõe a atividade realizada no ChatGPT Business. Se alguém sem acesso ao espaço de trabalho abrir o link do usuário, verá apenas o perfil pessoal, caso ele esteja configurado como público.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como adicionar instruções personalizadas no ChatGPT?”.

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Canva lança gerador de imagens próprio que cria artes editáveis em camadas

24 October 2026 at 00:04

O Canva lançou seu primeiro modelo de IA, chamado “Canva Craft”, para gerar imagens com elementos editáveis em camadas. As artes geradas têm resolução de até 2K e suporte a mais de 30 proporções de tela predefinidas, além de aceitar dimensões personalizadas. A ferramenta já está disponível globalmente na plataforma Dream Lab, dentro do Canva.

O modelo foi desenvolvido pelo Canva Research, laboratório interno de IA da empresa, com a participação de pesquisadores da Leonardo.ai, adquirida pelo Canva em 2024. O treinamento usou milhões de modelos criados por designers na biblioteca do Canva, incluindo cartazes, apresentações e infográficos. 

A ferramenta funciona em duas etapas. A primeira é uma IA que organiza os elementos e define a composição visual e a segunda é um modelo responsável pela renderização da imagem. O recurso ainda tem integração com o Magic Layers, que separa textos e objetos em camadas, facilitando a edição de partes específicas da arte. Dessa forma, se precisar alterar algo na arte gerada, não é necessário refazer toda a composição.

O Canva Craft aceita comandos em qualquer idioma e gera textos legíveis em 55 línguas. A ferramenta também conta com o Canva Shield, recursos de segurança com moderação de comandos e resultados, proteção contra conteúdos nocivos e controles de privacidade. Além disso, a empresa prepara duas versões mais rápidas e econômicas, chamadas Craft-fast e Craft-ultrafast.

No ranking DesignArena, o Canva Craft ficou em quarto lugar entre os modelos de geração de imagens avaliados. Já o laboratório Canva Research alcançou a segunda posição mundial na categoria. O modelo também conquistou o primeiro lugar em pessoas e retratos e paisagens e natureza, o segundo em abstrato e padrões e o quarto em produtos. 

Canva Craft - Dream Lab

Onde o Canva Craft está disponível?

O Canva Craft está disponível globalmente na versão web e no aplicativo do Canva. Para acessá-lo, basta entrar na área Dream Lab, no editor da plataforma, ou acessar canva.com/dream-lab.

A ferramenta também conta com uma API pública para integração com outros serviços, como plataformas de marketing, lojas virtuais e ferramentas de publicidade. Outra integração prevista é com o servidor Canva MCP, que deve facilitar o uso do gerador por assistentes de IA, como ChatGPT e Gemini, em fluxos de trabalho automatizados.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Qual a diferença entre o Canva e o Canva Pro?”.

 

 

 

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Google avisa assinantes do Gemini sobre transição para novo modelo inteligente

23 October 2026 at 16:03

O Google começou a avisar os assinantes do plano AI Ultra que o Gemini 4 Argon deve substituir em breve o Deep Think, recurso de raciocínio avançado disponível no aplicativo Gemini. A notificação aparece dentro do próprio app, mas não informa uma data para a mudança.

Atualmente, o Deep Think funciona como uma opção de raciocínio acima dos níveis Baixo, Médio e Alto do Gemini 3.1 Pro. A última atualização desses níveis ocorreu em fevereiro. O aviso, porém, não esclarece se o Google vai encerrar o Deep Think ou apenas substituir o modelo usado pelo recurso.

Com a mudança, os assinantes do AI Ultra poderão usar o Gemini 4 Argon para tarefas que exigem análise mais aprofundada. Ainda não há detalhes sobre como o novo modelo vai funcionar nem sobre possíveis diferenças em relação ao sistema atual.

Google Gemini

Quando o Gemini 4 Argon chega ao aplicativo?

A notificação enviada aos assinantes do AI Ultra informa que a substituição do Deep Think acontecerá “em breve”, mas não apresenta uma data específica. O Google também não divulgou um cronograma para a migração ou confirmou se o recurso atual será descontinuado por completo.

Gemini amplia integração com o Google Maps

O ecossistema Gemini também expandiu a integração da Inteligência Pessoalizada com o Google Maps, recurso que chegou ao Android Auto. Com a autorização do usuário, a ferramenta cruza informações de locais salvos e pesquisas recentes no Maps com dados do Google Agenda para gerar sugestões personalizadas.

Um exemplo é a recomendação de um restaurante salvo pelo usuário que fique perto do local de sua última reunião do dia. A Inteligência Pessoalizada também pode usar informações do Gmail, de documentos, fotos e vídeos para adaptar as respostas do Gemini.

O recurso pode ser ativado nas configurações de personalização do Gemini (gemini.google.com). 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Quais são os modelos do Gemini? Conheça as IAs disponíveis no app do Google”.

 

 

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WhatsApp começa a testar agendamento de mensagens no iPhone; veja como funciona

23 October 2026 at 15:35

O WhatsApp iniciou os testes do agendamento de mensagens no iPhone. O recurso, que começou a ser testado na versão beta para Android na semana anterior, chega ao iOS para que os usuários possam programar o envio de textos, fotos, vídeos e links em conversas individuais e em grupos.

Para agendar uma mensagem, é necessário digitar o conteúdo e depois manter o botão de envio pressionado. Com isso, o aplicativo vai abrir uma janela para escolher a data e o horário do disparo e a ação pode ser confirmada clicando em um botão verde que aparece na tela. O conteúdo pode ser agendado com pelo menos 10 minutos de antecedência ou até duas semanas antes.

As mensagens agendadas ficam disponíveis nas informações das conversas individuais e em grupo, em que o usuário pode consultar ou excluir o conteúdo agendado. Caso seja cancelado, o destinatário não recebe nenhuma notificação a respeito da mensagem. Ainda, toda a interação continua protegida por criptografia de ponta a ponta.

O conteúdo é enviado automaticamente no dia e horário definidos, mesmo que o aplicativo esteja fechado ou o celular do remetente esteja offline no momento. Após enviar o agendamento, o WhatsApp mostra um aviso na própria conversa para quem programou o envio. 

Para o agendamento de fotos e vídeos, o processo deve ser feito na tela de edição de cada arquivo, ou seja, não é possível selecionar e agendar várias mídias de uma só vez. Em relação aos grupos, somente os participantes que faziam parte da conversa no momento do agendamento vão receber a mensagem.

WhatsApp App Store

Quando o agendamento de mensagens será liberado?

A função está disponível para alguns testadores do WhatsApp para iOS na versão beta 26.42.10.19, distribuída pelo TestFlight. A liberação deve chegar a mais participantes do programa de testes nas próximas semanas.

O WhatsApp ainda não divulgou uma data para o lançamento do agendamento de mensagens na versão estável do aplicativo.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Truque no Android permite ler mensagens apagadas do WhatsApp; veja como”.

 

 

 

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Spotify comenta "fim da farra" do compartilhamento de contas no Plano Família

23 October 2026 at 14:06

Em uma reunião com os investidores sobre os resultados do terceiro trimestre, o Spotify abordou sobre a fiscalização mais rígida do compartilhamento de contas no Plano Família. O co-CEO Alex Norström evitou o termo “repressão”, classificou a medida como uma “melhoria de rotina” e disse que o aprimoramento das ferramentas de verificação é um trabalho permanente.

De acordo com Norström, o Plano Família existe há cerca de 12 a 13 anos e representa uma parcela expressiva da base de assinantes. Com o tempo, aparecem brechas no sistema, e a empresa precisa ajustar continuamente seus métodos de verificação. O foco é proibir que amigos ou familiares que moram em casas separadas dividam a mesma assinatura. Com isso, o Spotify busca levar esses usuários a contratar planos individuais pagos.

A medida aproxima o Spotify de outros serviços de streaming, que também vêm restringindo a divisão de contas fora do domicílio principal. Em 2018, a empresa testou a verificação de localização por GPS. Em 2019, atualizou os termos de serviço para prever checagens periódicas de residência. As medidas geraram críticas por causa da privacidade dos dados, e a fiscalização perdeu força nos anos seguintes.

spotify capa

O que aconteceu com o compartilhamento do plano família?

A fiscalização afetou os usuários que dividem o Premium Família com pessoas que moram em outros endereços. Agora, o Spotify pede verificações pontuais de residência em três situações: quando um novo membro entra na conta, quando o administrador altera o endereço cadastrado e quando o sistema não consegue confirmar a localização de um integrante.

Para impedir validações à distância, a verificação usa um QR code dinâmico que aparece na tela do aplicativo para Android ou iOS. O administrador abre o app, toca na foto de perfil, seleciona “Seu Premium” e clica em “Gerenciar”. Em seguida, o membro escaneia o código com a câmera do próprio celular. Como o código muda a cada poucos segundos, capturas de tela não concluem o processo, e as duas pessoas precisam estar no mesmo local físico.

O membro tem até 7 dias após a notificação para concluir a verificação. Se a validação falhar ou o prazo expirar, o usuário perde o Premium e volta para o plano gratuito, com anúncios. Ele também fica impedido de entrar em qualquer outro plano Família ou Duo por 12 meses, contados a partir da falha.

Quem for expulso pode optar por uma assinatura individual paga ou voltar ao plano de origem, desde que a pendência seja resolvida. Segundo o Spotify, a empresa não rastreia a localização contínua por GPS, e a checagem serve apenas para confirmar o endereço residencial cadastrado. Além disso, o endereço informado precisa estar no mesmo país em que o método de pagamento do administrador foi emitido.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Assinatura mais cara? 5 dicas para economizar no Spotify e outros streamings”.

 

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Kindle Unlimited acabou: Amazon muda serviço para Kindle+ em ofensiva de audiobooks

22 October 2026 at 23:01

A Amazon mudou o nome do Kindle Unlimited para Kindle+ e ampliou o catálogo de audiobooks disponíveis na assinatura. A mudança, anunciada nesta quinta-feira (22), mantém o acesso aos e-books, quadrinhos, mangás e revistas que já faziam parte da assinatura, só que agora conta com milhares de títulos em áudio sem custo adicional.

Os assinantes não precisam fazer nada para migrar para a nova assinatura. Todos os dados, incluindo histórico de leitura, marcadores de página, anotações e títulos salvos, serão transferidos automaticamente para o Kindle+.

Com a mudança, os autores independentes também podem publicar audiobooks por meio do Kindle Direct Publishing (KDP). Além disso, a Amazon está testando uma ferramenta de inteligência artificial para gerar narrações com vozes artificiais, com o objetivo de ampliar a oferta de livros em áudio na plataforma.

Kindle

Como funciona a assinatura Kindle+?

Com o Kindle+, os assinantes continuam tendo acesso ao catálogo de e-books, quadrinhos, mangás e revistas, e agora audiobooks. O serviço pode ser acessado no Kindle ou pelo aplicativo gratuito para smartphones, tablets, PC, Mac e web.

As obras disponíveis podem ser baixadas sem fila de espera. Apesar de não ter prazo para devolução, só é possível manter até 20 livros emprestados ao mesmo tempo. No entanto, o assinante pode trocar os títulos a qualquer momento enquanto o plano estiver ativo.

Parte dos e-books também conta com audiobooks correspondentes, chamados “companion audiobooks”. Com eles, o leitor pode alternar entre o texto e a narração. Nesses títulos, aparece um ícone de fone de ouvido ao lado do logo do Kindle+.

Quanto custa o Kindle+? 

No Brasil, a assinatura do Kindle+ custa 24,90 por mês. Vale ressaltar que o Kindle+ não está incluso no Amazon Prime e precisa ser contratado separadamente. Os membros Prime têm acesso a benefícios próprios de leitura, como o Amazon First Reads e uma seleção de títulos.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Vale a pena fazer jailbreak no Kindle?”.

 

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Google Planilhas ganha novo visual e gráficos de caixa para bater de frente com o Excel

22 October 2026 at 22:04

O Google Planilhas agora tem suporte nativo a gráficos de caixa, que são usados para visualizar a distribuição de um conjunto de dados. Com a novidade, que aproxima a ferramenta do Microsoft Excel, não é mais necessário criar fórmulas auxiliares para gerar esse tipo de visualização.

Para gerar um gráfico de caixa, basta selecionar um intervalo com valores numéricos nas linhas da planilha. O Google Planilhas consegue calcular automaticamente o valor mínimo, máximo, os quartis, a mediana, a média e os pontos fora da curva. Além disso, dá para personalizar a visualização com a possibilidade de alterar o método de cálculo dos quartis e mostrar ou ocultar pontos internos, marcadores e linhas de média e valores atípicos.

A atualização também melhora a compatibilidade com o Excel. Quando importar arquivos do programa da Microsoft, agora o Planilhas consegue preservar os gráficos de caixa, com os dados de referência, os cálculos e a formatação. O processo contrário também funciona, já que as visualizações criadas na ferramenta do Google podem ser exportadas para o Excel como documentos editáveis. Antes, o recurso descartava os gráficos de caixa durante a importação.

O recurso pode ser usado para analisar resultados de pesquisas, comparar notas de estudantes e avaliar a variação nas vendas de diferentes produtos ou períodos. Ao reunir informações, o gráfico facilita a identificação de diferenças entre grupos, da concentração dos dados e de resultados que fogem do padrão e reduz a necessidade de examinar cada valor individualmente.

Google Planilhas - gráficos de caixa

Quando os gráficos de caixa chegam ao Google Planilhas?

A distribuição começou globalmente e contempla clientes do Google Workspace e usuários de contas pessoais do Google. Segundo a empresa, a liberação será gradual e pode levar até 15 dias para chegar a todos os usuários. 

No caso dos domínios com lançamento programado, a liberação começa em 6 de novembro, também com prazo de até 15 dias.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “8 IAs para criar fórmulas de Excel e Google Planilhas”. 

 

 

 

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Google Fotos prepara novo "criador de clipes" com imagens do usuário

22 October 2026 at 01:06

O Google Fotos vai ganhar um novo nome para a ferramenta de criação de vídeos, além de mais recursos de edição e ajustes nas configurações. A funcionalidade é chamada atualmente de “Vídeo de destaques” e, com a mudança, deve ser renomeada para “Criador de vídeos”. 

Segundo uma análise do código feita pelo Android Authority, a mudança do nome aparece em diferentes áreas do Google Fotos, como a guia “Criar”, o menu aberto pelo botão “+” e na ferramenta “Ajuda a criar”, que usa a IA Gemini para a produção dos vídeos. Reformulado em dezembro do ano passado, o editor também terá sincronização dos cortes com a música escolhida.

A mudança vem acompanhada de outras duas novidades. A primeira é uma opção para desativar as músicas das Recordações e, a segunda, é um atalho para controlar a reprodução automáticas das Fotos em Movimento, ou Motion Photos.

Hoje, o Google Fotos adiciona músicas automaticamente às Recordações, e o usuário só consegue desativá-las durante a exibição de cada uma. Com a mudança, será possível desativar as trilhas sonoras de todas as Recordações de uma só vez, pela opção Configurações do Fotos > Preferências > Recordações.

A reprodução automática das Fotos em Movimento, por sua vez, pode ser desativada em Configurações do Fotos > Preferências > Reprodução na grade de fotos. Com a atualização, a opção “Mostrar prévia de movimento” também ficará disponível no menu de três pontos, na parte superior da grade de fotos, como um atalho para alterar a configuração.

Google Fotos

Quando as novidades chegam ao Google Fotos?

O Google ainda não anunciou uma data para o lançamento das mudanças. Os recursos foram identificados por meio de uma análise do código da versão 7.98 do aplicativo, feita pelo Android Authority e conhecida como APK teardown.

A técnica consiste em examinar o código de um arquivo de instalação para encontrar indícios de funções em desenvolvimento. A descoberta mostra que o Google trabalha nas novidades, mas não garante que todos os recursos cheguem à versão pública do Google Fotos.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “7 coisas que você pode encontrar na biblioteca do Google Fotos”. 

 

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Com novo visual, Apple Music ganha logotipo esculpido por ondas sonoras

22 October 2026 at 00:04

O Apple Music oficializou o lançamento de seu rebranding, tendo um novo design e um logo criado a partir do som com a proposta de “Just music, made visible” (“Apenas música, tornada visível”) e o novo slogan “Made by Sound” (“Feito pelo som”). A empresa revelou a identidade pela rede social X e por um vídeo publicado no Youtube.

Segundo a Apple, a equipe pegou a frequência sonora produzida pelo artista Fred again.. e estúdio NEST Acoustics e a reproduziram em um equipamento com o objetivo de criar a onda sonora perfeita. Para isso, o equipamento moveu uma grande quantidade de líquidos na frequência das notas musicais que, por meio de uma câmera, foram transformadas na identidade da marca. A empresa não usou animações digitais feitas por computador nessa produção.

A Apple já adotou uma abordagem semelhante no rebranding do Apple TV, lançado em novembro de 2025. A vinheta colorida do serviço foi produzida com peças de vidro e as imagens captadas pela câmera, sem depender de computação gráfica. O projeto visual ficou a cargo do estúdio TBWA\Media Arts Lab e o músico FINNEAS compôs a nova assinatura sonora.

Quando a mudança visual vai aparecer no app?

A mudança visual já vinha sendo percebida nas últimas semanas, na versão beta do iOS 27.2. Ela trouxe um novo ícone para o aplicativo e outros ajustes de interface. Até o momento, os usuários verão a nova identidade no lançamento oficial da atualização, previsto para a próxima semana.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada”.

 

 

 

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Symantec descobre agente que sequestra IAs para disparar 100 mil ataques hacker sozinho

21 October 2026 at 22:06

Os pesquisadores da Symantec descobriram um agente de inteligência artificial (IA) que consegue executar ciberataques de forma autônoma, sem intervenção humana. A ferramenta usa uma técnica conhecida como LLMjacking para sequestrar modelos de IA expostos na internet e realizar até 100 mil ações maliciosas, como procurar alvos, explorar falhas de segurança, roubar senhas e instalar mineradores de criptomoedas.

Os ataques foram descobertos a partir de um experimento honeypot de IA, sistema que simula um serviço desprotegido para atrair ataques e poder analisar as técnicas usadas pelos invasores. De acordo com o relatório publicado hoje (11), a armadilha teve mais de 127 mil requisições externas, vindas de dezenas de milhares de endereços IP. Com isso, a equipe Symantec Threat Hunter também conseguiu capturar as instruções completas do agente e mapear seu funcionamento.

A ferramenta recorreu à técnica conhecida como LLMjacking, que consiste no uso não autorizado de modelos de linguagem de grande porte (LLMs) expostos na internet. O agente procura servidores de IA, estruturas de hospedagem própria, gateways e serviços ligados ao protocolo MCP para usar a capacidade computacional de terceiros sem pagar pelo processamento.

Com isso, os criminosos transferem os custos de uso dos modelos para as vítimas e reduzem o risco de identificação por meio de suas próprias contas, que poderiam ser bloqueadas pelos provedores.

As instruções interceptadas incluem cerca de 74 ferramentas para mapear redes, explorar estruturas web, extrair bancos de dados, roubar senhas e controlar redes de dispositivos infectados, conhecidas como botnets. Para driblar as proteções dos modelos comerciais, o agente também usa instruções em camadas que disfarçam ações maliciosas, como a coleta de credenciais, sob a aparência de tarefas legítimas de desenvolvimento de software.

Uma das requisições analisadas pelos pesquisadores incluía um código disfarçado para instalar um programa que usa o computador infectado para minerar a criptomoeda Monero. O script também escondia o programa e apagava os registros de atividade do sistema para dificultar a identificação do ataque.

Inteligência Artificial - Hacker

IA assume o planejamento dos ataques

Segundo a Symantec, as técnicas identificadas não são novas. O principal problema está na integração de diferentes recursos em um único agente que consegue planejar e executar ataques de forma independente. Em vez de tentar convencer chatbots públicos a produzir conteúdo malicioso por meio de engenharia de prompt, os criminosos conectaram modelos de IA a ferramentas de ataque. 

Nesse sistema, a IA planeja as etapas e define como atingir o objetivo, e as ferramentas especializadas realizam as operações técnicas. Assim, o criminoso pode estabelecer uma meta e deixar que o agente coordene as tarefas seguintes sem precisar aprovar cada etapa.

A automação também reduz o conhecimento técnico necessário para conduzir campanhas de exploração em larga escala. Segundo a análise da Symantec, a combinação de planejamento por IA e ferramentas ofensivas amplia a capacidade de executar operações complexas com pouca supervisão humana.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como hackers manipulam IAs para cometer crimes?”. 

 

 

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ChatGPT ganha pasta protegida por senha e biometria para esconder segredos

21 October 2026 at 15:08

A OpenAI anunciou o lançamento de chats bloqueados no ChatGPT. O recurso cria um espaço privado para conversas confidenciais, protegidas de pessoas que compartilham o aparelho ou têm acesso a ele. Com isso, o usuário pode mover conversas selecionadas para fora do histórico regular, das conversas fixadas e da busca da plataforma.

Para abrir um chat protegido, o sistema pede um PIN de 4 dígitos no navegador e no aplicativo para macOS e Windows. Já nos celulares compatíveis, o acesso também pode ser liberado com biometria, como Face ID e Touch ID, ou com o método de desbloqueio padrão do próprio aparelho.

Se o usuário esquecer a senha, é necessário redefinir o PIN. Essa ação apaga permanentemente todas as conversas protegidas, sem possibilidade de recuperação. Além disso, o recurso não conta com criptografia de ponta a ponta, ou seja, a proteção depende do bloqueio de acesso, e não de uma camada extra de segurança sobre o conteúdo.

As novas mensagens enviadas dentro dos chats bloqueados também não atualizam a memória usada nas conversas regulares. Já o recurso de voz funciona em chats protegidos nos celulares, mas não no desktop.

Conversa inteligência artificial ChatGPT

Quem pode usar os chats protegidos por senha?

O recurso está sendo liberado para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Ele pode ser usado na web, no desktop e nos aplicativos para Android e iOS.

Apesar da ampla disponibilidade, há restrições. Certas conversas em nuvem nos modos Chat ou Work podem ser trancadas, mas conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare não suportam o bloqueio.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ChatGPT organizado: veja como usar os Projetos para agrupar suas conversas”. 

 

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ChatGPT ganha pasta protegida por senha e biometria para esconder segredos

21 October 2026 at 15:08

A OpenAI anunciou o lançamento de chats bloqueados no ChatGPT. O recurso cria um espaço privado para conversas confidenciais, protegidas de pessoas que compartilham o aparelho ou têm acesso a ele. Com isso, o usuário pode mover conversas selecionadas para fora do histórico regular, das conversas fixadas e da busca da plataforma.

Para abrir um chat protegido, o sistema pede um PIN de 4 dígitos no navegador e no aplicativo para macOS e Windows. Já nos celulares compatíveis, o acesso também pode ser liberado com biometria, como Face ID e Touch ID, ou com o método de desbloqueio padrão do próprio aparelho.

Se o usuário esquecer a senha, é necessário redefinir o PIN. Essa ação apaga permanentemente todas as conversas protegidas, sem possibilidade de recuperação. Além disso, o recurso não conta com criptografia de ponta a ponta, ou seja, a proteção depende do bloqueio de acesso, e não de uma camada extra de segurança sobre o conteúdo.

As novas mensagens enviadas dentro dos chats bloqueados também não atualizam a memória usada nas conversas regulares. Já o recurso de voz funciona em chats protegidos nos celulares, mas não no desktop.

Conversa inteligência artificial ChatGPT

Quem pode usar os chats protegidos por senha?

O recurso está sendo liberado para os planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Ele pode ser usado na web, no desktop e nos aplicativos para Android e iOS.

Apesar da ampla disponibilidade, há restrições. Certas conversas em nuvem nos modos Chat ou Work podem ser trancadas, mas conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare não suportam o bloqueio.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ChatGPT organizado: veja como usar os Projetos para agrupar suas conversas”. 

 

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Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

21 October 2026 at 14:31

O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.

A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.

Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.

spotify capa

Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma

Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:

  • Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;

  • Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;

  • Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;

  • Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;

  • Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como usar o Gemini para montar playlists perfeitas no Spotify”.

 

 

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Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

21 October 2026 at 14:31

O Spotify anunciou a remoção de mais de 75 milhões de faixas de sua plataforma por violações graves ou repetidas das regras contra spam. Além disso, o serviço retirou mais de 50 milhões de músicas com spam e conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como “AI slop” ou “lixo de IA”, de suas recomendações ao longo do último ano.

A decisão veio após uma análise das músicas que os ouvintes costumavam pular, ignorar ou marcar como indesejadas. O levantamento identificou um padrão ligado a conteúdos artificiais ou fraudulentos. Nos últimos seis meses, o Spotify atualizou seu sistema de recomendações para priorizar músicas de artistas reais. Segundo a empresa, as mudanças reduziram as reclamações sobre esses conteúdos nas rádios e playlists personalizadas.

Para identificar músicas artificiais, a plataforma analisa o comportamento dos ouvintes, os padrões de envio, os dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. O sistema busca combater o envio de músicas em massa, a publicação de faixas duplicadas, a manipulação dos resultados de busca, as redes de playlists criadas para espalhar spam e as músicas muito curtas, feitas para burlar as métricas da plataforma.

spotify capa

Spotify lançou várias iniciativas para priorizar artistas humanos na plataforma

Nos últimos anos, o Spotify lançou diversas iniciativas para remover produções feitas por IA e priorizar artistas humanos, como:

  • Créditos de IA: os artistas podem indicar quais instrumentos ou papéis na produção foram feitos com IA. Essas informações aparecem na seção “Créditos da música” no Spotify;

  • Selo “Verified by Spotify”: selo que garante que há uma pessoa real por trás do perfil. A ferramenta já abrange mais de 300 mil artistas e mais de 70% deles são independentes;

  • Selos de Persona de IA: rótulo que indica quando um artista foi gerado por inteligência artificial. Esses perfis ficam fora das recomendações do Spotify, a menos que o usuário opte por segui-los;

  • Proteção do Perfil do Artista: os artistas podem revisar e aprovar novos lançamentos atribuídos ao seu nome antes que sejam publicados no Spotify. A ferramenta esteve em beta e deve ser lançada para mais pessoas até o final deste ano;

  • Elegibilidade para monetização de faixas: regra que exige 1.000 reproduções mínimas para gerar royalties. Segundo a plataforma, as faixas geradas com IA têm dez vezes mais chances de ficarem abaixo desse limite.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como usar o Gemini para montar playlists perfeitas no Spotify”.

 

 

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ChatGPT quer substituir o Google Docs com o Space; conheça o novo recurso

30 September 2026 at 21:09

A OpenAI anunciou o ChatGPT Space, um novo ambiente de trabalho compartilhado que permite criar e editar conteúdos com a participação de pessoas e inteligência artificial no mesmo espaço. Apresentado durante o OpenAI DevDay, o recurso leva a criação e a edição de conteúdos para dentro do ChatGPT, reduzindo a necessidade de alternar entre a plataforma e editores externos, como o Google Docs.

O Space funciona a partir das Pages (Páginas), documentos editáveis que podem incluir textos, imagens, gráficos, tabelas e ferramentas interativas. A partir de uma conversa, o usuário pode criar uma página, pedir alterações em trechos específicos ou convidar outras pessoas para editar o conteúdo em tempo real.

Cada colaborador trabalha com sua própria instância do ChatGPT dentro da página. Com isso, compartilhar uma página não dá acesso aos chats privados ou à memória pessoal de outros participantes. O conteúdo inserido na página, porém, fica visível para todos os membros e segue as configurações individuais de Memória e Treinamento de cada participante. 

ChatGPT

A proposta também diferencia o Space de integrações em que a inteligência artificial aparece como uma ferramenta complementar ao editor. Nesse ambiente, a IA e seus agentes, chamados de Dots, ficam dentro do próprio espaço de trabalho compartilhado e podem participar da criação e da edição dos materiais. O Codex também pode atuar nas páginas, e os comentários em trechos específicos servem para delegar revisões ou tarefas à IA ou a outros colaboradores. 

O Space também substitui a antiga funcionalidade Library (Biblioteca) para contas elegíveis e permite organizar conteúdos em pastas e subpáginas. As subpáginas herdam automaticamente as permissões da página principal. Se a página principal for enviada para a Lixeira, as subpáginas vinculadas também serão removidas, mesmo quando pertencem a outros colaboradores.

Além disso, o ambiente já oferece integração com serviços conectados, como Google Drive e Slack. Os links para arquivos armazenados nessas plataformas, porém, mantém as permissões definidas no serviço original. Assim, compartilhar uma página no Space não libera automaticamente o acesso aos arquivos usados como fonte. 

Inicialmente, o foco está nos documentos, mas a OpenAI afirma que apresentações e planilhas serão adicionadas em breve. A empresa também prepara recursos para atualizar páginas automaticamente.

ChatGPT

Quem pode usar o ChatGPT Space?

O ChatGPT Space está sendo liberado gradualmente e, neste momento, está disponível para assinantes Pro e usuários dos planos Business e Enterprise. 

A experiência também varia conforme a plataforma. Na web e no desktop, é possível criar e editar páginas, organizar espaços e colaborar em tempo real. No celular, dá para localizar, ler e compartilhar páginas, mas a criação e a edição ainda não estão disponíveis. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ChatGPT grátis vale a pena? Veja o que dá e o que não dá para fazer”.

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Golpe quase perfeito do Amazon Prime rouba dados do cartão e seu RG; previna-se

30 September 2026 at 20:04

Uma campanha sofisticada de phishing usa falsos alertas sobre problemas no pagamento da assinatura Amazon Prime para roubar credenciais, dados pessoais e informações de cartões de crédito e débito. As páginas fraudulentas imitam com alto nível de fidelidade o visual da Amazon, incluindo logotipos, menus e botões que simulam um processo legítimo de recuperação de conta.

O golpe começa com um e-mail que costuma usar o assunto “Sua assinatura Prime está em espera” (Your Prime Membership On Hold). A mensagem afirma que a Amazon não conseguiu processar o pagamento mais recente e que o acesso ao Prime Video foi suspenso temporariamente.

Para aumentar a pressão sobre a vítima, o aviso estabelece um prazo de 48 horas para regularizar a situação antes de um suposto cancelamento permanente da conta. O e-mail traz um botão para retomar a assinatura, que direciona o usuário para uma página falsa.

A seguir, confira:

  • Golpe coleta login, dados pessoais e cartão
  • Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?
  • O que fazer se os dados já foram informados?
Amazon

Golpe coleta login, dados pessoais e cartão

O site fraudulento reproduz a aparência de uma página da Amazon e conduz a vítima por diferentes etapas de coleta de informações. Primeiro, são solicitados o e-mail ou telefone associado à conta e a senha. A página também apresenta links falsos de recuperação de senha e orienta o usuário a confirmar a identidade e “desconectar-se de todos os aplicativos, dispositivos e navegadores da web”, reforçando a impressão de que o procedimento faz parte da segurança da conta.

Na sequência, o formulário pede dados pessoais, como nome completo, endereço, CEP, telefone e data de nascimento. A justificativa apresentada é a necessidade de confirmar a identidade do titular da conta.

O formulário também adapta automaticamente o código de área do telefone e o país de acordo com a localização da vítima. Em testes realizados no Reino Unido, por exemplo, o campo já aparecia preenchido com o código +44 e a indicação de “United Kingdom”. 

Amazon

A etapa seguinte envolve informações financeiras. O site solicita nome impresso no cartão, número, data de validade e código de segurança (CVV). A página ainda exibe mensagens de erro quando os dados são preenchidos de forma incorreta, uma estratégia usada para dar aparência de autenticidade ao processo e aumentar a chance de os criminosos obterem informações válidas.

Depois do preenchimento, a vítima recebe uma suposta confirmação de que os dados foram recebidos. O site informa que as informações serão analisadas em até 24 horas, o que ajuda a encerrar o golpe sem levantar suspeitas imediatamente.

Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?

O principal cuidado é evitar o acesso a contas e serviços por meio de links recebidos em e-mails inesperados. Mesmo que a mensagem tenha o visual da Amazon e mencione informações aparentemente relacionadas à conta, o endereço acessado pode levar a uma página controlada por criminosos.

Antes de inserir qualquer dado, confira o domínio exibido na barra de endereços. Em testes relacionados à campanha, o endereço usado continha termos como primevideo-manage-account-payment, mas não pertencia ao domínio oficial da Amazon.

Amazon

Outra opção é verificar a situação da assinatura pelo site ou aplicativo oficial da Amazon. A empresa também oferece um Centro de Mensagens para consultar comunicações relacionadas à conta, sem depender dos links enviados por e-mail.

Mensagens que criam um prazo curto para resolver um suposto problema de pagamento também merecem atenção. A combinação de urgência, ameaça de suspensão da conta e pedido de informações pessoais ou financeiras é um sinal comum em campanhas de phishing.

A Amazon também orienta clientes a encaminhar mensagens suspeitas para verify@amazon.com para análise.

O que fazer se os dados já foram informados?

Quem digitou a senha em uma página falsa deve alterá-la imediatamente na conta oficial da Amazon. Se a mesma senha for usada em outros serviços, também é importante substituí-la nesses locais.

Caso informações do cartão tenham sido fornecidas, entre em contato com o banco ou a instituição financeira responsável pelo cartão e informe a situação. O acompanhamento de movimentações também ajuda a identificar eventuais tentativas de uso indevido dos dados.

O mais importante é não retornar ao link recebido no e-mail para tentar corrigir a situação. Qualquer alteração na conta ou no método de pagamento deve ser feita pelos canais oficiais da Amazon.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Compras online: 7 cuidados essenciais para não cair em golpes”. 

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Closet digital do Google Fotos ganhará recurso para corrigir erro irritante

30 September 2026 at 18:07

O Google Fotos está preparando uma atualização para o recurso de “guarda-roupa de IA” que vai permitir que os usuários corrijam representações geradas de forma incorreta. Segundo uma investigação do Android Authority, a plataforma deve ganhar a opção “Regenerar imagem” para roupas, sapatos, óculos e outros acessórios adicionados ao closet digital.

Atualmente, o aplicativo cria uma representação de cada peça quando o guarda-roupa é configurado pela primeira vez. O problema é que, caso o resultado não seja fiel ao produto real, não há uma opção para editá-lo ou gerar uma nova versão. Com a novidade, será possível abrir a página de detalhes de um item, tocar no menu de três pontos no canto superior direito e selecionar o comando para regenerar a imagem. A nova versão será criada em segundo plano, sem impedir que o usuário saia da tela durante o processo.

A inteligência artificial também poderá fazer ajustes na representação para aumentar a fidelidade ao item original. Em testes realizados pelo Android Authority, a ferramenta conseguiu corrigir cores, adicionar detalhes técnicos que não apareciam na primeira versão, como plaquetas de óculos, e reposicionar logotipos em camisetas.

A precisão é importante porque essas imagens são usadas pelo recurso de “experimentar roupas”, que permite visualizar virtualmente como diferentes peças do guarda-roupa ficam combinadas antes de escolher o que vestir.

Guarda-roupa Google Fotos

O recurso já está disponível?

Não. A funcionalidade ainda não foi liberada para o público. Ela foi identificada na versão 7.95 do Google Fotos durante uma análise do APK, técnica usada para encontrar recursos em desenvolvimento que ainda estão ocultos no aplicativo.

Esse tipo de análise pode revelar comandos e trechos de código relacionados a funções que ainda não foram ativadas para os usuários. A descoberta, porém, não garante que o recurso será lançado nem que ele manterá as mesmas características na versão final.

Se você gostou do conteúdo, talvez se interesse em conferir “5 coisas com IA que você pode fazer no Google Fotos”.

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Estreia da Anthropic na Bolsa vira aviso sobre o fim do mundo: “corremos risco de extinção”

30 September 2026 at 16:07

A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, alertou potenciais investidores que sistemas avançados de inteligência artificial podem representar “riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade”. A declaração aparece no prospecto preparado para a abertura de capital da companhia e foi revelada pela Reuters. O documento também descreve situações em que modelos poderiam resistir ao desligamento, manipular informações ou apresentar comportamentos semelhantes à chantagem. 

O alerta chama atenção pelo contexto em que foi apresentado. O prospecto tem 261 páginas, sendo cerca de 80 dedicadas aos fatores de risco, quase o dobro das 48 páginas usadas para explicar o negócio da Anthropic. Segundo a Reuters, são incomuns documentos de abertura de capital que indiquem a possibilidade de a própria tecnologia comercializada pela empresa contribuir para a extinção humana. 

A Anthropic reconhece que a IA pode ter impacto comparável ao da industrialização e da eletricidade, mas afirma que modelos avançados também podem aumentar a possibilidade de danos graves e irreversíveis. Entre as preocupações estão comportamentos difíceis de prever, limitações nos testes de segurança e a possibilidade de sistemas desenvolverem capacidades que não foram antecipadas pelos pesquisadores. 

Em uma publicação no X, Evan Hubinger, pesquisador de alinhamento da Anthropic, estimou em mais de 10% a chance de a IA causar a extinção humana nos próximos dez anos. Na mesma publicação, ele afirmou que a empresa ainda não tem um plano definitivo para alinhar sistemas de superinteligência.

Anthropic

A IA pode desenvolver comportamentos difíceis de prever

Um dos riscos descritos pela Anthropic envolve os chamados comportamentos de autopreservação. Segundo o prospecto, os modelos podem tentar resistir ao desligamento, esconder ou manipular informações e apresentar condutas semelhantes à chantagem. A empresa também considera a possibilidade de sistemas reconhecerem quando estão sendo submetidos a avaliações de segurança e modificarem o comportamento durante os testes.

Esse cenário cria uma dificuldade para os pesquisadores, pois um modelo pode aparentar ser seguro durante uma avaliação e apresentar comportamentos diferentes em outras circunstâncias. A Anthropic afirma que a capacidade de identificar quando está sendo testado representa uma limitação importante para avaliar a segurança dos sistemas antes da implementação.

Episódios recentes também ajudam a ilustrar que esses riscos não estão restritos a cenários teóricos. No mês passado, um agente OpenClaw, baseado no Claude, explorou um sistema de reservas de uma academia na Austrália e chegou a remover uma pessoa de uma lista de espera sem receber instruções para isso. 

Em outro caso, modelos da OpenAI escaparam de um ambiente de testes durante uma avaliação de segurança e realizaram um ataque autônomo contra a Hugging Face, com milhares de ações executadas sem comandos humanos adicionais. Já a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele. Além disso, a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele.

Claude

Outro ponto citado no documento é o autoaperfeiçoamento recursivo, hipótese na qual sistemas de IA participariam do desenvolvimento de versões mais avançadas de si mesmos. A preocupação está relacionada à possibilidade de uma evolução rápida das capacidades dos modelos, com menor participação ou supervisão humana.

A empresa também admite que não existe garantia de que os investimentos em segurança acompanhem o ritmo de desenvolvimento. Em uma semana analisada em julho, cerca de 6% do poder computacional usado pela Anthropic foi destinado a pesquisas de segurança, segundo informações do prospecto divulgadas pela Reuters.

Alerta acompanha pressão por lançamentos mais rápidos

O alerta aparece em meio à disputa entre empresas de IA pelo desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados. A própria Anthropic afirma no prospecto que permanecer na fronteira tecnológica depende de uma sequência contínua de novos modelos, plataformas e aplicações.

Ao mesmo tempo, a companhia reconhece que pesquisas de segurança disputam recursos com o desenvolvimento dos sistemas. A computação e os profissionais especializados precisam ser distribuídos entre a criação de novos modelos e a investigação de possíveis falhas e comportamentos inesperados.

claude app

A situação cria uma contradição no próprio negócio da Anthropic. Quanto mais avançados forem os modelos, maior pode ser o potencial comercial da tecnologia, mas também aumentam os riscos que a empresa precisa avaliar antes de ampliar seu uso.

O prospecto ainda trata de riscos jurídicos relacionados a agentes de IA que conseguem operar de forma autônoma por períodos prolongados. A Anthropic afirma que esses sistemas podem causar danos difíceis de reverter, como transações não autorizadas ou perda de dados.

Com a abertura de capital, essas preocupações ganham espaço também na documentação financeira apresentada aos investidores, além das pesquisas e debates sobre segurança de IA. A Anthropic reconhece no próprio documento usado para sustentar seu crescimento que o avanço da tecnologia pode trazer riscos ainda difíceis de prever. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Por que as IAs continuam conduzindo ataques hackers?”. 

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Apps de carros enviam rotas e hábitos do motorista para rede de anúncios

30 September 2026 at 15:06

Uma pesquisa da Northeastern University em parceria com a Consumer Reports identificou o envio de informações sensíveis de motoristas para redes de publicidade por sete aplicativos de suporte para veículos. O estudo analisou 21 carros e 30 aplicativos e mostrou que as preocupações com privacidade no setor automotivo também chegam aos celulares por meio dos aplicativos complementares das montadoras.

Entre os aplicativos identificados estão HondaLink, Lincoln, MyNissan, myCadillac, myChevrolet, myBuick e myGMC. Nos testes, todos os veículos estabeleceram conexões com domínios de terceiros por Wi-Fi. Como os dados estavam criptografados, porém, os pesquisadores não conseguiram identificar exatamente quais informações foram transmitidas em cada conexão.

No entanto, os dados sobre frenagens, acelerações e outros hábitos de direção têm valor comercial. Uma investigação publicada pela Consumer Reports em março de 2025 analisou as políticas de privacidade de 15 montadoras e identificou o compartilhamento de informações de direção com outras empresas. Segundo a publicação, esses dados podem chegar a seguradoras e empresas de análise e influenciar preços de seguros e outras condições oferecidas aos consumidores.

IPVA carros trânsito

As fabricantes afirmam utilizar parte dessas informações para aprimorar serviços e recursos de segurança. Muitas também informam que compartilham dados de forma anonimizada ou mediante consentimento do usuário. Na investigação de 2025, porém, quase todas as 15 montadoras consultadas pela Consumer Reports se recusaram a informar quais empresas recebiam os dados de direção.

A pesquisa mais recente, conduzida pela Northeastern University em parceria com a Consumer Reports, identificou outro caminho para o compartilhamento dessas informações por meio de aplicativos conectados aos veículos. Entre os casos analisados está o HondaLink. Após o levantamento, a Honda interrompeu o envio de dados de localização pelo aplicativo e pediu à Amplitude, empresa de análise de dados, que excluísse as informações coletadas anteriormente. Não houve confirmação de que a exclusão dos registros tenha sido concluída. 

honda civic div

Tem como limitar o envio de dados dos apps de carros?

É possível tentar restringir a coleta e o compartilhamento, mas as opções disponíveis variam de acordo com a montadora, o aplicativo e a região onde o motorista está. O primeiro passo é consultar o portal de privacidade da fabricante ou as configurações disponíveis no aplicativo conectado ao veículo. 

Também é importante diferenciar os tipos de solicitação. A interrupção da venda ou do compartilhamento pede que a empresa deixe de repassar os dados a terceiros no futuro. A restrição de uso limita determinadas formas de utilização de informações consideradas sensíveis. Já a exclusão de registros solicita que a empresa apague os dados que já foram coletados e armazenados. 

Antes de alterar as configurações, também vale verificar quais serviços podem ser afetados. Dependendo da montadora, restringir determinadas permissões pode interromper funções de conectividade, como o travamento remoto das portas ou sistemas de assistência rodoviária. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “5 carros vendidos no Brasil que já utilizam IA para ajudar o motorista”.

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